Técnica, sim, porque até para finalizar de forma contundente ou agressiva não é necessária força, mas jeito. E porque a habilidade bacoca dificilmente terá relevância.

Sunday, 5 November 2017 · Posted in , ,

Num «blogue» de referência, em comentário, viu-se um dia por um dos seus autores (Pedro Bouças) sintetizado de forma perfeita o significado de técnica: «a forma como a bola toca no pé». No saber-fazer que a mente idealiza, para todo o lance em toda e qualquer jogada, da mais simples à mais complexa, é indispensável exibir um perfil técnico de relevo. De preferência, místico, ou misterioso, significando tal que os jogadores tecnicamente relevantes conseguem inúmeras vezes esconder as suas intenções. Nalguns casos não é preciso esconder já que a melhor jogada é tão notória que se faz tudo (com sucesso) nas barbas do adversário, Rui Costa. No jogo, a maioria destes lances envolverão jogar futebol em qualquer zona do campo, em qualquer altura sempre que o jogador, com a bola, está em acção. Ainda no jogo, outros lances, mais específicos, em quantidade bem menor, envolverão finalizações, algumas bem delicadas que deixam nua a classe do executante e outras, menos delicadas (poderá incluir as marretadas dos Ronaldos), que também deixam a descoberto a classe do jogador que as realiza. Nas últimas, como diria um dos meus heróis (Alan Shearer), it's a matter of catching it sweet, porque também aqui, «a forma como a bola toca no pé» determinará tudo o resto. Técnica, sim, porque até para finalizar de forma contundente ou agressiva não é necessária força, mas jeito, e no universo de jogadores que se destacam quase-só pela finalização, podemos com muita facilidade separar o trigo do joio observando a forma como o fazem.

Em referência ao vídeo, não é coincidência que só os melhores jogadores de futebol consigam fazê-lo. Os restantes, por mais prémios que lhes vejamos atribuídos, farão outra coisa qualquer. 01:25, 02:00 e 03:30.


Leave a Reply

Powered by Blogger.