No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Não obstante a evolução nos últimos 15 ou mais anos (uma para a qual José Mourinho muito contribuiu), as duas principais ligas portuguesas de futebol ainda se caracterizam pelo fraco aproveitamento que fazem dos seus melhores treinadores. Num meio onde os empresários, conhecimentos (pessoas), 'nome' e fama (tantas vezes injustificada, boa e má) e a comunicação social têm um peso absurdo, quantos treinadores rodam por mais de metade das equipas das I e II ligas em lugares que deveriam ver-se ocupados por gente mais talentosa, melhor capacitada e mais conhecedora do fenómeno futebol? Ainda com relação a José Mourinho e ao formidável exemplo dos seus Leiria e FC Porto (que numa medida muito grande até hoje não encontraram semelhante), esta ideia nada tem a ver com origens: a de ex futebolistas ou faculdades. As origens são como os resultados: em si mesmo nada nos dizem sobre a qualidade de um treinador.

Será certamente verdade que a incompetência promove incompetência mas afasta também a competência, servindo tal em 'vésperas' de clássico para recordar o formidável Vitor Pereira. Desde a sua saída do Porto e do futebol português nunca mais o FCP conseguiu ombrear (primeiro) com o Benfica de Jorge Jesus e depois (última e presente temporadas) com o Sporting do ainda Jorge Jesus.
Igualmente verdadeira é a noção de que ao nível de treino, desde que Vitor Pereira deixou os dragões, nenhum outro técnico a actuar na I liga portuguesa consegue sequer aproximar-se das competências do actual treinador do Sporting.

Não será por acaso que os maiores elogios aos actuais SLB e FCP se resumem de grosso modo à qualidade dos seus jogadores, ideia que serve o FCP mas que serve sobretudo o Benfica que apresenta soluções ou um plantel muito simplesmente formidáveis, tanto para 3 ou 4 jogadores qualitativamente num nível bem acima dos normais padrões até para equipas grandes, e 9 ou 10 que não ficarão muito atrás dos primeiros. Poderá encontrar aqui algum exagero e pode ser que exista mas a ideia de fundo é verdadeira. Saindo da esfera dos jogadores, raramente (nunca) vemos referenciadas características boas ou muita boas no Benfica que remetam para as organização e competência colectiva da sua equipa. O Benfica poderá até ser uma equipa mais ou menos organizada (consoante o adversário que encontre pela frente) mas não é uma equipa especialmente capacitada naquilo que se subtrai do trabalho do treinador - que numa medida grande é o mais importante numa equipa de futebol. Rui Vitória não consegue pelo seu trabalho, pelo treino, apresentar uma equipa verdadeiramente forte. E se não o conseguiu no último ano e meio também não o conseguirá daqui para a frente. Tal como nunca o conseguiu em Guimarães quando treinou o Vitória. No entanto, sem qualquer desprezo pela sua razoabilidade ou mediania na condição de treinador, Rui Vitória é credor de alguma estima, uma que ameniza e nos permite inclusivamente desculpar a faceta de alguém que na última época, treinando uma equipa grande como o Benfica, passou boa parte da temporada a tentar pelo discurso disfarçar as suas próprias debilidades e limitações com arbitragens.

Qual é o propósito deste comentário? Nenhum. Teremos daqui por uns dias um clássico e tal como para qualquer outro onde Rui Vitória participe como treinador, este clássico caracterizar-se-á pela falta de brilhantismo da sua equipa. Caberá aos jogadores do FCP tentar explorá-la, seguro que não encontrarão as extremas dificuldades que há pouco tempo experimentaram em Alvalade.

FCP versus SLB: a 7ª tentativa em 2 épocas para Rui Vitória, depois de 6 em 6 já falhadas. Desta feita no Dragão.

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Friday, 4 November 2016

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