Friday, 28 June 2013

No fundo desse país, nos campos de terra e grama, aqui é o país do futebol, Brasil, Brasil, Brasil.

No conjunto de participações em clube e selecção, olhada a quantidade de títulos que um específico grupo de jogadores somou nos últimos 10 anos, dificilmente encontraremos na história do jogo um registo de vitórias idêntico. Se além dos títulos considerarmos o lugar mágico que alcançaram na história da modalidade, exame subjectivo (que tem de ser feito) em virtude do futebol que jogaram, mais do que raro, tratar-se-á de um caso único. Penso no núcleo duro do FC Barcelona que em 2004/05 e 2005/06 com Frank Rijkaard, nas temporadas seguintes com Pep Guardiola - principal arquitecto do estrondoso sucesso - e, na última época, com Tito Vilanova, soma nada menos do que 3 ligas dos campeões Europeus, 6 campeonatos de Espanha, 2 campeonatos da Europa de selecções, 1 campeonato do mundo de selecções, 2 campeonatos do mundo de clubes, 2 taças do rei de Espanha e 5 supertaças de Espanha. Ganhando tudo o que haveria para ganhar, nalgumas ocasiões por 2 e 3 vezes, trata-se para este grupo de jogadores de um somatório de troféus que não tem simplesmente paralelo. Residirá aqui, eventualmente, parte ou uma das razões para que a título individual o rendimento de alguns destes jogadores em 2012/13 tivesse ficado aquém das expectativas. Não é simplesmente possível vencer sempre, para sempre, já que é extremamente difícil motivar jogadores a procurar vitórias que nalguns contextos mais não serão do que a repetição de feitos passados. Todos os jogadores querem ganhar mas há uma dose de motivação extra, ou motivação especial, que não pode ser sugerida por terceiros e só eles podem intimamente alimentar.

Esta motivação vem com os grandes desafios. Pois bem, é isso que significará o próximo. Algo novo, diferente, o título que falta.
Derrotar o histórico, todo-poderoso, gigante, ilimitado Brasil.

Para nós, espectadores, será um regalo.

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