Monday, 29 August 2016

Adrien, Slimani, Jorge Jesus e o patrão do Sporting no relvado, William

Subscrevendo praticamente tudo o que aqui é dito (link), tal como se viu afirmado inúmeras vezes antes da transferência de João Mário, e reitera-se agora numa análise sobre outros, só existiam / existem neste plantel do Sporting 3 jogadores mais-ou-menos insubstituíveis: Rui Patrício, William e João Mário.

O excelente Adrien sobre o qual em 2011 muitos diziam não valer a pena renovar pelos valores que se adivinhavam, demonstrou pela sua qualidade, tal como demonstraram L. Jardim, M. Silva e agora J. Jesus, poder neste momento ou daqui a 10 meses devolver ao Sporting tudo o que o clube com justiça lhe proporcionou ... em certo sentido tarde, mas que ainda foi a tempo (Sporting) de corrigir, já que Adrien deveria ter-se afirmado na equipa 2 anos mais cedo do que o que fez. A ida para Coimbra fez sentido porque os treinadores por algum motivo estranho não confiavam inteiramente nele (até P. Bento), mas na perspectiva do próprio ainda bem que ingressou na AAC porque jogou muitos jogos, jogou bem e até ganhou uma Taça de Portugal. De regresso ao Sporting, pós AAC, houve felizmente bom-senso e resolveu-se o 'tema Adrien' renovando-se com o jogador, naquela altura, contra a vontade de muitos adeptos. 5 anos depois, infelizmente com poucos títulos ganhos no Sporting mas com uma relação excelente com os adeptos e clube, Adrien é cobiçado e deverá ser-lhe dada a oportunidade de escolher o seu futuro. Ainda a propósito de Adrien, são estas renovações que o Sporting não tem de ter medo de concretizar: penso em Dier, Ilori e Carrillo, jogadores a quem os dirigentes do Sporting mostraram a porta de saída. Vale a pena investir (pagando muito para ficarem, pagando muito, sem medo) porque com bons treinadores, em pouco tempo, devolvem ao clube (jogadores) 10, 15, 25, 50 vezes mais porque a sua qualidade será sempre notada e cobiçada, além dos títulos que ajudariam o Sporting a ganhar. Isto sobre Adrien e sobre jogadores muitas vezes percebidos como "promessas" que não o são. Ilori, como exemplo, mostrou em 2 meses com Jesualdo ao que vinha, e não seriam precisas reservas investindo para que ficasse. Mesma coisa para Dier, Carrillo e até A. Martins, caso um pouco diferente já que André Martins não teve oportunidade de se afirmar como um dos melhores jogadores do Sporting (sê-lo-ia), custo imputado até a excelentes treinadores como M. Silva e J. Jesus. Com J. Jesus, existiram no SLB muitos casos semelhantes: jogadores tão bons ou melhores que A. Martins que se viram preteridos. Tal como também já se viu dito não aqui mas noutro sítio: Jesus não é infalível nem tem de ser excelente em tudo. Muito já ele faz, estrondoso treinador. No Sporting, ainda neste capítulo, as pressões para que um Búlgaro cujo nome não recordo jogasse, com M. Silva, ou até as pressões para que Téo Gutierrez jogasse, deveriam ter-se visto exercidas não para esses mas para André Martins. Não pretendendo desculpabilizar J. Jesus (numa medida, faço-o), digo apenas que não acredito completamente que tivesse andado tanto tempo a jogar com Téo só por opção técnica, afirmação que não poderei justificar dado tratar-se de mera impressão.
Slimani é diferente: não negando a sua importância na equipa, há muitos jogadores melhores do que ele. 30 milhões é um valor descabido para o clube que pagar essa verba, e para o Sporting será um óptimo encaixe por um jogador com estas características. Slimani irá para o Leicester e a vida correr-lhe-á lindamente, ao passo que o Sporting verá o que dá Bas Dost.
Logicamente, nada disto contempla as repercussões de se andar a negociar 2 ou 3 jogadores titulares à 3ª jornada do campeonato.
Precisando o Sporting de vender, J. Mário acabou por se ver transferido por um valor abaixo da cláusula de rescisão.
Jorge Jesus vai mantendo o navio bem à tona ainda que lá para a frente as limitações (do plantel do Sporting) possam tornar-se evidentes. Pode ser que os 2 ou 3 reforços agora chegados se revelem jogadores especiais e indiscutíveis mais-valias, embora um deles nos represente por empréstimo.
Sobre o jogo de ontem, existiam algumas ideias escritas sobre Bruno César e William mas nada de extraordinariamente relevante, por já se terem visto debatidas noutras ocasiões. Fundamentalmente, William é um dos melhores do mundo e mostrou-o ontem novamente, ao passo que o talentoso Bruno César, para já (situação que se poderá alterar pela chegada dos 2 ou 3 reforços), deverá justamente actuar no meio-campo para a frente, em virtude da falta de talento no plantel do Sporting nalgumas posições-chave. Nestas circunstâncias reduzir o bom Bruno César à condição de lateral seria, na minha opinião, um erro: o jogo de ontem foi uma oportunidade excelente para se perceber porquê. Ainda nos porquês, repetir até à exaustão que tudo o que de bom alcançarmos nesta temporada será fruto do trabalho de Jorge Jesus. Um génio.
Ou melhor, um cientista. Assim é que é. Um cientista galvanizador.

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