Wednesday, 31 August 2016

Brian Clough, bicampeão Europeu - «Good Lad»

Brian Clough, técnico que juntamente com Sir Alex Ferguson, Bob Paisley, Bill Shankly, Sir Bobby Robson, Malcolm Allison ou Sir Matt Busby faz(em) parte do grupo dos 10 mais bem sucedidos ou famosos treinadores britânicos de sempre. Técnicos que conquistaram títulos, galardões e taças europeias ao serviço de equipas como o Nottingham Forest, Clough, bicampeão Europeu em 79 e 80, Sir Bobby Robson com taças e títulos europeus com Ipswich, Malcolm Allison e os campeonatos, taças e títulos europeus com Manchester City, Paisley o 'obreiro' do fantástico Liverpool que em 9 anos ganhou 6 campeonatos, permanecendo igualmente o único treinador na história do jogo a ganhar 3 taças dos campeões europeus, Sir Matt Busby que dispensa apresentações e Bill Shankly, treinador que tornou um clube de divisões inferiores na 1ª ou 2ª potência do futebol Inglês: Liverpool, era pré-Paisley.

(Malcolm Allison com o seu Sporting)

Contudo, deste grupo, há indivíduos que pela sua personalidade conquistam lugares singulares na história do futebol. Ontem a propósito do 'factor-casa' e sem grande motivo mencionei-a: a insistência nas explicações, a incomodativa insistência nas explicações por parte de quem não sabe dá-las ... You and your colleagues are turning us off from family entertainment on a Saturday night by lecturing us at the moment. Don't try to justify or pick things out and bore us all to tears with your lectures. I think there's a difference between talking about it and discussing with our mates and arguing about it in a pub than being lectured in your own home, in your own armchair about what you should be saying, and should be thinking ... -- Brian Clough

(Brian Clough entrevistado pelo jornalista da BBC, John Motson)

 [Primeiramente publicado em 29 de Junho, 2011]

2 comments:

  1. Esta entrevista tem tudo. Seria interessante que muitos dos comentadeiros da nossa praça a ouvissem todos os dias, antes das análises profundas que fazem ao futebol. Podia ser que aparecesse algum bom-senso naquelas cabeças.

    Proporia também 48 horas por dia de comentários argentinos na FoxSports. Mas é impossível? Não é, não. Estiquem o tempo.

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  2. Olhando novamente para este «post», finais dos anos 70 / princípios dos anos 80 na Premiership.

    Quase 40 anos depois, 40, se um treinador em Portugal adoptasse 1/20 da postura de Clough ver-se-ia trucidado. Não significa tal que posturas conflituosas deverão sobrepor-se a algo melhor do que a afronta.

    Significa somente duas coisas:

    Há (muitos) momentos para se afrontar a estupidez e os treinadores não deverão sentir vergonha de fazê-lo. Nunca. Jamais. Jamais. Aos treinadores e jogadores deverá ver-se dada liberdade para falarem quando e como quiserem, passe o exagero, até como forma de responsabilizá-los no papel que preenchem em associação aos adeptos (que frequentemente os vêem como ídolos). Quando e como quiserem, não deverá ler-se literalmente.

    Já dirigentes deverão remeter-se ao silêncio e abrir a boca ou aparecer só quando necessário por não serem as principais figuras do jogo. Sobretudo, vaidosos bacocos não deveriam ter lugar na principal montra do futebol português. Mesma coisa para directores de comunicação e até comentadores de painel que de futebol são um zero à esquerda e dos seus clubes também são frequentemente um zero à esquerda mas que ocupam, todos, dirigentes e comentadores, 95% do tempo de antena que os 'media' dedicam ao futebol.

    Por isso se diz que em PT as prioridades estão trocadas. É costume dizer-se que os adeptos em Portugal não merecem este futebol. Eu discordo.

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