“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Enquanto decorre uma pré-temporada apática e marcada pelo desânimo, aproximando-se uma pré-eliminatória que poderá significar uma presença na fase de grupos da LC (com repercussões negativas, prevejo, na produção duma equipa que entre Setembro e Dezembro andará aos papéis), não é preciso esperarmos pelo início das provas Nacionais para adivinhar que esta época está condenada ao fracasso. Além de ter voltado a falhar na reformulação do seu plantel e de somar por isso exibições sofríveis com resultados a condizer, o clube assemelha-se neste momento ao Sporting liderado por José E. Bettencourt no início de 2009/10. É em tudo semelhante. Para tal, é inegável, contribuem a sucessão de épocas desapontantes, a progressiva desvalorização de um plantel, a franca incapacidade para bem renová-lo, e treinadores (então, e agora) fragilizados. Por motivos (estou certo) alheios à sua pessoa, é curioso e simultaneamente desagradável ver como este Sporting conseguiu transformar um treinador especial e ganhador numa espécie de Paulo Bento. Tal como para este (Bento) em 2009/10, paira actualmente sobre Jorge Jesus uma aura estranhamente perdedora e até macabra. Pior, uma aura que se pressente incontrariável, 'estado de coisas' imputável ao presidente do Sporting que negando as expectativas que a vinda de Jorge Jesus gerou em 2015, permitiu que a sua patologia contaminasse a clarividência e a saúde mental de um dos mais brilhantes e intuitivos treinadores de futebol no mundo. João Vale e Azevedo conseguiu em tempos fazer o mesmo com Jupp Heynckes, reduzindo o talentoso, ultra-ganhador e personalizado treinador Germânico a uma espécie de boneco esmorecido. Sem brilho. Há uns dias meditava sobre os motivos pelos quais Jorge Jesus, tomando opções muito estranhas, não consegue acertar na gestão do seu plantel. É que num clube como o Sporting essa tarefa é especialmente fácil. Extremamente fácil. Em simultâneo, meditava sobre as razões pelas quais o clube evidencia uma propensão esquisita para recrutar jogadores familiares e que soam a sopa do século passado. Não pensava nesse momento em Fábio Coentrão mas em Elias, Insúa, João Pereira e Wolfswinkel, jogadores nuns casos contratados e noutros não contratados mas desejados no último ano e meio, ou hipóteses que lhe foram apresentadas e que o treinador do Sporting não viu, no mínimo, como indesejáveis. O motivo é o seguinte: A convivência com o presidente do Sporting. O dia-a-dia dentro do clube. O carácter em simultâneo informal mas exagerado / preponderante / marcadamente pessoal que Bruno de Carvalho empresta ao funcionamento da instituição. As conversas recorrentes entre ambos sobre o passado e o presente do clube. Consigo perfeitamente imaginar Bruno de Carvalho com a sua mentalidade nefasta e comportamento de anormal, a sua gabarolice, conversas doentias e vazias de conteúdo que em face do carácter provinciano de ambos, plantou em Jorge Jesus a 'tara' ou a fantasia que o veria transformar o Sporting num clube vencedor com socorro a jogadores que nos representaram nalgumas das nossas piores épocas dos últimos 9 anos. E foi também este o motivo pelo qual Octávio saiu do clube: A convivência diária com o presidente do Sporting.

Tal como Octávio, Jorge Jesus não chegará ao fim da época.

O Sporting está doente ...


"A única coisa que vos peço para a próxima época é que me deixem em paz, que me deixem trabalhar como eu achar melhor para depois poderem viver as alegrias que tanto merecemos", escreveu Bruno Miguel, em Maio, no emocionante dia em que anunciou a sua saída do 'facebook'. Algum tempo passado (2 meses e 1/2) a Ivone está de regresso. Algumas das mais importantes palavras, como sempre, viram-se dirigidas aos seus fiéis e incondicionais adeptos. Depois de "estúpidos, burros e carneiros", Bruno de Carvalho apelida-os agora de "sportinguenses".

"Criei o meu Spotify ligado ao Facebook. Como nada percebo destas "tecnologias", vejo-me forçado a manter esta conta para poder aceder ao meu conjunto de músicas que, com a minha família, são as coisas que me acalmam nos momentos mais difíceis (e nesta vida que escolhi são tantos...). Assim cá estou de volta. Apenas manterei esta página pessoal pois esta não está contaminada por links colocados em blogues de Clubes rivais que inundam a página de comentários ao nível da sua pouca inteligência, e livre também de sportinguenses que, em vez de mostrarem militância, destilam azia e veneno."

Ficam assim os carneiros e os sportinguenses a par das músicas da família e dos momentos difíceis e do Spotify de Bruno de Carvalho. Tudo normal. A única parcela desagradável é a invasão de privacidade e o convite ao bota-abaixismo da publicação já que nenhum de nós se deveria intrometer nos temas domésticos e privados sobre os quais o presidente do Sporting escreve publicamente nas redes sociais.

A publicação na íntegra (link): "Criei o meu Spotify ligado ao Facebook. Como nada percebo destas "tecnologias", vejo-me forçado a manter esta conta para poder aceder ao meu conjunto de músicas que, com a minha família, são as coisas que me acalmam nos momentos mais difíceis (e nesta vida que escolhi são tantos...). Assim cá estou de volta. Apenas manterei esta página pessoal pois esta não está contaminada por links colocados em blogues de Clubes rivais que inundam a página de comentários ao nível da sua pouca inteligência, e livre também de sportinguenses que, em vez de mostrarem militância, destilam azia e veneno.Depois de uma pré-temporada, que alguns ainda não perceberam para que serve, mas que felizmente demonstrou uma Onda Verde tremenda na Suíça apesar dos resultados, e dois jogos em Alvalade com excelentes "casas" e ambientes fantásticos - associados a boas exibições e vitórias na apresentação e no Troféu 5 Violinos que, apesar de fazerem parte do tempo de treino são sempre jogos que gostamos de vencer e demonstrar a nossa qualidade -, estamos perto de iniciar um novo campeonato. Uma nova "maratona" em que vamos precisar, mais do que nunca, do nosso 12° jogador, afinal o Sporting é feito deles, dos nossos Sócios e dos nossos Adeptos. Soubemos analisar o que se fez menos bem. Soubemos perceber qual o plantel que deveríamos ter para podermos lutar para cumprir os nossos objectivos. Soubemos organizar esse plantel a tempo de terem uma preparação equilibrada, eficaz e eficiente. Soubemos interiorizar as palavras atitude e compromisso, como palavras de ordem desta época. Mas também, muito importante, mantemos todos a consciência que estamos aqui para servir o Sporting Clube de Portugal e os seus Sócios e Adeptos e não para o contrário. A partir do próximo fim de semana, que no jogo contra o Desportivo das Aves o Estádio se encha e que nos façam sentir em casa como aconteceu nas últimas épocas. Que juntos possamos viver uma época de alegrias e que nunca nos esqueçamos de que temos sempre de fazer mais e melhor e de querer vencer mais do que todos os outros. Que juntos tenhamos uma atitude de campeões e que juntos consigamos manter e elevar ao máximo o nosso compromisso que é o de alcançar a Glória! E que este ano se concretizem os nossos sonhos de vencer em todas as modalidades. Para isso é preciso mais do que estádios, pavilhões, pistas ou piscinas cheios. Precisamos do Amor e Paixão de todos e de que, unidos, rumemos às conquistas que tanto merecemos. Assim teremos colaboradores, atletas, treinadores, dirigentes, sócios e adeptos numa corrente única de Vitória!"

Impera a mediocridade.

Posted on

Tuesday, 1 August 2017

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