No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

As palavras são dum jornalista Italiano da RAI e viram-se proferidas a 14 de Setembro de 1983, referentes ao Sevilla FC VS Sporting CP jogado no estádio Ramón Sánchez Pizjuán para a 1ª eliminatória da taça UEFA - temporada 1983/84. Fala-se frequentemente de João Rocha, de longe o mais laureado (títulos) presidente na história da instituição e porventura dos mais competentes que alguma vez tivemos, porventura por ser óbvio não conhecermos a obra de todos. Garantidamente, um presidente na galeria dos melhores: o Sporting é a maior potência desportiva Nacional porque nos mandatos de João Rocha tornou-se na maior potência desportiva Nacional. Isto é factual. Pena foi que para o futebol não tivessem existido doses semelhantes de glória.

Futebol
3 campeonatos Nacionais em 13 anos é manifestamente pouco e tive recentemente oportunidade de referi-lo: a dispensa de Malcolm Allison  e subsequente entrega em 1982/83, já na pré-temporada, de um plantel muito valioso nas mãos do fabuloso António Oliveira, em fim de carreira, terá sido das mais problemáticas e em qualidade deficientes decisões, para o futebol, dos mandatos de João Rocha no Sporting. As consequências foram inevitavelmente uma ruptura no balneário e problemas que se arrastaram para as épocas seguintes (plural). 1983/84 foi uma. Não me interessando perder-me pelo assunto, tratou-se da época na qual o técnico campeão Europeu Jozef Vengloš lançou Paulo Futre na principal equipa do Sporting. A época doméstica foi como tantas outras: 3º lugar a 10 longos pontos do campeão e além-fronteiras, na taça UEFA, o clube na sua característica porque histórica irregularidade teve uma prestação igualmente decepcionante. Após ultrapassar o forte emblema espanhol (Sevilla FC), o Sporting viu-se goleado por impensáveis 5-0 na 2ª mão da 2ª ronda no Celtic Park, em Glasgow, já depois de ter derrotado o emblema escocês em Lisboa por 2-0, na 1ª mão. « ... com a sua característica camisola, famosíssima em toda a Europa», o Sporting empataria 1-1 em Sevilha para mais tarde numa emocionante noite Europeia de futebol, confirmar a passagem com um 3-2 em Alvalade.

Entre os 0:30 e os 0:42 no vídeo.



«A equipe portuguesa com a sua característica camisola, famosíssima em toda a Europa»

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Saturday, 9 March 2013

14 Comments
  1. Sim, sim. O Sporting como grande potência ecléctica deve-se a João Rocha. Arrisco-me a dizer que se não se tem enveredado por isso e por uma abertura a sócios e praticantes, ainda por cima com a ascensão do porco, o Sporting corria o risco de se tornar num Belenenses a seguir ao 25 de Abril. Fê-lo também por necessidade, para se financiar porque muita do seu apoio financeiro terá ficado comprometido devido ao PREC. Estou-me a lembrar de figuras como José Roquette que foram perseguidos pelos comunistas e tiveram de emigrar durante uns anos. Mas este é um período de que sei muito pouco porque era criancinha na altura e também não conheço muita gente que saiba pór a conversa em pé. Mas acho que é uma assunto muito relevante.

    Agora o caminho que o João Rocha seguiu não era consensual, tanto que quando Roquette pegou no Sporting houve como que um tentativa de regresso ao passado (por isso essa é uma fase tão polémica e muitos sócios não gostam do projecto Roquete na essência) com um retrocesso no ecletismo (creio que o propósito de Roquette era mesmo concentrar o Sporting no futebol, no atletismo e pouco mais). Com a introdução da quota suplementar com Santana Lopes saíam muitos sócios. Se bem que com Sousa Cintra o número de sócios já não tinha nada a ver com os números do tempo de JR. A construção de pavilhões e piscinas na periferia de Lisboa devido aos apoios comunitários às câmaras acabou com a vantagem do Sporting. Mais tarde, depois da construção do multidesportivo o Sporting voltou a ser mais atractivo devido à qualidade das instalações e dos professores, para além de ser prestigiante praticar desporto no Sporting. Conheço adeptos de outros clubes que andam na ginástica e na natação do nosso clube. Mas actualmente serão cerca de 5 mil praticantes, por comparação com os 15 mil de JR. Esses tempos não voltam mais, mas de qualquer modo os actuais praticantes constituem uma receita importante para o clube.

    Certo é que já pouco resta do projecto Roquette para além do imobiliário e da dívida. As rupturas ideológicas que o mesmo previa não eram praticáveis e os dirigentes seguintes, nomeadamente Bettencourt e GL, tiveram que se virar para o fomento do associativismo e para as modalidades, para valorizar a marca Sporting. Até porque não têm nada que o substitua. Onde é que está o capital português para que o Sporting possa dispensar a contribuição de sócios? Não há. Roquette apenas possibilitou o acesso do Sporting ao crédito, não levou capital para o Sporting. Agora fala-se em investidores. Parece que todos têm investidores. Eu acredito quando vir.

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  2. O jogo em Coimbra está a ser uma m**** em três actos. Aquela gente joga a passo e lá vai passando o tempo. Depois do "penalty" só deu Académica. Na segunda parte a mesma toada. O Sporting só ataca com três ou quatro jogadores. Se sobra uma bola, os jogadores da Académica chegam sempre primeiro, porque o Sporting não pressiona. Ai que tortura ver isto... Mas podemos estar descansados que o outro vai pagar o mês de Fevereiro antes de ir embora. Como se não fosse obrigação dele tê-lo já feito! Meu Deus...

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  3. Empate. A Académica está nas covas. Há esperança. Acredita Leão, para cima deles!!!

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  4. O Sporting jogou durante 8 minutos e a Académica perdeu 2 pontos.
    André Martins tem de jogar de inicio. Carrillo tem de jogar de inicio. Gostei mais do Labyad hoje, pela primeira vez desde que chegou, e ao Adrien continuam a esperar dele coisas que não pode e nunca irá dar. Sao-lhe pedidos desequilíbrios quando trata-se de um jogador de equilíbrios.

    Lionheart, tal como dito há coisa de 5 semanas o tempo regulamentar acabou hoje, salda-se com 5 pontos conquistados e entramos em tempo de descontos. Agora será a doer, ainda mais, dadas equipas que teremos pela frente até final.

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  5. O lance do penalty acontece, mas uma equipa que se preze a seguir vai à luta para virar o resultado, que é o que nos fazem a nós. Há ali problemas que todos conhecemos e que explicam porque é que hoje o Sporting só jogou 8 minutos. Eles quando querem pelo menos fazem o adversário sofrer. Quando não querem, é aquele futebol de "pantufas" que se viu hoje durante a maior parte do jogo. Não há meio disto acabar...

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  6. E assim em todo o lado Lionheart, sao as 'regras' do jogo. Nao e bonito mas sao estes os tempos onde vivemos. E a historia do "sao milionarios" tem um alcance muito curto ... ainda que nao o fossem, dificilmente um jogador com salarios em atraso sintoniza-se com o clube que serve de forma normalizada.

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  7. O que nos vale é que os lanterna vermelha dificilmente sairão dos dois últimos lugares tão cedo ou de todo, por isso estes maus resultados do Sporting não o colocam mais perto da linha de água. Esta jornada o Moreirense recebe o Olhanense (penúltimo e ante-penúltimo, respectivamente) e o Beira-Mar vai a Paços de Ferreira. Agora a Liga Europa está cada vez mais longe. Que miséria.

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  8. O Sporting ao que parece atirou uma bola ao poste. Deve ter sido mesmo mesmo no fim do jogo. Nao vi. Pena, muita muita pena, nesse caso, embora estivessemos sempre muito atrasados.

    Sera triste Lionheart, perderemos a dianteira de participacoes em provas da UEFA. Era para qualquer efeito um "galardao" bonito. E verdade, ainda existe a Intertoto? Podemos participar? Qualquer equipa pode participar ou e preciso terminar num especificio lugar na liga interna?

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  9. Albano Travassos9 March 2013 at 23:23

    Muitos sportinguistas não sabem, mas Roquette foi vice-presidente de João Rocha no primeiro mandato, creio eu. Só tenho duas coisas a apontar à sua presidência: a saída de Damas (não merecia ter saído, muito menos andar pelos portimonenses e guimarães desta vida: um verdadeiro crime!) e saída de Paulo Futre. Foi a primeira brecha no nosso grande barco, que ele tão bem soube comandar. Paz à sua alma, grande leão! Viva o Sporting!

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  10. Albano Travassos, Jose Roquette foi uma lufada de ar fresco que teve a ambicao e coragem de modernizar o clube e basicamente po-lo direito, clube que caminhava ano apos ano para uma feia vulgarizacao, somente disfarcada pelos jogadores que Sousa Cintra no seu mandato pescou para o Sporting. O estadio estava uma miseria, o pavilhao outra miseria estava, Santana Lopes acabara com modalidades perfeitamente indispensaveis ao Sporting e tinhamos nesses tempos - muta gente tem fraca memoria - 4 ou 5 equipas de futebol do Sporting dos varios escaloes a treinar muitas vezes em simultaneo naquele relvadozinho com vista para a 2'a Circular. Encostado aquele corrimao vermelho enferrujado tive muitas oportunidades de ver a equipa treinar. Eu sentia naqueles tempos um aroma de "impossibilidade". Nao foi como refere um 'post' para tras globalmente o presidente que o Sporting precisava. Mas tentou. Falhou a execucao de muitas coisas mas deixou obra e o plano que engendrou era um bom plano. Inovador, pioneiro mas mais do que isso: de muita qualidade.

    Mas olhe esse pormenor de pelos vistos ter servido a direccao de Joao Rocha, nao o comente em muitos foruns nao calhe vermos muitos deles lembrarem-se de acrescentar Joao Rocha a arvore e historias da carochinha que leem, "o plano Roquette para extincao do Sporting esta na sua execucao final", historias as quais agora juntam Jose Couceiro.

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  11. Apesar da modernização das infraestruturas (processo mesmo assim muito conturbado, porque o Sporting continua sem pavilhão e porque todo o projecto imobiliário foi um fracasso) José Roquette nunca se interessou pelo futebol e a filosofia da formação que ele implementou tinha como prioridade a venda dos jogadores, não ganhar títulos. Estes equívocos de base do projecto Roquette custaram-nos muito. Dinheiro gasto em muita palha e amargos de boca pela falta de identificação de muitos jogadores da formação com o Sporting, em que alguns já na fase profissional não foram correctos com o clube.

    Mais tarde tentou-se corrigir isso, com o incutimento de valores Sportinguistas em Alcochete e a saída de jogadores problemáticos e que se previa puderem vir a ser um problema, se ascendessem à equipa principal (para se ter um exemplo, conta-se que um ex-capitão do Sporting chegava a ir com a camisola do carnide para Alcochete quando andava nas camadas jovens, um tal que mais tarde foi apelidado de "maçã podre"). Ultimamente outro tipo de problemas, derivados da lógica eleitoralista da actual direcção, contaminaram Alcochete.

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  12. Verdade Lionheart, dai o 'post' referir uma accao 'globalmente' insuficiente inserida numa linha de liderancas que o precederam e sucederam. Umas derivam de outras e na altura era necessaria terapia de choque. Ele exerceu-a. A presidencia de Jose Roquette nao deve (na minha opiniao) avaliar-se naqueles 4 anos e 1/2 em exclusivo. Falhou no futebol profissional, falhou nas escolhas e em quem delegou a responsabilidade de liderar o futebol profissional, mas deixou-nos algo que ainda hoje e a nossa maior arma, uma natureza formadora que apesar da retorica nao passava de ocasional (Futre, Figo). A partir daquele momento criaram-se as condicoes para que fossemos realmente um clube formador em futebol e tivesse o plano original sido seguido a letra, ainda que com "nuances" porque falamos de futebol e nao podemos programar antecipadamente (a actividade e volatil), e nao estariamos como estamos hoje.

    Com todos os problemas que existiram: defeitos de construcao / estetica do estadio, falta de sensibilidade para o futebol, muito dinheiro que se queimou (o termo e este) por nao existir qualidade na decisao, tudo considerado, Jose Roquette foi um presidente importante na vida do Sporting.

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  13. ... menos a deteccao de talento, essa existiu sempre na vida do Sporting, com tudo o que de vago o termo "sempre" encerra, quer para passado ou presente. Merito (imagino) de 4 ou 5 pessoas extremamente importantes na vida do clube.

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  14. "...Jose Roquette foi um presidente importante na vida do Sporting."

    É um dos Presidentes marcantes do Sporting, isso ninguém lhe pode tirar. Por isso é que é completamente estúpida a polémica da carvalhada sobre os últimos 17 anos. Essa gente ou não sabe do que fala, ou é intelectualmente desonesta. Acho que as duas coisas.

    O Sousa Cintra estava desgastadíssimo quando saiu do Sporting. O clube praticamente caiu aos pés do José Roquette. Antes disso o João Rocha saiu igualmente muito contestado meio do mandato sendo substituído pelo Amado de Freitas, das figuras mais tristes que já ocupou a presidência. Depois disso, como se sabe, Jorge Gonçalves ganhou as eleições.

    Hoje idolatram-se ex-presidentes que saíram praticamente de rastos do Sporting. Quase que escorraçados. É preciso ter respeito pelo João Rocha, por ter dado outra dimensão popular e desportiva ao Sporting nos anos 70, que quanto a mim se não o tivesse feito o clube não teria sobrevivido como um grande. Mas foi insuficiente no futebol e não conseguiu executar todos os seus projectos, como a construção da cidade desportiva e a entidade precursora da SAD.

    É preciso respeitar o Sousa Cintra por ter pegado no clube num momento muito difícil, depois do desastre Jorge Gonçalves e por ter feito coisas importantes. Fez obras de remodelação no estádio, abriu mais modalidades, aumentou o número de sócios e assistências no estádio e chegou a construir uma grande equipa de futebol, embora sem grande sustentabilidade financeira. Mas precipitava-se frequentemente nas decisões e era um desastre comunicacional. Igualmente populista, enquanto a pala da bancada central precisava urgentemente de obras, ele teimava que não preciso no imediato e que o faria quando cobrisse o estádio todo. Chegou a haver uma maquete do estádio coberto (como da cidade desportiva do João Rocha) imagine-se. Foi preciso o governo interditar a bancada central para o Cintra arranjar a pala.

    Deve-se respeitar o João Rocha e o José Sousa Cintra, mas não se pode ver neles o que nunca foram. Isso é projectar. É desonestidade intelectual de frustrados que não conseguem encarar a realidade, muito menos planear o futuro. Com essa gente o Sporting nunca sairá do buraco, porque só COMPREENDENDO o passado se pode andar para a frente.

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