No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
O melhor do clube são as pessoas, mas não são quaisquer pessoas. Foram os nossos fundadores, atletas e treinadores. É a nossa história. O clube não és tu, não sou eu, nem «somos nós». São eles. As mensagens que publicarmos evidenciarão esse intuito, versando sobre a instituição, a sua notável história, acumulado de feitos presentes e passados, proeminentes homens que a serviram e ergueram, cumprimentando as suas memórias mas mais importante, preservando a sua autoridade, ainda que não vivam entre nós.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Fico sempre contente quando um jogador do Sporting preenche uma carreira de grosso modo condizente com a sua capacidade. Foi o caso de Nélson (GR). É o caso de Anderson Polga (DC)Foi o caso de Rui Jorge, para quem o Sporting teve um papel determinante já que teria o lateral, doutro modo, corrido o risco de passar ao lado duma carreira de relevo. Já não são como exemplo os casos de Ricardo Sá Pinto e de João Vieira Pinto, jogadores da mesma geração que o Nélson. E também não é o caso de Tiago (GR). Tiago foi, muito simplesmente, um dos guarda-redes mais talentosos que alguma vez vi no Sporting mas mais do que talentoso, na baliza, no estádio, jogando, havia correspondência entre o talento e a qualidade emprestada à função, quando para outros jogadores talentosos o mesmo já não se verifica. Para Tiago não existe ponte entre a capacidade e aquilo que a história sobre ele contará. Numa relação que para o caso farei, diria ser como Pedro Barbosa. Todos, ou quase todos dizem ter-se tratado dum jogador fenomenal e que tinha pormenores de génio; o que não dizem é aquilo que na verdade foi: alguém que raramente, fosse qual fosse o jogo em que participasse, não deixava em campo toda a qualidade e classe que o caracterizavam, inclusivamente nos jogos onde o génio não aparecia.

Claro, fazia as coisas duma forma tão simples e bem feita que quase parecia não estar lá. O Tiago também pertence a este grupo.

O que se disse em Maio de 2012 sobre o guarda-redes Tiago serve na perfeição Emílio Peixe, um dos melhores e mais talentosos jogadores do futebol Português cujo percurso sénior raramente espelhou a sua qualidade. Rui Jorge quando chegou ao Sporting, vindo do FCP, encontrou o formidável Mirko Jozić que viu nele (primeiro) um lateral mas também um substituto natural de Simão Sabrosa. Ainda bem que Rui Jorge encontrou o técnico Croata porque cedo se afirmou como titular e um jogador importante na equipa do Sporting, compensando alguns anos de nenhuma ou pouca utilização no FCP. Ao mesmo tempo, ainda bem para Rui Jorge que a tentativa de se fazer dele um médio se viu interrompida. Um ano e qualquer coisa com A. Inácio, alguns meses com Manuel Fernandes jogando (para ambos) no seu lugar e somente com Bölöni, mas sobretudo José Peseiro, Rui Jorge mostrou finalmente tratar-se de um dos melhores jogadores em Portugal na sua posição, tanto assim que nas memórias do Sporting sempre que se tenta eleger o melhor lateral-esquerdo da sua história, Rui Jorge vê-se invariavelmente mencionado nesse tipo de exercícios - elogio revelador da importância que adquiriu em 3 ou 4 equipas do clube. Emílio Peixe mostrou no Sporting, como sénior, com Carlos Queirós, muita da qualidade que a dada altura ameaçava eclipsar-se. Infelizmente para ele, naquele período, Carlos Queirós ficaria pouco tempo no Sporting.

Emílio Peixe, Tiago (GR) e Rui Jorge

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Saturday, 3 September 2016

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