Acerta-se ao menos na previsão de Agosto ...

A notícia que dá conta da suspensão de Jorge Jesus e da sua equipa técnica por Bruno de Carvalho, uma que se traduzirá na ausência do treinador no jogo da Taça de Portugal frente ao Aves, é surpreendente. Mais surpreendente é Jorge Jesus ter sobrevivido a 2017/18 com todos os jogos (menos um) realizados. Surpreendente, ainda, é o facto da saída não ocorrer por sua iniciativa. 'Por motivos (estou certo) alheios à sua pessoa, é curioso e simultaneamente desagradável ver como este Sporting conseguiu transformar um treinador especial e ganhador numa espécie de Paulo Bento (...) Tal como Octávio, Jorge Jesus não chegará ao fim da época.'

Para efeitos de clube e de equipa de futebol, Jorge Jesus não se enganou quando em 2015 escolheu o Sporting, proposição que a sua 1ª época (e até as seguintes) valida(m). Errou, antes, ao não ter prestado atenção às sistemáticas instrumentalização e manipulação que o presidente do Sporting exerce sobre os treinadores e os jogadores das várias equipas do clube. Tratando-se de uma maioria objectivamente acéfala, se percebo que 80% ou mais dos adeptos do Sporting não o veja, custa-me que um indivíduo muito inteligente e intuitivo como Jorge Jesus se tivesse deixado apanhar. Tal como há uns dias para Rui Patrício, sinto-me pela minha parte grato a Jorge Jesus pelo que deu ao Sporting nos últimos 3 anos. Sem ele regressaremos muito rapidamente aos tempos em que entrávamos numa fase de grupos da LC à partida eliminados, e regressaremos ao tempo (1950 — pré-2015)  em que entrávamos nos estádios do Dragão ou da Luz sem as competências que nos permitissem disputar os resultados desses jogos. Sobre isso não tenho a mais pequena dúvida ...

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