No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
O melhor do clube são as pessoas, mas não são quaisquer pessoas. Foram os nossos fundadores, atletas e treinadores. É a nossa história. O clube não és tu, não sou eu, nem «somos nós». São eles. As mensagens que publicarmos evidenciarão esse intuito, versando sobre a instituição, a sua notável história, acumulado de feitos presentes e passados, proeminentes homens que a serviram e ergueram, cumprimentando as suas memórias mas mais importante, preservando a sua autoridade, ainda que não vivam entre nós.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.


Para bom entendedor meia palavra basta ...

Em 2013, trazíamos António Abrantes Mendes ao «blogue» (link) já que este modelo de devoção ao sportinguismo estava de parabéns; nascia tal como lê o 1º parágrafo, ao 2º ano de vida do clube, há (então) 105 anos, a 5 de Fevereiro.

Hoje trazemo-lo uma vez mais por motivos que não são, infelizmente, os melhores.

Desde que é presidente do Sporting, Bruno de Carvalho acostumou-se a insultar os sportinguistas e o Sporting, tanto expressa como implicitamente, ora lançando dúvidas sobre a lealdade e o sportinguismo dos primeiros, como apoucando e humilhando o passado do segundo. Fá-lo, porque procurando reduzir um clube centenário às suas próprias (BC) dimensão e importância, reescreve críticas à sua gestão como ofensas ao Sporting e traduz, de modo descarado, o possível aparecimento de alternativas à sua gestão em ameaças à sua própria (BC) subsistência. Vai sendo (há muito) claro que embora o Sporting seja incomensuravelmente superior a qualquer indivíduo, Bruno de Carvalho precisa do clube para se promover, e utiliza-se dele para satisfazer um ego e uma personalidade que em muito momentos adquire características sociopáticas. É assim com qualquer ditador em qualquer ditadura, independentemente dos contextos e suas grandezas, quando no caso de Bruno de Carvalho, este desequilíbrio interfere inclusivamente nos objectivos desportivos que o clube se propõe alcançar: é ele quem efectivamente toma todas as decisões exercendo controlo sobre o futebol e outras modalidades do clube, não porque veja nisso uma tarefa, mas por ver nisso um desígnio, elemento que se subtrai da carga patológica que dá forma à sua defeituosa actuação no Sporting.

Tudo isto é evidente (ou deveria sê-lo).

Posto isso, tal como para preferências clubísticas, futebolísticas, ou outras de espécie diferente, diz-me a experiência que as causas às quais me alio, na forma de declarado apoio, estão invariavelmente condenadas ao insucesso. Neste particular foi assim no Sporting em 2011 com Bruno de Carvalho, e foi assim em 2013 com José Couceiro. Apesar dos resultados, mantenho a convicção de que nesses períodos as minhas escolhas foram as certas. Tenho a certeza que hoje muitos concordarão comigo. Por esse motivo, abster-me-ei em 2017 de tomar qualquer partido, independentemente da forma como o próximo processo eleitoral decorra. Todavia, independentemente de mais nada, nenhum sportinguista poderá tolerar ou ficar indiferente a manifestações desprezíveis como as que tentaram ferir, ontem, sportinguistas como João Benedito, Sérgio Abrantes Mendes, ou outros.

Numa medida grande, fosse quem fosse.

Escreveu Bruno de Carvalho no seu brinquedo favorito:
Agora, pessoas que são apelidadas de carismáticas pela comunicação social e que foram pseudocandidatas, referindo-me concretamente a um tal de João Paiva dos Santos e a Abrantes Mendes, que moral têm para fazer proclamações e declarações públicas a criticar tudo ou a pedir explicações, quando nos últimos 4 anos, para dizer o mínimo, não estiveram em qualquer Assembleia-Geral? (...) Como o hábito e o normal é os nossos fins-de-semana serem de glória, tenho a certeza que, nos próximos tempos, o João Benedito encherá frequentemente páginas de jornais a celebrar as vitórias do Sporting CP. (...) Espero, sinceramente, que esta meia dúzia de papagaios e abutres que se movem nas sombras pantanosas, muitos deles com apoio directo de outros clubes (até já temos paineleiros que foram mandatários da campanha de presidentes de um clube rival a lançar reptos a sócios para se candidatarem ao Sporting CP), que se em Maio formos campeões, pois os nossos objectivos nacionais continuam intactos, tenham vergonha e fiquem em casa deixando, de preferência, de ser sócios.

Em qualquer instituição que se pautasse pela normalidade e na qual reinasse a decência, narrativas como esta ver-se-iam punidas na hora. É o que espero que aconteça a gente de má índole como o actual presidente do Sporting e seus muchachos. A bem do Sporting e a bem do sportinguismo.

João Benedito, Sérgio Abrantes Mendes e aquilo que nenhum sportinguista deverá em consciência tolerar.

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Wednesday, 21 December 2016

2 Comments
  1. Manuel,

    Obviamente de acordo. Isto devia ser intolerável mas parece que está tudo hipnotizado.

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    1. Meus caros,

      Quando se vê claques convocar reuniões com treinadores, jogadores e presidentes, em pleno relvado da academia, sabemos que o clube está doente.

      O Sporting merecia mais.

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