Tuesday, 20 December 2016

A Premier League não tem um clube como o Bayern, Juventus, Sporting, ou gigantes espanhóis ... -- Niall Quinn

"(...) É certamente divertido assistir a uma nova era de treinadores (estrangeiros) e se há um óbvio ponto positivo, é o de que os clubes parecem, finalmente, apreciar quando têm um bom treinador ... Este ano os despedimentos na Premier League estão num recorde mínimo. O aspecto negativo é que países consolidados e os jogadores irlandeses estão a tornar-se espécies em vias de extinção. A Premier League não tem um clube como o Bayern, Juventus, Sporting, ou gigantes espanhóis que costumem personificar o futebol dos seus países de origem." -- Niall Quinn, estrela da República da Irlanda e antigo presidente do Sunderland. No Sky Sports, ontem.

Palavras muito certeiras do fenomenal futebolista irlandês e do futebol britânico que se juntam a tantas outras que descrevem o Sporting como o clube mais admirado, respeitado e temido em Inglaterra. Assim acontece sem qualquer surpresa olhado o histórico de treinadores, entre aspas, 'leoninos' que marcaram o futebol inglês, como Carlos Queirós, Bobby Robson ou Carlos Carvalhal, e olhado o histórico de futebolistas brilhantes que o Sporting transfere para Inglaterra: Hugo Viana, Tiago Ilori, Eric Dier, Nani ou Luís Boa Morte (entre outros). Obviamente, considerado também o historial das participações de clubes portuguesas nas competições Europeias de futebol, historial que vê o Sporting, há muito, destacar-se como o mais bem sucedido emblema Nacional nos confrontos frente a ingleses. Destes confrontos, salientam-se o primeiríssimo triunfo duma equipa portuguesa em Inglaterra, os 5-0 com que o Sporting esmagou o Manchester United em 1964, na campanha que o veria alcançar o título Europeu que nenhum outro clube português tem, ou terá jamais, e destacam-se por fim as 3 incursões do Sporting (Newcastle, Middlesbrough e novamente Newcastle) na memorável campanha de 2004/05, mas também a surpreendente e memorável eliminação que o Sporting impôs em 2012 ao (nessa época) campeão inglês Manchester City.
Aproveito já agora o momento - obrigado Niall Quinn - para actualizar os cadernos iniciados aqui. Do melhor para o pior:
(Até à época 2015/16, porque a actual ainda se joga.)

Sporting Clube de Portugal,
25 jogos, 9 vitórias, 5 empates, 11 derrotas, com o melhor saldo entre portugueses ao nível de resultados mas também de golos marcados e sofridos, 34 a favor, 31 contra. Últimas modificações: derrotas 0-1 (Lisboa) e 1-3 (Londres) frente a Chelsea FC;

Sport Lisboa e Benfica,
34 jogos, 11 vitórias, 6 empates, 17 derrotas, 48 golos marcados e 59 sofridos.
Últimas modificações: vitória por 3-1 e empate 1-1 frente a Newcastle FC; derrota por 1-2 (Amsterdão) frente a Chelsea FC; vitória por 1-3 (Londres) e empate 2-2 (Lisboa) frente a Tottenham H. FC;

FC Porto,
34 jogos, 7 vitórias, 9 empates, 18 derrotas, num terrível saldo de 31 golos marcados e 59 sofridos.
Últimas modificações: vitória por 2-1 (Porto) e derrota por 0-2 (Londres) frente a Chelsea FC;

Poderá desejar reler:
Uma imagem e duas goleadas do Setúbal, em Setúbal
A importância e prazer da (verdadeira) Liga Europa
Honras tuas nos livros de outros

2 comments:

  1. Also, muito importante: "considering that Leicester won the title with ten points to spare, the only fly in their ointment must have been the chorus of pundits who spent the first half of 2016 telling the world that Leicester had succeeded only because every other club that was bigger and richer had failed. The giants had all taken their eye off the ball."

    É um erro desprezar a fortíssima componente química que por vezes une grupos de trabalho e que se traduz em sucessivas vitórias semana após semana. Casos como o Sporting de Inácio, Boavista de Jaime Pacheco, Benfica de R. Vitória ou Leicester demonstram-no. Nem sempre equipas mal orientadas terão maus resultados.

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