Wednesday, 18 January 2017

Parabéns ao GD Chaves, um justo vencedor. Temos agora uma equipa sem Taça de Portugal, sem Taça da Liga, sem grandes ambições no Campeonato e eliminada das competições Europeias. É este o Sporting de Jorge Jesus. Sem precipitações, medite por momentos num Sporting sem Jorge Jesus ...

A equipa menos favorita venceu e seguiu em frente na prova. 
Com mérito e justiça. Parabéns ao GD Chaves.

É preciso recuar a 2012/13, uma das mais negras épocas na história do futebol do clube, para vermos o Sporting chegar a Janeiro eliminado de todas as competições que disputa. O Sporting está agora definitivamente impossibilitado de oferecer aos seus adeptos uma vitória (uma que fosse) no final da temporada, quando é também para isso que servem as taças, de Portugal ou da Liga. Hoje, todavia, ao contrário do que sucedeu em 2012/13, onde o clube lutava simultaneamente pela manutenção e pela qualificação para uma prova Europeia (sempre fomos um clube especial), não é errado presumir que o Sporting tem todas as condições para garantir, espero, pelo menos, o 3º lugar no campeonato que lhe dará acesso às pré-eliminatórias da LC da próxima época. Em boa verdade, para efeitos de luta por títulos, o Sporting de 2013/14 embora andasse por esta altura a poucos pontos do 1º lugar, e embora tivesse sido ao longo de muitos meses, recordo-o, o melhor ataque da prova, nunca foi um verdadeiro candidato ao título. Independentemente do que se subtrai das pontuações, em matéria de competências e de qualidades, é para mim claro que o Sporting de Leonardo Jardim nunca se equiparou ao Benfica de Jesus, e ao contrário do que afirmava há uns dias Pedro M. Rodrigues, assim era não porque o  Benfica de Jesus tivesse mais meios e/ou melhores jogadores (embora os tivesse). Mais diria que independentemente dos orçamentos (25, 35, 40 e que poderiam ser 50 ou até 60 milhões de euros), muito dificilmente os Sporting de Leonardo Jardim ou de Marco Silva venceriam o campeonato frente ao Benfica de J. Jesus. Menciono estes subjectivimos não porque considere importante comparar o que dificilmente terá comparação, mas porque na sequência do jogo de ontem, é quase obrigatório debater cenários que poderão ver o lugar de Jorge Jesus colocado em causa. Se não agora, pelo menos no final da época. Nessa discussão, concordando ou discordando, considere por favor os seguintes elementos:

1 - É inequívoco que o Sporting não pode pagar 8 milhões de euros por época a um treinador para ficar em 2º ou 3º no campeonato. Não é racional.
2 - Considera realista, com esta estrutura, o Sporting ambicionar 77 ou 80 pontos numa temporada sem Jorge Jesus? É o que precisa para ser campeão.
3 - Foi Jorge Jesus, em virtude da sua qualidade como treinador, e não qualquer outro interveniente, quem efectivamente deu ao Sporting o escudo de candidato ao título, meta que não se exigia (eu pelo menos não o exigia) aos seus predecessores. Dessa forma, dispensando o actual treinador, e oferecendo (ainda) ao FCP a oportunidade de no fim da época garantir os seus serviços, está preparado para perder esse estatuto de candidato ao título?

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