Brian Laudrup (LE): Leitura de um discurso enviesado.

Thursday, 21 June 2018 · Posted in , , ,

Leitura, como não poderia deixar de ser, aqui. Enviesado não por má-vontade (do Brian Laudrup ou do LE), não por falta de qualidade (que tem para dar e vender), ou sequer pela conclusão defeituosa que enuncia (aprende-se mais a partir de artigos enviesados como este do que a partir de tanta outra coisa que se vai lendo por aí), mas enviesado porque parcial, parcialidade da qual só poderá resultar uma conclusão factualmente errada, aquela que o próprio enuncia:  “Ou queriam continuar a jogar como nunca e a perder como sempre?“ A perder e a empatar como sempre consagrou-se esta horrível, em referência à qualidade, como ontem se viu mais uma vez, selecção Portuguesa.

Desta lista de jogos só em dois Portugal escolheu a lotaria dos penalties, jogos que acabou por ganhar antes de chegar aos penalites — Croácia e França. Não os teve mas quis que esses jogos se decidissem nos penalties. Entre ambos, só no último (França) Portugal encontrou uma equipa do seu nível (em referência à qualidade individual dos jogadores em campo). Poder-se-á gostar ou desgostar do que produziu frente à França, mas não é descabido considerar que fazer os possíveis e os impossíveis para manter o jogo empatado não foi uma estratégia desaconselhável (boa, inclusivamente). Estamos a falar no entanto de um jogo, em sete.
Nos restantes Portugal sobreviveu porque ainda que incapaz, teve sorte. Teve a sorte de passar o seu grupo com 3 miseráveis pontos, e teve a sorte de sobreviver à lotaria dos penalties, Polónia, quando nem os desejou mas foi lá parar por incapacidade.

Hoje (para já Espanha, e Marrocos) temos mais do mesmo, naturalmente, já que os ingredientes são também os mesmos.

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