Sobre o requerimento que circula por aí para convocação de uma AGE para destituição da direcção do Sporting

Wednesday, 23 May 2018 · Posted in

Visto aqui. Seja lá qual for a direcção (eleita) do Sporting e o conteúdo (opções A, B, C) da sua actuação, uma AG a pedido de sócios que vise destituir um conselho diretivo é um acto tão triste e tão humilhante para o clube quanto as opções e os devaneios da direcção que pretendemos ver demitir-se. Falamos de uma ferramenta prevista nos estatutos à qual os sócios do Sporting CP deverão recorrer em contextos especiais e só em contextos muito especiais, antecipando (estatutos), e antecipando bem, uma janela soberana para que numa situação limite marcada por um contexto especialmente grave, danoso, contrário às normas, ou  ilícito, os associados possam com justa causa destituir uma direcção. Trata-se de uma garantia, não de um salvo-conduto. É um instrumento singular e anormal, não um meio para atingir um fim relacionado quer a uma guerra de poder ou à avaliação de conteúdo que fazemos de uma direcção, positiva ou negativa. Estaremos perante semelhante contexto? Um conjunto de circunstâncias tão fora-do-normal que justifique a convocação deste instrumento? Sem dúvida. O ataque em plena academia que vitimou a equipa do Sporting, os seus treinadores e demais staff, é motivo mais do que suficiente para que os sócios do Sporting demitam a direcção do seu clube. Preferencialmente, este conselho directivo deveria pela sua inciativa demitir-se, saindo pelo seu pé, cumprindo o seu dever fruto da sua inabilidade, fruto da actuação errática que culminou na selvajaria de Alcochete, e fruto da vontade dos sócios do Sporting. Demitindo-se, seria ainda sua a obrigação de se apresentar novamente a eleições, vendo-se dessa forma (ou) censurado ou reconduzido, de acordo com a vontade dos sócios do Sporting.

Tendo sido o próprio Bruno de Carvalho e o conjunto de manhosos que o rodeavam em 2013 a abrir o precedente grave da convocação de uma AGE desta espécie, uma que felizmente nunca se realizou já que o conselho directivo de então se demitiu, não tem agora Bruno de Carvalho qualquer moral para censurar os sócios que pretendem socorrer-se do mesmo mecanismo, tratando-se, nalguns casos, dos mesmíssimos manhosos ou gente que o foi amparando e agora clama pela sua saída ...

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