“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Dizia-se há não muito tempo em comentário no 'A Norte', salvo erro em vésperas da deslocação a Madrid, que olhando a falta de boas soluções no plantel do Sporting e antecipando um ciclo que contemplaria em Novembro e Dezembro, de grosso modo, uma deslocação à Madeira, uma viagem a Dortmund, uma ida ao Bessa e um jogo decisivo, em Varsóvia, separado apenas por 4 dias dum confronto com o Benfica na Luz, que - sem pessimismo, somente realismo - o Sporting poderia muito bem dobrar a 1ª volta com uma diferença superior a 5 pontos para o seu principal rival. Logicamente, esta perspectiva fazia (para mim) sentido em virtude do derby se jogar no Estádio da Luz, quando não era / é de maneira nenhuma líquido que o Sporting saísse / saia desse jogo com 0 pontos. Nesse mesmo comentário entendia que uma diferença superior a 5 pontos à 14ª jornada seria suficiente para que em condições normais a pressentisse como irrecuperável. A substância que elaborava este cenário (o descrito, ou teórico, não aquele que vivemos), relacionava-se exclusivamente com as soluções do plantel (qualidade, não nº), e com a mistura de jogos de campeonato com jogos de Liga dos Campeões, mistura essa que a esmagadora maioria dos jogadores do Sporting experimenta pela primeira vez. Como já disse o treinador do Sporting, em muitas ocasiões, os problemas relacionados com o calendário não têm a ver com sobrecarga de jogos nem condição física. Têm somente a ver com concentração e disponibilidade mental - o «chip» que ele muito bem refere.

Infelizmente, a pior perspectiva que pessoalmente imaginava materializou-se quando ainda nem entrámos no referido ciclo. Não são 5 pontos. São nesta altura 7. E ainda temos pela frente todos esses jogos que incluirão uma visita ao Estádio da Luz e salvo erro uma ida a Braga.

Qual é a nossa principal dificuldade? Os problemas já não se relacionarão somente com falta de soluções de qualidade nem com calendários. A partir desta altura será difícil perceber ou distinguir aquilo que tem raiz nos problemas descritos (futebol, jogadores, limitações, opções), da má psicologia que provavelmente se apoderará da equipa do Sporting. Este - agora real - cenário não é de maneira nenhuma novo. A diferença esmagadora de 20 pontos, como exemplo, que a muito boa equipa de Jorge Jesus somou para o 1º classificado em 2010/11, explica-se quase exclusivamente pela carga psicológica (devastadora) que os confrontos directos com o FCP tiveram nessa mesma equipa. Ora nós, Sporting, não temos hoje uma equipa individualmente tão boa quanto aquela que comandada por Jorge Jesus, a partir de certa altura, em 2011, mais não somava do que empates e derrotas. A partir de hoje, com este empate, consumada nova perda de pontos, as grandes dificuldades que temos não se esgotam em questões futebolísticas.

Caberá à equipa do Sporting - jogadores - tentar dar uma resposta adequada.

Novo empate e com ele problemas novos

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Saturday, 29 October 2016

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4 Comments
  1. Mas o Benfica do não treinador Rui Vitória também anda na Champions ou não? E a sério, como se viu na época passada. E também tem que mudar o chip ou não? Tem que mudar o chip, fazer frente a muitos lesionados e mais uma série de coisas que é o trabalho de qualquer treinador normal. E logo na 1ª época fez mais que JJ no Benfica. E tudo indica que vai voltar a fazer.

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  2. Rui Vitória tem sempre 8, 9, 10, 11 excelentes jogadores à sua disposição. Isso - para o SLB - faz toda a diferença. Ao mesmo tempo trabalha uma equipa muito confiante, num clube estabilizado que nos últimos 6 ou 7 anos, por mérito de Jorge Jesus, se acostumou a ganhar. No mais ele não é um não-treinador. É mediano. Não é mau nem bom. Serve.

    Não é mais do que isso.

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  3. MM,
    como bem dizes, neste momento a recuperação psicológica da equipa um obstáculo muito maior do que tudo o resto para repor a equipa a um nível que se aproxima mais do que pode fazer esta equipa. Mas se os resultados não surgirem podemos estar na presença de algo muito complicado pela frente.

    um abraço

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    1. Infelizmente subscrevo Leão de Alvalade, já que a 'mera' não conquista do título, ainda que o Sporting alcance uma boa pontuação, poderá em si mesmo significar muitos problemas. O Sporting não é o Benfica e tendo uma margem de manobra muito pequena se não mesmo inexistente, não 'pode' pagar entre 6 a 8 milhões de euros por ano a um treinador para ficar em 2º ou em 3º, ainda que se trate de um dos melhores treinadores do mundo.

      O grosso dos erros foi cometido na pré-época que em boa verdade se arrastou desde Janeiro da temporada passada até à 3ª jornada desta temporada, e agora é aqui que estamos. Esperemos que o treinador e os jogadores dêem uma boa resposta porque as soluções não virão de outro sítio qualquer.

      Um abraço e veremos como nos corre a vida amanhã ...

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