Monday, 21 November 2016

Sporting VS Real Madrid, vestígios de tremendo futebol

Luís Figo e Michael Laudrup.

O 1º olho-o com admiração, pelo brilhante perfil de futebolista e pelo perfil que exibiu fora dos relvados. Gostava da forma mais ou menos lenta como arrancava para os lances, encarando o adversário e encarando também o relvado. Nos terrenos que pisou em 80% ou mais do tempo de carreira, não é difícil reconhecer aqueles que normalmente percebidos como bons, são objectivamente maus jogadores. Estes, os maus, jogando nas faixas fugirão frequentemente na direcção das linhas, lateral ou de fundo (exemplo clássico numa das equipas de Figo, M. Overmars). Jogando épocas a fio como extremo, raramente víamos L. Figo fazê-lo. No 1 para 1, não forçava mas punha-se a jeito do duelo. Figo tinha classe, charme, categoria, o marshall com o qual os seus colegas e treinadores podiam sempre contar. Luís Figo foi um futebolista a sério. À saída, presto ainda homenagem a quem afirma: não ter tido um único problema com um companheiro de equipa é um dos troféus mais bonitos da minha carreira.

Michael Laudrup, tal como Figo, dispensa apresentações. O melhor futebolista de todos os tempos (segundo Iniesta), afirmação que carece desenvolvimento (relaciona-se com gostos pessoais).
Tinha tudo excepto uma coisa: não era suficientemente egoísta.

A imagem remete para o confronto entre o Sporting do Professor Carlos Queirós e o Real Madrid de Jorge Valdano, 1994/95, na jornada Europeia que viu Ricardo Sá Pinto, Oceano, K. Balakov, Carlos Xavier, Stan Valckx, Marco Aurélio, Luís Figo e outros oferecerem no Bernabéu uma perfeita demonstração de classe. 'Vamos ensinar o Sporting a jogar futebol', afirmou Valdano antes do jogo da 1ª mão. Classe, classe e mais classe, tanto na capital Espanhola como em Alvalade. O jogo de Madrid terá sido menos emotivo mas de certa forma mais especial, porque inesperado, e pelas 3 bolas no ferro. Nessa noite o Sporting vulgarizou a fortíssima equipa de Laudrup, Hierro, Luis Enrique, Sanchis e Iván Zamorano, encostando-a às cordas, demonstração que repetiria em Lisboa 15 dias volvidos.
Uma eliminatória não superada mas duas muito boas recordações que o Sporting de Carlos Queirós nos deixou. Não cansa afirmar: um dos melhores Sporting que vi jogar foi o seu. Nessa equipa recordo ainda aquele que poderia facilmente ter-se afirmado como um dos 10 melhores jogadores Portugueses de sempre, Emílio Peixe. Em Madrid jogou no meio-campo mas via-se não-poucas-vezes ensaiado a central. O pormenor de termos um jogador como Emílio Peixe no centro da defesa diz muito sobre a categoria dessa equipa. Outros tempos ...

0 comentários

Post a Comment