Friday, 27 January 2017

Fazer por fazer dá por norma mau resultado

Uma vez que o Sporting se viu afastado das competições Europeias no início de Dezembro, afastamento que não soou alarmes nem provocou grandes ondas na "estrutura", torna-se impossível aceitar a versão adiantada por Jorge Jesus de que as mexidas no plantel do Sporting estão relacionadas com o escasso nº de competições (uma) em disputa. No que ao nº de jogos respeita, as diferenças entre (só) Campeonato para Campeonato + Taça de Portugal + Taça da Liga são praticamente inexistentes. Falamos no máximo de mais 4 ou 5 jogos numa época tendo como referência os encontros em Setúbal e em Chaves. Tal como foi evidente no momento em que aconteceu, o anúncio da dispensa de jogadores por parte do presidente do Sporting no facebook, na manhã imediatamente seguinte à eliminação da Taça de Portugal (procedimento por si só revelador da sua patetice e inaptidão), fez-se com o exclusivo intuito de apaziguar a revolta de muitos dos adeptos do Sporting descontentes com os resultados na presente temporada.

Tal anúncio não obedeceu a qualquer tipo de reflexão, ponderação, nem teve por base qualquer estratégia.

Se olharmos para as mais recentes notícias que dão conta dos regressos antecipados de Daniel Podence e de Francisco Geraldes ao Sporting, regressos aparentemente dificultados pelo Moreirense (de forma compreensível já que não pretende perder 2 jogadores importantes), e se olharmos de igual modo o regresso já consumado de Lukas Spalvis, jogador que fora emprestado aos Belenenses a 11 de Janeiro (há meros 15 dias), torna-se ainda mais evidente a falta de estratégia no futebol do Sporting. Por resolver, está ainda a lamentável confusão que Bruno de Carvalho arranjou com Ryan Gauld e André Geraldes, jogadores bem entregues a uma equipa e a um clube geograficamente próximos do Sporting, jogadores que se viam bem treinados por José Couceiro, e jogadores que se viram retirados do Vitória por uma única razão: capricho, desconsiderando completamente os melhores interesses dos jogadores e por arrasto os melhores interesses do Sporting. Os seus destinos (Chaves ou outro) não são nesta altura conhecidos. Sê-lo-ão presumivelmente até 31 de Janeiro.

Contratar por contratar, anunciar "emagrecimentos" e mini-revoluções para aliviar responsabilidades e apaziguar ânimos, dispensar porque se contrata por contratar, e emprestar e desemprestar sem qualquer critério porque não se sabe identificar valor (referência a Podence): indícios da mais completa desorganização do futebol do Sporting em 2016/17.

Os resultados são os que se conhecem ...

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