“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Rui Jordão foi autor de 1. O inevitável Manuel Fernandes fez 2. António Sousa, médio, assinou 3 golos. Os verde-e-brancos da Covilhã apontaram o tento de honra de penalty, insuficiente para aliviar a goleada sofrida no José Alvalade por expressivos 6-1. É a 2ª vez que neste «blogue» mencionamos o Sporting Clube da Covilhã. A 1ª refere um dado importantíssimo na história do futebol em Portugal: o Sporting CP e o Sporting C. Covilhã são os únicos emblemas no nosso país que venceram a taça monumental o Século.

Nesta jornada, enquanto a maior potência desportiva portuguesa destruía os leões da Covilhã (ver-se-iam infelizmente despromovidos), as atenções estavam viradas para outro estádio de Lisboa, Restelo, com o Benfica obrigado a passar pelos «Belenenses» a fim de preservar a liderança do campeonato. O Benfica mantinha 2 pontos sobre o 2º classificado, FC Porto de Artur Jorge e Octávio Machado, FCP que recebia por sua vez nas Antas o Vitória de Guimarães. O SLB venceria com um golo solitário de Michael Manniche (ainda ontem mencionei a Swedish Armada do Benfica), saindo do Restelo com os mesmos 2 pontos de vantagem que já tinha. Estávamos na antepenúltima jornada da prova.

13 de Abril de 1986, penúltima jornada, último jogo do ano em casa e o estádio da Luz enche para receber o Sporting. O clima, não obstante muito tenso, é de festa, e com duas rondas para cumprir as bancadas da Luz já exibem bandeiras comemorativas do título de campeão. Ao contrário dos seus adeptos a equipa do Benfica não alimenta festejos antecipados e Diamantino, na manhã do jogo, afirmaria à rádio: temos de estar melhor do que nunca para vencer o Sporting.

Os leões sobem ao relvado duma Luz em chamas, Vitor Damas, Gabriel, Oceano, Venâncio, Morato, Sousa, Romeu, Jaime Pacheco, Carlos Xavier, Ralph Meade e Manuel Fernandes. Rui Jordão e Saucedo começam o jogo no banco. Enquanto a equipa verde-e-branca cumprimenta a multidão com acenos de circunstância, o público responde com uma diabólica carga de impropérios e injúrias. A bola começa a rolar e o público serena. Aos 11 minutos Morato faz o 1º para o Sporting. As bancadas congelam, algumas nuvens acercam-se do campo, um enorme silêncio apodera-se do estádio e para que o clima de festa não esmoreça, aos 22 minutos Manuel Fernandes faz o 2º. Com meia-hora de jogo ainda por cumprir, o Benfica já se via enterrado no seu próprio relvado pela equipa de José Alvalade.
O Sporting passeia classe ao longo de 90 minutos levando, de forma completamente merecida, os 2 pontos para Alvalade.

De cabeça perdida, desanimado, humilhado, o Benfica ver-se-ia novamente derrotado na última jornada, permitindo de forma incrível que o FCP conquistasse o título de campeão Nacional. Os «dragões» dar-lhe-iam bom uso já que na época seguinte, 1986/87, sagrar-se-iam campeões Europeus em Viena.

8 meses passados, orientado por John Mortimore, este mesmo Benfica ver-se-ia violentado no José Alvalade por estrondosos 7-1.

31 anos depois, 2016/17, estão reunidas as condições para que o Sporting contribua, decisivamente, uma vez mais, para que o Benfica não se sagre campeão Nacional. Desejo que assim seja em especial para que lhes neguemos a oportunidade de se juntarem (a nós) ao clube do «Tetra».
Em nome da decência, em nome da virtude, em nome da paz, o futebol português precisa que o Benfica não seja campeão, além de que como vimos ontem esta equipa de Rui Vitória não o merece.
Tal como não o merecem os seus adeptos, quando as novas imagens e os velhos testemunhos da violência vermelha e do terror encarnado com origem no Benfica e nos benfiquistas percorrem mais uma vez o mundo.
Cosme Damião e os verdadeiros benfiquistas (porque existem, não são muitos mas existem), sinto-o, choram de vergonha.

Da Covilhã à Luz, com escala no Restelo. 11 leões deram a receita e Manuel Fernandes mostrou como se faz.

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Sunday, 2 April 2017

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