Friday, 2 September 2016

Roy Keane vs. Patrick Vieira: 19 Jogos, Vieira 6 - 8 Keane, 5 Empates

Roy Keane & Patrick Vieira - Best Of Enemies, ITV4
An Irishman and a Frenchman
Roy Keane: Eu sentia muito ódio pelo Arsenal.
Roy Keane: Ódio é a palavra.
Patrick Vieira: Se querias ganhar a Liga tinhas de acabar à frente do United. Era tão simples quanto isso.
Roy Keane: (Patrick Vieira) Muito muito muito muito muito muito duro. (A sua maior força?) Ele era duro.
Patrick Vieira: (Roy Keane) Ele era um vencedor. Era um líder. Adorei todos os aspectos do seu jogo. (E as coisas más?) Ele perdia a cabeça. Esquecia-se do jogo. Conseguia ser irreflectido / perigoso. Sim. Irreflectido.
Roy Keane: (A maior fraqueza de Patrick Vieira?) Não era tão duro quanto eu. (Como conclui isso?) Sei, simplesmente, de jogar contra ele.
Roy Keane: Eu não me lembro de gostar de alguém do Arsenal. Costumava mentalizar-me e desenvolver o sentimento de ódio pelo Arsenal (...) tinha de estar o mais furioso possível para estar o melhor possível, em certo sentido, contra o Arsenal. Nunca senti isso por mais nenhuma equipa.
Patrick Vieira: Acostumaram-se a ganhar a todos. Talvez não estivessem habituados ao desafio do Arsenal.
Roy Keane: Era estranho. Geralmente quando existe rivalidade entre clubes existe também respeito mútuo entre os treinadores. Mas no nosso caso ninguém punha água na fervura. Os media adoravam. Os treinadores quase gostavam. Não me lembro de alguém dizer-me antes dum jogo com o Arsenal para relaxar.
Patrick Vieira: Eu sabia antes dos jogos que se te superasse a minha equipa teria mais hipóteses de vencer, porque sabia como eras importante.
Roy Keane: Absolutamente. Sempre que jogávamos pensávamos: vai haver festa.
Patrick Vieira: Nada era previsível.
Roy Keane: Quando eu comecei tinha de enfrentar o Paul Gascoigne, Bryan Robson, demorei 3 ou 4 anos a estabelecer-me. Depois vieram os David Batty, Rob Lee, Gary Speed e depois chegaste e eu pensava para mim mesmo, jogador jovem, o meu papel era manter-te lá em baixo e esse era um papel importante para mim, porque não podias ter vantagem sobre mim  (...) eu tinha de dominar, dominar até os próprios jogadores do Manchester, os meus médios.
Roy Keane: (Melhor singular momento no Manchester United?) Assinar com eles. Ter a oportunidade de jogar pelo Man. United. Absolutamente. Tive 3 anos excelentes no Nottingham Forest e vir para o United foi brilhante. Um sonho tornado realidade, suponho.
Patrick Vieira: (Momento de maior orgulho na carreira?) Quando o Arsène decidiu que eu ia ser o capitão, quando o Tony Adams não estava mais lá.
Roy Keane: (Momento de maior orgulho na carreira?) Vencer o triplete (L. Campeões, PL, FA). Foi um bom feito. Foi um grande feito, com justiça por um bom grupo de jogadores.

 (7:10 - 7:30)
 Qual foi o melhor treinador para quem jogou?

Patrick Vieira: Arsène Wenger.
Roy Keane: (...) Brian Clough.
Não foi Sir Alex?
Roy Keane: Fez-me a pergunta, eu respondi-lhe.


Patrick Vieira: (A melhor equipa do Manchester contra quem jogou?) A que tinha Yorke e Cole na frente. Beckam à direita. Giggs à esquerda. Keane e Scholes no miolo.

(8:25 - 9:25)
1998/99, triplete, meia-final da Taça de Inglaterra, Keane é expulso, P. Schmeichel defende o penalty de Dennis Bergkamp e Giggs faz um golo do outro mundo.

Roy Keane: Ainda deves estar a pensar no estoiro do Giggsy ...

Give your players a cause -- Sir Alex Ferguson

0 comentários

Post a Comment