“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Nos últimos 80 anos, desde que se joga futebol a sério, hoje, tal como há 60, os treinadores têm de satisfazer as exigências que a dada altura são padrão. E por isso têm de obrigatoriamente manter-se actualizados. Quem conseguir cumpri-lo com excelência, será muito forte. Além de cumprir, quem inovar (Mourinho), tornar-se-á distinto, ou singular.

Nuno Domingos, 'Esporte e Sociedade':
A circulação de um esquema táctico

As primeiras experiências com o WM não foram absolutamente convincentes. A superioridade do método ficou apenas comprovada na época de 1938/39 quando Óscar Tarrio e Alexandre Scopelli, dois jogadores Argentinos de saída de França, onde haviam experimentado o sistema, ingressaram no Belenenses. Scopelli jogava a interior esquerdo e simultaneamente treinava a equipa. Tarrio foi o jogador que desempenhou com perfeição o papel do moderno stopper, assinalando a precisão do WM quando, nos confrontos com o Sporting, quase anulou Peyroteo, o seu avançado-centro. A eficácia de Tarrio foi um argumento para a generalização da adopção do WM em Portugal. O Sporting treinado por Cândido de Oliveira, campeão em 1948 e 1949, foi talvez a equipa que melhor interpretou o WM em Portugal. Poucos anos mais tarde, a sua hegemonia começou a ser disputada por novos sistemas.

Hegemonia disputada por novos sistemas ...

Se pudéssemos com uma máquina do tempo visitar os Sporting de 30, 40, 50, 60, 70, ou 80, seria possível destrinçar as eras de sucesso e insucesso com base numa única premissa: competência desportiva, ou como tantas vezes aqui se refere: treinadores e jogadores. A este nível, o Benfica durante muito tempo liderou a marcha estabelecendo sucessivamente os padrões, recrutando treinadores estrangeiros que traziam para Portugal métodos e ideias nalgumas realidades contemporâneas mas em Portugal novas, ou inovadoras. Essa competência fez toda a diferença e permitiu-lhes somar títulos em Portugal e chegar com regularidade a finais Europeias. Antes de Benfica, Sporting, Sporting que não jogava finais Europeias porque não existiam. Depois de Sporting e Benfica, FC Porto, José Maria Pedroto com os títulos domésticos, final Europeia de 84 e 20 anos mais tarde, José Mourinho.

São os treinadores e os jogadores que escrevem as histórias dos clubes. São tudo aquilo que separa o sucesso de insucesso, quando para chegar ao primeiro não são necessárias fortunas ... é necessário apostar nas pessoas certas, no tempo certo.

A táctica não é tudo, mas quase-tudo

Posted on

Thursday, 14 February 2013

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