No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

O orçamento do clube para a época 2013/14, exercício de 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2014, já está disponível aos adeptos e sócios do Sporting e deve ver-se consultado aqui. Infelizmente, e tal como fora antecipado, a redução orçamental para as modalidades tem efeitos imediatos e é nalguns casos bastante acentuada. As modalidades mais penalizadas são o atletismo e o andebol. A despesa alocada a vencimentos ver-se-á no andebol reduzida de 740 mil euros para 467 mil euros anuais, ao passo que no atletismo os valores passarão dos 557 mil euros para os 295 mil euros anuais. O futsal, como também era esperado, dada a maior notoriedade da modalidade, sofrerá uma redução mais modesta de 873 mil para 667 mil euros anuais.

Não é difícil prever que em 2013/14 dificilmente estaremos ao nível dos nossos principais rivais nas secções mais fustigadas pela restrição orçamental, modalidades nas quais já nos batíamos com relativa dificuldade (FC Porto / andebol, Benfica / atletismo). Os quadros para comparação entre as épocas 2012/13 e 2013/14 são estes:

2013/14

2012/13

Orçamento para as modalidades, 2013/14

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Thursday, 27 June 2013

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8 Comments
  1. Temos que aguardar e comparar com os orçamentos nos nossos rivais. Se também eles sofrerem uma redução, a perda de competitividade poderá não ser tão acentuada.

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  2. Desejo que sim. Estes 800 mil Euros são no universo das modalidades uma diferença muito grande, e poderiam (deveriam) ser pagos pelo futebol. Em futebol, para tentarmos ficar em 3º, é completamente indiferente gastarmos 21 ou 20 milhões. São opções.

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  3. Muito longe dos cortes 50% que se falavam.

    SL,

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  4. Pessoalmente nunca dei crédito à tese dos 50%. Ninguém toma decisões dessa forma, nem mesmo a pessoa mais insensível do mundo o faria, aplicando simplesmente um machado de 50% a todas as modalidades sem olhá-las individualmente.

    Esses "50%" a terem alguma validade será caso o futebol se veja incluído. Aí sim partindo do pressuposto que em futebol passaremos de qualquer coisa entre os 40 a 45 milhões para 20 e poucos milhões, acredito que no cômputo de todas as modalidades (futebol incluído) o nº final ande perto desses 50%.

    Futebol de parte,

    A redução no andebol foi de qualquer coisa como 37%.
    No atletismo chegou aos 47%.

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  5. No futebol lutaremos pelo 3º lugar, nas restantes modalidade, para o meio da tabela ou descida de divisão. Daqui a um ano fazemos um balanço geral do clube desportivo Sporting Clube de Portugal. E aí tiraremos as nossas conclusões. Por ora estou muito pessimista. SL

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  6. Fico muito desiludido com os cortes nas modalidades mas vamos esperar pela lista de atletas dispensados para vermos quanta competitividade vamos perder.

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  7. Caro Manuel Humberto,

    É difícil avaliar por meros orçamentos a profundidade do impacto nas modalidades. A exemplo do que está a acntecer no futebol, há muitas decisões e medidas que não são do conhecimento público, e não me refiro a matéria deve ser mantida sob sigílio.

    A questão das percentagens é muito relativa, seja 50% ou, a exemplo do que foi exigido a João Pinto do andebol, 40%. Mesmo sendo at´r só 30%, se juntarmos 2/3/4/5 ou mais atletas que saiem, qual é o impacto colectivo ?

    Além do mais, ilude-me a tentativa de minimizar os cortes com a expectativa de que os ivais irão fazer o mesmo. Além de ser ilusório, nada indica que estes segirão esse curso.

    Mais uma vez BdC mentiu, decaradamente, quando afirmou há dias que os cortes nas modalidades não se relacionavam com salários, mas sim com "outras coisas".

    Por fim, está a circular a informação, que não posso ainda confirmar, mas que já se vê em alguns espaços da blogosfera, que nestes 3 meses de mandato já foram desoendidos entre 15 a 18 mihões. Algo que requere clarificação. Ainda nada escrevi ou cmentei sobre isto porque requere confirmação. Mas onde há fumo...

    Um abraço.

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  8. Modalidades como estas não são como o futebol, onde existe muita especulação, interesse, publicidade enganosa, onde resulta que é muitas vezes difícil distinguir os jogadores bons de outros que são meramente vendidos como bons. Em sentido inverso, no meio da selva, não raras vezes temos óptimos jogadores marcados a preço de saldo, por não gozarem da 'fama' ou publicidade acima mencionada.

    É tudo muito mais directo, transparente e por norma os melhores jogadores actuam de facto nas melhores equipas. Os que não actuam, caso façam épocas boas, vêem-se imediatamente recrutados. Para termos os melhores praticantes nestas modalidades é necessário oferecer-lhes bons contratos. Se não acontecer, vão para outros emblemas. É tão simples assim.

    Caro Rui, sobre os 15 a 18 milhões é provável que existam negócios / transferências já acordado(s) meramente à espera que a reestruturação seja aprovada para que as verbas se vejam libertadas. Será o normal, restando perceber que tipo de reforços se tratam.

    Um abraço.

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