“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Sir Alex, qual é o segredo para vitórias que se arrastam ao longo de 30 anos? Dificilmente existirá um. Antes,  muita competência. No caso do Escocês não foi só em Old Trafford já que antes de ingressar no gigante Inglês, em 1986, Sir Alex quebrou pela primeira vez em 15 anos a hegemonia dos 2 grandes clubes de Glasgow, Celtic e Rangers, vencendo com o Aberdeen nada menos do que 3 campeonatos Nacionais, 4 taças da Escócia, 1 taça da Liga Escocesa, 1 taça dos Vencedores das Taças em 1983 e a supertaça Europeia no início da época seguinte. Na supertaça Europeia superou o bicampeão Alemão e campeão Europeu Hamburger SV. Na final da taça dos Vencedores das Taças derrotou o todo-poderoso Real Madrid em Gotemburgo. Nos quartos-de-final já superara o Bayern Munich de Michael e Karl-Heinz Rummenigge, então detentores da taça da Alemanha e vice-campeões Europeus em 1982, derrotados (emblema Germânico) na final frente aos «Leões» de Villa Park, a rampant gold lion on a light blue background with the club's motto underneath: Prepared, Aston Villa.

«He is a kind of genius» -- Eric Cantona

Qual é o segredo para as suas vitórias? Numa palavra: tudo. Talento, vocação, competência, pertinência, capacidade de mudar, permanente actualização nos domínios do treino, das opções sobre o jogo, do comando de uma equipa, o instinto e as suas já célebres características pessoais e humanas.
Para fazê-lo ao longo de 30 anos no mesmo clube é preciso incessante paixão pelo jogo e, de algum modo, amor por esse mesmo clube.

Vem tal a propósito de um debate sobre as qualidades que José Mourinho, no último ano, parece não conseguir emprestar ao clube de Old Trafford, copiando as decepcionantes prestações de Madrid e de Londres (última passagem), não obstante alguns títulos conquistados nestes emblemas. Ao contrário do que José Mourinho porventura imagina, a admiração granjeada ao longo de 10 anos nunca esteve de grosso modo relacionada com os títulos que venceu. Estes foram somente um reflexo do seu trabalho. Da sua qualidade. Muito mais do que títulos, impressionante era a brutal capacidade que as suas equipas demonstravam em campo. Especialmente o FC Porto. Num nível abaixo do FCP porque incrivelmente mais difícil, Chelsea (1ª passagem) e Inter de Milão. Esse José Mourinho há muito que desapareceu. Ao longo de 4 anos nunca foi visto em Madrid. Não reapareceu em Stamford Bridge. E teima em não reaparecer em Old Trafford.

É provável que nunca reapareça.

Afirmava há 2 dias Jamie Redknapp: when I played against United, at times there would be seven or eight men in your box, it sometimes felt like there were 13 United players on the pitch. I used to count them to make sure Fergie wasn't up to any tricks!

Recordam o FCP de José Mourinho?
Não pareciam 13 mas 15, mesmo quando jogavam com 10 ...

What I can say is that we've tried. We had 6 players, for me, who were absolutely phenomenal in their attitude, mentality and consistency. And then you have 4 creative players, 4 you need to score a goal for you and they didn't. They don't have consistency. -- José Mourinho

No último fim-de-semana, na sequência de 2 pontos perdidos e de mais uma exibição decepcionante, afirmou o Português que a sua equipa esteve bem à excepção dos 4 jogadores da frente, responsabilizando-os (a meias com o GR) pelo mau resultado. Pobre visão esta de quem espera que os 4 jogadores mais avançados desbloqueiem jogos, vencendo-os, atribuindo aos restantes a missão de não os perder. José Mourinho não é isto. Mais preocupante: um discurso há muito desfasado da realidade, perdido no tempo, agarrado a uma imagem, sem qualquer perspectiva, e uma incrível falta de paixão e até de interesse pelo jogo, visíveis na forma aborrecida e enfadada como versa sobre este. Este José Mourinho não tem rigorosamente nada a ver com o José Mourinho pelo qual nos apaixonámos. Dizem muitos adeptos do emblema Inglês que a José Mourinho, em virtude das suas características pessoais, não obstante as dificuldades que enfrenta, deverão os executivos do clube dar-lhe carta branca para que ao longo dos próximos anos reanime o gigante de Manchester. Serão essas características pessoais e uma imagem relacionada a feitos do passado suficientes para devolver a glória a Old Trafford? Evidentemente, não são. Tal foi notório nas suas equipas desde que saiu de Itália, e foi notório ainda antes da época começar, já em Manchester, quando uma das primeiras decisões a envolver a sua equipa passou pela contratação de um jogador por 100 milhões de libras. Em demasiados capítulos, este José Mourinho não tem rigorosamente nada a ver com Alex Ferguson.

The Aberdeen style? Pure Fergie.

Os adeptos de Manchester à espera de José Mourinho.

Posted on

Tuesday, 4 April 2017

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