Saturday, 1 October 2016

Em casa manda o Leão. E fora de casa também.



 (Imagem do 'o Vimaranês')

Para quem como eu começou a 'beber' Sporting e futebol no princípio e ao longo dos anos 90, a palavra 'Guimarães' tinha / teve / tem / terá sempre um som mais ou menos poderoso. Independentemente do contexto (relação de força entre os clubes época a época), uma deslocação ao D. Afonso Henriques encerrava sempre para os 3 'grandes' uma forte probabilidade de perda de pontos, probabilidade essa superior às muito difíceis deslocações ao Bessa ou aos Barreiros e, para o Sporting, uma recepção ao V. Guimarães traduzia-se invariavelmente num grande jogo de futebol. Guimarães foi / era sinónimo de futebol de qualidade, qualidade subtraída dos 5 ou 6 jogadores tecnicamente muito fortes que as suas equipas (Guimarães) quase-sempre exibiam. Em casa, empurrados pelos adeptos e pela aura 'conquistadora' ou mentalidade de um clube 'obrigado' a vencer, aliavam à qualidade um desejo tão forte que nem grandes equipas Europeias do tempo (anos 90) saíam de Guimarães ilesas. Sem exagero: José Carlos, Pedro Barbosa, Zahovic, Vitor Paneira, Capucho, Gilmar, Milovanović, David Paas e outros confirmam-no.

Em todo o caso, recordo, recordarei, festejar a vitória não do Guimarães mas da equipa de Capucho frente ao Parma como se uma vitória do Sporting se tratasse. Sem menos. Parma de Buffon, Sensini, Baggio, Zola e Chiesa. Grande noite, grande jogo de futebol, na época onde o Vitória venceu o Benfica duas vezes, em Guimarães e na Luz (Vitor Paneira fez um dos golos). Naquele tempo qualquer equipa de matraquilhos vencia o Benfica mas João Vieira Pinto, Michel Preud'Homme ou Bermúdez lembravam-nos que (ainda) estava ali qualquer coisa minimamente temível (à excepção destes 3 era um Benfica no mínimo engraçado ...).
Hoje o Vitória não tem os jogadores que já teve. Os tempos são outros. E o Sporting também regrediu. Nos terrenos pisados por Naybet e Marco Aurélio hoje temos Coates e Semedo, sem desprezo pelos jogadores e pelo carácter internacional das suas carreiras. Não temos Pedro Barbosa nem Ricardo Sá Pinto mas Alan Ruiz e Bruno César, novamente, sem desprezo pelos mencionados. Muito importante, hoje não temos o melhor avançado do mundo em 1995. Temos William, felizmente, onde outrora, típica paisagem porque à beira-mar plantada, havia Oceano.

Ao nível de jogadores estamos inquestionavelmente mais fracos, por um e só por um motivo: antigamente tínhamos mercado interno. Hoje, temos acumulado de disparates. Por conseguinte, temos muito pouco. E o que temos não nos pertence.

71 jogos para o campeonato no D. Afonso Henriques, 36 vitórias, 14 derrotas.
71 jogos para o campeonato no José Alvalade, 53 vitórias, 7 derrotas.

Cinco mil seiscentos e quarenta golos marcados, onze sofridos e mais logo 3 pontos para o Sporting.

Força Jorge Jesus, o 11 está aqui: Rui Patrício, Bruno Pereirinha, Eric Dier, Tiago Ilori, Jefferson, William, Adrien Silva, André Martins, Marković, Carrillo e Fredy Montero. Bas Dost também poderá alinhar. Já o Vitória jogará com Madureira, José Carlos, Fernando Meira, Arley Álvares, Quim Berto, Pedro Martins, Fredrik Söderström, Zahovic, Paneira, Capucho e Romeu.

O árbitro da partida será Veiga Trigo.

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