No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
O melhor do clube são as pessoas, mas não são quaisquer pessoas. Foram os nossos fundadores, atletas e treinadores. É a nossa história. O clube não és tu, não sou eu, nem «somos nós». São eles. As mensagens que publicarmos evidenciarão esse intuito, versando sobre a instituição, a sua notável história, acumulado de feitos presentes e passados, proeminentes homens que a serviram e ergueram, cumprimentando as suas memórias mas mais importante, preservando a sua autoridade, ainda que não vivam entre nós.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Para quem, como eu, começou a 'beber' Sporting e futebol no princípio e ao longo dos anos 90, a palavra 'Guimarães' tinha / teve / tem / terá sempre um som mais ou menos poderoso. Independentemente do contexto e da relação de força entre os clubes época a época, uma deslocação ao D. Afonso Henriques encerrava para os 3 'grandes' uma forte probabilidade de perda de pontos, probabilidade essa superior—como a recordo—às muito difíceis deslocações ao Bessa e aos Barreiros. Para o Sporting, uma recepção ao V. Guimarães traduzia-se invariavelmente num grande jogo de futebol. Guimarães foi / era sinónimo de futebol de qualidade, qualidade subtraída dos 5 ou 6 jogadores tecnicamente muito fortes que as suas equipas (Guimarães) quase-sempre exibiam. Em casa, empurrados pelos adeptos e pela aura 'conquistadora' ou mentalidade de um clube 'obrigado' a vencer, aliavam à qualidade um desejo tão forte que nem grandes equipas Europeias do tempo (anos 90) saíam de Guimarães ilesas. Sem exagero: José Carlos, Pedro Barbosa, Zahovic, Vitor Paneira, Capucho, Gilmar, Milovanović, David Paas e outros confirmam-no.

Em todo o caso, recordo, recordarei, festejar a vitória não do Guimarães mas da equipa de Capucho frente ao Parma como se uma vitória do Sporting se tratasse. Sem menos. Parma de Buffon, Sensini, Baggio, Zola e Chiesa. Grande noite, grande jogo de futebol, na época em que o Vitória venceu o Benfica duas vezes, em Guimarães e na Luz (Vitor Paneira fez um dos golos). Naquele tempo qualquer equipa (de matraquilhos) vencia o Benfica mas João Vieira Pinto, Michel Preud'Homme e Bermúdez lembravam-nos que (ainda) estava ali qualquer coisa temível (à excepção destes tratava-se de um Benfica no mínimo engraçado ...).

Hoje o Vitória não tem os jogadores que já teve. Os tempos são outros. E o Sporting também regrediu. Nos terrenos pisados por Naybet e Marco Aurélio hoje temos Coates e Semedo (ou outros), sem desprezo pelos jogadores e pelo carácter internacional das suas carreiras. Não temos Pedro Barbosa nem Ricardo Sá Pinto mas Alan Ruiz e Bruno César, novamente, sem desprezo pelos últimos. Muito importante, hoje não temos o melhor avançado do mundo em 1995. Temos Bas Dost que ...
Por outro lado, temos William, muito felizmente, onde outrora, típica paisagem porque à beira-mar plantada, também tivemos Oceano.
Ao nível de jogadores estamos inquestionavelmente mais fracos, por um e só por um motivo: antigamente tínhamos mercado interno. Hoje, temos acumulado de disparates. Por conseguinte, temos muito pouco. E o que temos não nos pertence.
Em último caso, sê bem vindo Fábio Coentrão. Tenhas muito sucesso porque a qualidade do teu futebol, em si mesma, é garantida. Veremos se terá uma expressão relevante em tempo de utilização, e o impacto no rendimento da equipa ...

A glorificação do Vitória de Guimarães. (E as boas-vindas a Fábio Coentrão.)

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Thursday, 6 July 2017

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