Mais significativo do que o resultado do jogo de Guimarães, o jogo de Guimarães mostrou-nos uma vez mais, infelizmente, o melhor e o pior do Sporting. O melhor: o seu treinador. O pior: a atracção que o Sporting parece exercer por cenários trágicos e inesperados bem como a defeituosa composição do seu plantel, uma que resulta (entre outras) na questionável qualidade de pelo menos 5 ou 6 jogadores habitualmente titulares. Refiro  questionável qualidade  em relação às necessidades de uma equipa grande como o Sporting, não significando tal que esses jogadores mereçam desconsideração ou que tenham responsabilidade na forma como o Sporting faz a gestão dos seus plantéis. Os jogadores em mente já se viram (em tempo útil) identificados pelo que não massacrarei mais o tema. Espero que não se torne cansativo repetir, ainda assim, que até há muito pouco tempo o Sporting teve nos seus plantéis soluções para muitos dos problemas que vai demonstrando. Mais do que meras soluções: jogadores incrivelmente especiais. Sopa do século passado, ainda: a composição do plantel do Sporting evidencia o maior defeito de Jorge Jesus, característica mais do que conhecida olhado o historial da sua passagem pelos clubes que representou. É inegável que as falhas na composição do plantel do Sporting são também da sua (JJ) responsabilidade, responsabilidade essa naturalmente imputável, em maioria de razão, ao director desportivo que sem acaso também é presidente do Sporting CP.

Em termos mais ou menos simples (porque não existem outros): se nem temos uma equipa composta por mais do que 4 ou 5 jogadores muito bons, de que forma somámos 86 pontos na temporada passada ou de que forma ganhamos com extrema facilidade no D. Afonso Henriques por 0-2 ou 0-3?

A: Temos uma equipa treinada por Jorge Jesus.

Assim tão simples e qualquer outra forma de olhar a questão está ferida de erro. Infelizmente, também não existem soluções: conviveremos com as virtudes (Jorge Jesus) e com os (já históricos) defeitos do Sporting esperando, sem ansiedade, que cheguem para conquistar títulos. No domínio puramente desportivo não é razoável pedir qualquer coisa muito diferente desta, por não ser possível enquadrar o treinador do Sporting numa estrutura competente em futebol. Um dos melhores treinadores do mundo, Jorge Jesus, não precisaria dos melhores dirigentes do mundo para vencer títulos. Mas já precisaria de uma estrutura que em simultâneo percebesse razoavelmente do fenómeno e que tivesse inteligência suficiente para reconhecer as suas próprias incapacidades.

Não é o caso da estrutura do Sporting.

Resultados inesperados, alguns problemas antecipáveis

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Sunday, 2 October 2016

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