“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Robert Prosinečki, Zvonimir Boban, Robert Jarni, Igor Štimac, Predrag Mijatović, Davor Šuker. I pokojni Dubravko Pavličić.
Conteúdos que gosto, Carlos Queirós.


Pois realmente jogávamos muito, já agora alguém sabe como jogava o Sporting com Mirko Jozic? 442? 433? 4231?

Não sei, a memória não vai tão longe. Lembro-me que no principio da época alternava entre 3 e 2 centrais (abandonando eventualmente a 1ª), Rui Jorge actuava ora como médio ora como defesa, jogava só com 1 médio chamado defensivo, quase sempre Delfim, não jogava com extremos ('o caminho mais rápido para a baliza é pelo meio'), foi o treinador que deu muita relevância a Simão Sabrosa - nuclear naquela equipa apesar de muito novo (valeu-lhe um bilhete para Barcelona - os melhores treinadores têm o condão), Iordanov era bastante chamado e sempre como avançado, não alinhando na parolice de usá-lo a central ou trinco, algo (polivalência) que nos anos mais produtivos prejudicou notoriamente a carreira do Búlgaro e jogava frequentemente com 2 na frente, Edmilson como 2º avançado. Geralmente era Delfim, Duscher, Bino, Simão, Edmilson e Leandro com Iordanov a alternar regularmente e mais tarde Pedro Barbosa no lugar de Bino (esteve lesionado até Janeiro) e Krpan (Leandro a dada altura saiu do plantel, algo que prejudicou bastante o Sporting). Mais tarde ainda, Beto Acosta, embora fosse um Acosta à procura de 'click'. A equipa com Rui Jorge, Beto, Delfim, Duscher, Pedro Barbosa, Simão, Edmilson e Leandro jogava que se fartava. Era uma delícia. Jorge Jesus quando foi a Alvalade com o Estrela perdeu por 3 e no fim do jogo teve um comentário delicioso sobre Leandro.

Obrigado pelo feedback, não foi com Mirko Jozic que em Chaves deu uma azia do caramba ao Jorge Coroado? Gostei do pormaior de pelo meio é mais rápido chegar á baliza adversária... Lembro-me agora também de 1 jogo em que o Krpan roubou a bola ao redes adversário e fez golo? Quanto ao bom futebol tenho uma lógica para isso, quanto melhor tecnicamente os interpretes melhor futebol, quando mais equilibrada (técnica, táctica e física) a equipa melhor classificação.

Não me lembro de Chaves mas é possível. Tecnicamente eramos muitos fortes e tínhamos de longe o melhor treinador. Um dos problemas a par das arbitragens, nesse ano, foi o de que a equipa do FCP não era posição a posição individualmente inferior à nossa e conseguia globalmente ser mais homogénea. Nós tínhamos por exemplo Saber, Krpan, Vidigal, Vinícius também jogava, ou Marcos, jogadores para o fraquinho ao passo que Fernando Santos no FCP tinha quase sempre 11 jogadores bons à sua disposição além de Jardel que não falhava 1 jogo. Faltou continuidade. Se Mirko Jozic tivesse ficado no Sporting e lhe fosse dada liberdade para identificar as lacunas e recrutar os jogadores que ele conhecia e queria (como fez com Duscher, Quiroga ou Acosta que veio do Chile), o Sporting teria em princípio partido para 3 ou 4 épocas muito boas. Assim não, andou sempre na corda bamba. Foi campeão em 1999 mas nem por isso deixava de cambalear.

Já agora lembro que essa foi a época mais produtiva de Iordanov (14 ou 15 golos, quando nem metade dos jogos fez a titular) e recordo também o Tiago. Guarda-redes muito bom, muita serenidade e classe. Foi o titular nessa temporada.

Confirmo que a azia de Chaves foi nesse ano, com Jozic. No final do jogo, e depois de uma sucessão inacreditável de péssimas arbitragens em jogos anteriores, Jozic mal conseguia falar na flash interview. Recordo-o com o seu espanhol de sotaque inconfundível a perguntar "yo solo pregunto: hasta la cuando va esto?"

Nunca tinha visto nada assim na sua carreira, como é óbvio... Foi na sequência desse jogo, se não me engano, que Roquette promoveu a ideia do luto pela verdade desportiva.

By the way, não consigo recordar os golos do Sporting nesse jogo, mas lembro-me dos do Chaves como se fosse ontem: o primeiro na sequência de um livre do Paulo Torres (esse mesmo) e o segundo num pontapé à meia-volta de um tal de Wanderley que nunca mais na vida dele acertou um pontapé daqueles, nem na play-station...

PS: um dos melhores golos que vi em Alvalade foi marcado nessa época, por Delfim, ao Vitória de Guimarães de Quinito. Recordam-se?

Bem me parecia que a azia do Coroado tinha sido com Mirko Jozic, quando se tem jogadores como o Pedro Barbosa o futebol tem de ser belo. Oxalá LJ traga de novo o bom futebol para Alvalade, desde os tempos de Paulo bento, sim, Paulo Bento que não jogamos futebol tecnicamente evoluído, lembro-me de um banho de bola nas antas com golo de livre de Tello, foi uma banhada de principio a fim. Sou admirador de 2 avançados no lugar dos ditos extremos, o Barça hoje equipa admirada como expoente máximo do bom futebol nunca ou quase nunca utiliza a linha de fundo como meta.
PS: Que acham das 2 apresentações de hoje?

Mana Azevedo, concordo que as 2 primeiras épocas de Paulo Bento foram boas. Jogávamos bem tanto em 2005/06 como 2006/07. Na 1ª onde P. Bento substituiu J. Peseiro, arrumando e dando brilho ao Sporting, vimo-nos afastados do Jamor por uma má arbitragem no Dragão, 1/2 final (expulsão de Caneira e eliminação nos penalties) e quanto ao campeonato perdemos infelizmente o título em casa, depois duma bela recuperação, por culpa própria, no momento decisivo em que recebemos o FCP, jogo que os portistas venceram com 1 golo de Jorginho. Na época seguinte, 2006/07, tivemos um par de meses tremido que nos 'afastou' da prova mas tal como na anterior, uma forte recuperação da qual fez parte a vitória no Dragão deixou-nos à beira do título.

Nessas épocas tínhamos muita qualidade individual, jogadores de muita categoria e nesse jogo do Dragão Nani fez gato sapato do FCP. Moutinho, Pereirinha, Liedson, Veloso, Deivid, Tello, Carlos Martins, Polga, Tonel, Abel e mais uns quantos faziam uma equipa muito forte. Como sempre, decisões desportivas (muitas com a benção de Paulo Bento) desaproveitariam muito do capital de talento.

Mas subscrevo, num par de anos jogávamos muito bem.

Mirko Jozić, Jorge Jesus quando foi a Alvalade com o Estrela perdeu por 3 e no fim do jogo teve um comentário delicioso sobre Leandro.

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Saturday, 17 September 2016

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3 Comments
  1. "PS: um dos melhores golos que vi em Alvalade foi marcado nessa época, por Delfim, ao Vitória de Guimarães de Quinito. Recordam-se?" -- Koba

    Não, não recordo. Mas recordo muito bem Delfim. Ainda hoje estou para saber por que motivo usava a camisola "7". Nada a ver com superstições / histórias da carochinha sobre lesões. Delfim veio do Boavista perfeitamente identificado com a sua posição. Porquê a camisola 7? Um dia perguntar-lhe-ei.

    Se me lembrar.

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  2. 'o caminho mais rápido para a baliza é pelo meio'

    Verdade de bolso que se deverá ver guardada.

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  3. Também gostaria de perguntar a JJ se ele ainda se lembra do comentário que fez sobre Leandro. Eu lembro mas ele se calhar não se lembra. Leandro era como Fredy Montero, quase a mesma coisa. Numa medida muito grande qual a diferença entre Montero e Cardozo? Quando o Canadiano até era bem mais móvel, participativo e «rato», sem ser «rato», e sem deixar de ser uma referência, razão pela qual fazia muitos golos. Eram dois especialistas, metiam a bola onde queriam, ambos muito bons a ler o jogo e muito bons tecnicamente. Porque foi Montero embora, Jesus, quando até era superior a Cardozo? Não faz sentido.

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