No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
O melhor do clube são as pessoas, mas não são quaisquer pessoas. Foram os nossos fundadores, atletas e treinadores. É a nossa história. O clube não és tu, não sou eu, nem «somos nós». São eles. As mensagens que publicarmos evidenciarão esse intuito, versando sobre a instituição, a sua notável história, acumulado de feitos presentes e passados, proeminentes homens que a serviram e ergueram, cumprimentando as suas memórias mas mais importante, preservando a sua autoridade, ainda que não vivam entre nós.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Uma das características que fez do Estádio José Alvalade um dos mais famosos no mundo foi a sua célebre pista, pista em tartan que desde os anos 80, até à demolição do recinto, inspirou e consagrou centenas dos melhores praticantes do atletismo mundial e do Sporting. Quando o estádio fora nos anos 40 imaginado, nos anos 50 construído e em 1956 inaugurado, o espaço em redor do relvado fora contudo concebido para outra finalidade. Não se tratava de uma pista de atletismo. Antes, de uma pista projectada para as práticas de ciclismo e motorismo, a última, visando acolher provas de automobilismo e motociclismo. Versamos, como é lógico, sobre o famoso velódromo de Alvalade, palco de inúmeras ovações ao melhor ciclista Português de todos os tempos, Joaquim Agostinho, bem como de variadíssimas recepções a outros dos melhores ciclistas do mundo. Ora este velódromo inaugurado em 1956 foi em boa verdade herdado do Stadium Lisboa, estádio Olímpico que o fundador José Alvalade erguera em 1914. Em 1955, aquando da sua demolição para que nascesse o novo recinto, as zonas ocupadas pelo relvado, pista e peão foram preservadas. Tudo o resto viu-se demolido e um novo estádio construído de raiz. A pista viu-se naturalmente aprimorada, melhorada, modernizada, alargada em dois metros em todo o seu perímetro, recebendo de igual modo uma inclinação maior que a tornasse mais rápida. Foi até 1979 uma das principais seduções do Estádio José Alvalade.

Foi até 1979 um dos principais encantos da cidade de Lisboa.
Rali do Sporting de 1971,
Américo Nunes com o Porsche 911 ST na oval de Alvalade
Carlos Moura Pinheiro com o belíssimo Fiat 128

Em 1983, cumprindo-se um desejo de João Rocha, a pista de motorismo ver-se-ia convertida na pista de atletismo que muitos conheceram. O Sporting perdeu o velódromo mas fruto da construção da Bancada Nova, além da pista de tartan ganhou um recinto fechado com capacidade para 72 000 espectadores, 40 ginásios, sete pavilhões, uma pista de gelo e dois campos de treinos relvados.

Posto isto, alguns de vós lembrar-se-ão de 'Michel Vaillant', série de banda desenhada Gaulesa imaginada por Jean Graton que contava os feitos dum piloto de automóveis Francês de nome Michel Vaillant, cujas aventuras, embora fictícias, andavam lado-a-lado com eventos e personagens reais do mundo do automobilismo. Uma das personagens, num episódio, o Belga Claude Collaer.

Pois bem, ei-lo na foto.

À chegada «au stade Alvalade», Claude Collaer (Rally TAP de 1968)

Uma das principais seduções do Estádio José Alvalade

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Wednesday, 12 June 2013

5 Comments
  1. Um verdadeiro multiusos! No Estádio de Alvalade, fiz Natação e Atletismo. Um dos episódios engraçados que recordo foi um dos dias a malta chegar à piscina e lá muito ao longe estava um gajo com o tronco quase todo fora de água (aquilo não era propriamente pouco fundo). Tudo: "FDX, olha o tamanho daquele gajo!?!" Quando nos aproximámos... era o Schmeichel a fazer uma reabilitação qq. Ahahah

    Várias vezes treinamos Atletismo com a equipa no relvado. Nos desses dias, na iniciação ao lançamento do martelo, o prof levou um engenho qq maluco que ele tinha para a malta se ir habituando aquilo. Não era muito fácil... e o máximo que conseguiamos era fazer o engenho percorrer a pista de um lado ao outro do campo (atravessando-o em largura, no espaço que a equipa do Sporting de futebol não estava a utilizar) . Uma vez o maluco do José Couto (melhor nadador de sempre em Portugal), agarrou naquela cena, fez uma aposta com a malta e Pummmm fez aquilo percorrer de linha de fundo a linha de fundo, sempre no ar, a passar por cima do plantel do Sporting. Tudo a rir a ver em quem é que aquilo ia acertar... mas não, foi de ponta a ponta! Até o prof ficou maluco com ele. Na brincadeira queria que largasse a natação e fosse para o Atletismo. Tal como o José Curado, treinador várias vezes campeão de Basquetebol pelo SLB estava sp a brincar com o José a sugerir que mudasse de desporto.

    É uma das coisas engraçadas do Desporto. Quem é bom, é bom. É bom aqui e ali e acolá. Quem não é bom não é. Ainda que com muita especialização se disfarce a coisa. É como no futebol. Iniestas ou Xavis podiam jogar em qq lado menos na baliza.

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  2. Grande comentário, caro Miguel Nunes!
    Obrigado, com saudades do tempo em que..
    Saudações leoninas, sempre.

    jas.

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  3. Uma correcção. Era lançamento do dardo e não do martelo. O Martelo foi ao lado campo principal, numa espécie de descampado. Já agora o engenho era uma cena tipo isto http://www.gamesandfun.pt/product/dardo-mini-vortex

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  4. "FDX, olha o tamanho daquele gajo!?!" Era o Schmeichel a fazer uma reabilitação qq". Lol, grande Schmeichel, muitas saudades do (bom) Gigante Dinamarquês. Miguel, é tudo magia isso que contas. Foi esse espírito que fez do Sporting aquilo que se conhece, e que em boa medida nunca deixou de ser, tal o tamanho dessa fatia na vida do clube. Mas em concreto, bom seria que nalgumas coisas o tempo voltasse para trás. Um abraço enorme, assim grande como o Schmeichel.

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  5. A oval em Lisboa foi um sucesso no passado e seria absolutamente genial nos tempos que correm.

    Nos anos 60 enchia-se de adeptos quando havia programa para automóveis nas noites de sábado. Toda a gente podia participar, dos grandes campeões aos mais modestos amadores com pequenos carros de cidade, pois havia classes para todos.

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