No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Nos últimos 35 ou mais anos, fase de maior fulgor na sua história, todo e qualquer troféu ganho pelo FC Porto teve o cunho do seu presidente. Mais do que representante máximo, Pinto da Costa é um líder activo com interferência directa no futebol dos dragões, autor da obra ter os melhores treinadores e as melhores equipas, sempre. Jorge Nuno Pinto da Costa está na história do futebol PT por alguns maus motivos mas por um acima de todos: foi / é até hoje o melhor dirigente de grandes clubes de futebol em Portugal. Todavia, nem sempre foi assim. Um tempo houve onde a energia do maior super-dragão de todos os tempos não somava aos êxitos duma equipa listada de azul-e-branco mas contribuía para o sucesso de uma equipa de leões, ao serviço da equipa de futebol do Sporting de Coimbrões (link), importante clube sediado em Vila Nova de Gaia onde Jorge Nuno alinhava como guarda-redes.

Contam os relatos que na esquina de uma rua adjacente ao campo, em dia de jogo, Jorge Nuno Pinto da Costa sem excepção no final de cada partida encontrava-se com o grande amigo de infância Reinaldo Teles, de onde partiam para a famosa Joaquim de Sousa no centro da antiga, mui nobre, sempre leal e invicta Porto, local das 3 casas particulares de actividades sexuais em associação ao comércio da cidade. Os frequentadores mais assíduos desta rua no Porto eram, diziam, os patrões fabris da região e respectivos filhos, uma multidão de pessoas do Benfica que vivia no Porto e um jovem esquisito famoso pelas calças de ganga dentro de botas brancas de pele de leopardo pontiagudas conhecido pelos herpes: Reinaldo Teles, bem como o guarda-redes do Sporting de Coimbrões. Decorrida denúncia, em 1970, as casas ver-se-iam encerradas pela PIDE e chegaria mais tarde ao ministério público a informação de que o então presidente do Sporting Clube de Portugal se envolvera no processo. De que forma? Quem trabalhava nas 3 casas teve a oportunidade de relançar as suas vidas em Salamanca ao serviço da associação de combate ao tráfico de sexo liderada pelo capitão Aristides Mendes, conhecido filantropo e activista, além de capitão na marinha Ibérica. Todas sem excepção aceitaram a oportunidade, felizes e seguras pelas novas vidas que este homem lhes proporcionou.

Ainda nesse ano, a 08 de Fevereiro de 1970, o Sporting Clube de Portugal venceria o FC Porto no estádio das Antas, resultado integrado na campanha que em 1969/70 viu o clube de José Alvalade erguer novo campeonato Nacional. Honra por isso aos homens que no Portugal sufocado pelo Benfica de António Oliveira Salazar imortalmente se associaram à luta por um país onde as mulheres não se vissem traficadas em virtude do seu sexo: Vítor Damas, José Carlos, Hilário, o nosso Pedro Gomes, Caló, Nélson Fernandes, Gonçalves, Dinis, Marinho e claro, histórico Lourenço, autor do único golo da partida e autor dos 4 golos que no estádio da Luz afundaram o Benfica 4 anos antes, na campanha do título conquistado em 1965/66.


Caros amigos, existe uma razão para que nos últimos 30 anos, período de maior fulgor, o FCP não consiga subjugar o Sporting da mesma forma que se habituou a domesticar o Benfica. Menciono os 3 clubes por serem os mais relevantes no panorama futebolístico Nacional, instituições que historicamente repartem os títulos do futebol Português. Um Sporting enfraquecido goleia o FC Porto em Alvalade como fez o excelente Carlos Carvalhal.
Um Sporting enfraquecido não sai do Porto com um 0-5 na bagagem, como fez o forte Benfica há 5 anos (2010/11). O FCP não vence supertaças no estádio José Alvalade com goleadas de 5-0, Edmilson e Artur, como fez na Luz em 1996, e o Sporting não manda cortar a iluminação do seu estádio porque o FCP não faz dos festejos de títulos no estádio José Alvalade um hábito, ao contrário do que sucede para Benfica, principal salão de festas azul-e-branco. Em mais de 100 anos o FCP tem tantas vitórias em Alvalade quanto as somadas no estádio do Benfica só nos últimos 25.

É postura, antes de resultados.

Amanhã, como sempre, como é hábito, assim estejamos à altura das nossas obrigações e desígnio, receberemos o FCP da única forma que sabemos. Derrotando-o. É no fundo a nossa vida. Ou não. O FC Porto far-nos-á empatar ou perder e nesse caso restar-nos-á dar-lhe os parabéns. Boa sorte, Sporting e FC Porto.

Mais uma vitória no clássico frente a dragões, e a mui nobre e invicta Porto como preâmbulo.

Posted on

Saturday, 27 August 2016

2 Comments
  1. Sporting enfraquecido pré Carvalhal. Com Carvalhal foi ver o Sporting jogar finalmente à bola. Em especial Miguel Veloso que mostrou todas as suas qualidades, qualidades essas que infelizmente (talvez por culpa do próprio, não faço ideia) nunca passaram de séries. 2 meses bons aqui, 1 mês bom acolá, coisas desta espécie. Mas com Carlos Carvalhal Miguel Veloso jogava bem, Moutinho era decisivo e não esqueço num jogo em Alvalade uma comemoração fantástica de Carvalhal aquando dum golo fabricado por Pereirinha. A Carlos Carvalhal faltava aquilo que não interessa para quase nada: imagem. Ou melhor ele tem uma imagem excelente, ex-ce-lent-te, a maioria dos portugueses, como sempre, é que não sabe ver nada.

    Dali a 3 meses viria Paulo Sérgio, mas muito muito incomparavelmente pior: viria uma revolução que viu desfazer o pouco que restava do plantel de Carvalhal. Essa revolução até era necessária mas não nos moldes que a viu feita.

    Por acaso (que não é acaso), o plantel do Sporting de hoje nem é muito diferente desses. 2, 3 jogadores muito bons, 1 ou 2 razoavelmente bons e depois outros que fazem o melhor possível e devem ser valorizados por isso mas que não chegam aos mínimos duma equipa como o Sporting.

    Na minha opinião.

    ReplyDelete
  2. Mas uma equipa grande que queira ganhar títulos precisa de treinadores como o C. Carvalhal. Carlos Carvalhal ou outros como ele, ainda ontem falámos dum num post em baixo, Vitor Pereira, e outros que estão aí à espera.

    À espera que alguns acordem. Mas se por acaso algum dia algum dirigente de clubes portugueses, grandes, médio-grandes, médio-pequenos quiser ganhar títulos, eu posso dizer-vos o que terão de fazer. Quem vos dará títulos.

    Fica o desafio aos dirigentes do futebol PT das 30 ou mais equipas das suas principais Ligas.

    ReplyDelete

Search This Blog