No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

'D' de despachar o Benfica e de divisa: por cada leão que cair outro se levantará.

Mészáros, Eurico, Virgílio, Carlos Xavier, Manuel Fernandes e Jordão, alguns intérpretes de um 'onze' com 10 Portugueses treinados por um Inglês que deixaria, no grupo, marcas que perdurariam até pelo menos 1987.
Afirmou-o Manuel Fernandes num jantar de capitães.
Aos de cima contrapôs o Benfica com: Bento, Humberto Coelho, Veloso, Shéu, Carlos Manuel, Chalana e Nené.


Estávamos em Março de 1982, na 23ª de um campeonato disputado com o Benfica  até à penúltima jornada. António Oliveira, impedido de dar o contributo à equipa por se encontrar lesionado, materializa por palavras nas vésperas do derby uma das mais famosas divisas que o clube de José Alvalade ostenta: «por cada leão que cair, outro se levantará», palavras que ficariam imortalizadas numa inscrição no antigo estádio José Alvalade. O Sporting Clube de Portugal despachou nessa tarde o Benfica com 3 golos de Rui Jordão, (diz quem o viu jogar) estrondoso avançado cuja carreira ficaria marcada pelos dois grandes clubes que representou, Sporting e Benfica.



O Sporting de Malcolm Allison sagrar-se-ia campeão Nacional e um dos seus discípulos, an old fashioned inside-forward, autor da 'epígrafe', acompanharia na época seguinte o Sporting até aos 1/4 de final da taça dos Clubes Campeões Europeus na condição de jogador-treinador, competição na qual o nosso leitor Sloct o viu assinar um dos seus mais bravos recitais. Foi frente ao Dínamo Zagreb, no dia em que o seu pai fora hospitalizado entre a vida e a morte.
Oliveira fez questão de jogar.
Não obstante o que alguns afirmam, ou o que alguns imaginam, o seu nome deverá guardar-se com carinho no baú de memórias do clube.

Apresentação do treinador Inglês,
2º a partir da esquerda [ao lado de João Rocha]

Carlos Xavier, de cada vez que jogávamos em Alvalade chegávamos ao estádio às 10h30 e almoçávamos a essa hora. O Malcolm Allison dizia-nos para comer à vontade: batatas, ovos, carne, peixe, massa. Era só escolher. Até ao jogo, ficávamos no estádio à espera de entrar em campo. Quando íamos a caminho do relvado já estávamos em pele de galinha, porque o Allison entrava em campo antes de nós e era um espectáculo dentro do próprio espectáculo. Dava a volta ao campo com o braço no ar a segurar o inconfundível chapéu. Os adeptos deliravam e nós também. Houve uma altura em que até havia música ao vivo e se tocava o Comanchero. O estádio ia abaixo. Nunca o ouvi berrar, nem nos treinos. Quando cometia um erro, aproximava-se e segredava-me 'não me lixes', como quem diz: 'não sejas assim, tão apático, és capaz de muito melhor'.

Eurico, há 29 anos acabaram-se os estágios. Allison chegou a Lisboa e deu-nos responsabilidade.

Os adeptos deliravam e nós também. Houve uma altura em que até havia música ao vivo e se tocava o Comanchero. O estádio ia abaixo.

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Sunday, 4 December 2016

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