No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Neste lamaçal, há 73 anos, Fernando Peyroteo apontou 8 dos 13 históricos golos que derrotaram a Selecção do Porto em 1940.
O resultado foi 13-2. Assinalamos a efeméride.

O Sporting CP fora campeão Nacional em 1935/36.
Na época seguinte, 1936/37, sucedeu-lhe o FC Porto.
Em 1937/38, o Sporting recuperou o título.
Mas em 1938/39, o FCP fez o mesmo.
Em 1939/40, o FCP vence o primeiro bicampeonato da sua história, último título antes de um jejum de 16 anos que seria quebrado em 1955/56.
Em 1940/41, o Sporting foi novamente campeão Nacional.

Relembro que nas duas décadas entre 1921/22 e 1939/40 o domínio no futebol português pertenceu à formação do Porto (6 campeonatos Nacionais).

Sporting CP (4), CF os Belenenses (3) e SL Benfica (3) apareciam por esta ordem nos lugares seguintes. Todavia, ao longo destes 6 anos, [1935 - 1941], Sporting CP e FC Porto repartiram os títulos de campeão em disputa com 3 para cada lado.

A partir daqui, FCP 'desaparece', Sport Lisboa e Benfica ocupa o lugar de 2ª potência desportiva em Portugal e o Sporting arranca para 1 década e 1/2 de competição onde vence 9 campeonatos em 14 anos.

Fomos durante muito tempo a principal força do futebol Nacional, tínhamos as melhores equipas, os melhores jogadores e a maioria dos títulos foram nossos. Não transferíamos bons jogadores para os principais rivais, FCP. Quisessem, teriam de no-los roubar, e o Sporting fazia o mesmo, principalmente ao Benfica. O concurso de Joseph Szabo foi como exemplo garantido desta forma. Quando o Húngaro deixou de jogar futebol, ao serviço do Marítimo, ingressou no FCP como treinador vencendo uma série de títulos até se desentender e agredir um dirigente que o insultara. Mudou-se para Braga e após estagiar no Arsenal de Londres revolucionou o clube minhoto, trazendo para Portugal métodos absolutamente inovadores. A influência levou-o inclusivamente a alterar os equipamentos do SC Braga (daí as parecenças com os do Arsenal) e a sua qualidade como técnico era tanta que o FCP autorizou em Assembleia-Geral o seu regresso ao clube.

O problema foi Joaquim Oliveira Duarte, presidente do Sporting Clube de Portugal que em boa hora desviou-o do seu destino. Na capital do império desportivo português, Alvalade, venceu no Sporting 11 títulos em 9 anos entre campeonatos de Lisboa, campeonatos Nacionais, taça de Portugal e taça Império. Foi o Húngaro quem reparou nas virtudes de Jesus Correia ao serviço do Paço de Arcos e foi também quem fez de Fernando Peyroteo o mais alcançado nome na história do futebol Português.

A longa, apesar de interrupta ligação concluiu-se em 1973, 17 de Março, onde faleceu aos 76 anos no lar do clube, como era seu desejo.

Fosse o Sporting escudado por Szabos, ou Cândidos, e uma manchete como esta seria impensável. Não pelo ingresso do russo naquele clube mas pela assumpção de fraqueza com a qual já convivemos, já que no mais até me agrada que o Sporting negoceie com o FCP: se coisa há que costumam conservar são dezenas de bons jogadores quando não têm espaço na maioria do tempo para utilizar todos. O problema é a qualidade da decisão. O impensável é a qualidade da decisão. Izmailov por Kléber? Maravilha, ganharíamos nós, clube e os jogadores. Por Miguel Lopes?, (novos) encargos quando Pereirinha está à beira de terminar contrato e provavelmente de saída? É uma decisão ao nível da que despachou Daniel Carriço para Inglaterra. O Sporting é dirigido por adeptos, quando a única diferença é que aos adeptos faz confusão ver Izmailov ingressar no FCP. Tenham o destino que tiverem, o Sporting perde quase sempre os seus melhores jogadores, ou porque os adeptos não gostam ou porque os dirigentes assim o decidem. Nuns e noutros, a estupidez é a mesma.

Neste lamaçal há 73 anos, sinais dos tempos.

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Monday, 7 January 2013

17 Comments
  1. Ora aqui está um post interessante e agradável de ler... essa das camisolas do SCB não sabia! Pena a farpa ao Benfica, mas já é normal...

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  2. O próximo vai ser o Carrillo, e em 3,4 anos os 3 melhores do Sporting rumam ao Porto.

    Agora já só falta desconsiderar mais um bocadinho o peruano. Que só quer putedo, que não corre, que não presta. E no fim ainda se bate palmas à partida do melhor que ainda fica por Alvalade a caminho do norte.

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  3. Olha, a rever as etiquetas do blog, recordei-me de um meio campo com Veloso, Izmailov, Moutinho e o enorme Romagnoli. Tempos diferentes. Equipa de champions q teve sp perto do titulo. Não sobra nada...

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  4. É o cenário que mais temia, desde o início desta época horrorosa. Se isso acontecer, só à paulada...

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  5. Godinho Lopes vai ter de assumir o desmantelamento deste plantel que nos custou os olhos da cara, vai ter dar a cara por mais uma reestruturação financeira. É o rosto de uma fase ruinosa da vida do clube e sairá quando aos outros for conveniente que saia, porque ninguém quer ficar com o odioso de escolhas e decisões que não tomaram.

    Depois, vamos pegar nos cacos do futebol, porque somos muitos, queremos bem ao nosso clube e que este continue por muitos e bons anos a dizer-nos muito. Mai' nada!

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  6. Gostas mesmo de dizer inverdades MM, a ver se nos entendemos, se falas de ser campeão deves usar sempre os mesmos dados, a competição que antecede o campeonato nacional era a liga, que é diferente do campeonato de portugal, pois este deu origem à taça de portugal.
    O Campeonato de portugal era uma competição em eliminatórias e foi substituído pela taça de portugal em 38/39.

    A Liga começou em 34/35 e teve como vencedor o porto, seguindo-se, 3 títulos do Benfica.
    Quando o Campeonato Nacional começou o Porto ganhou 2 títulos (38/39 e 39/40) o Sporting 1 (40/41) e o Benfica 1(41/42) a que se seguiu 1 triunfo do Sporting, 2 do Benfica, 1 do Sporting 1 do Benfica e 1 do Belenenses, antes do Sporting começar a fazer sentir a sua hegemonia com o tri-campeonato de 46/47 a 48/49.

    O Campeonato de Portugal que antecedeu a Taça de Portugal, que começou em 1921/22, teve muitos vencedores:
    Porto - 4
    Sporting - 4
    Benfica - 3
    Belenenses - 3
    Olhanense, Marítimo e Carcavelinhos -1 cada.

    Querer misturar estes títulos com os do campeonatos nacional cai dentro dos habituais enganos que tanto costumas propalar.

    Só prova que não existia hegemonia se olharmos à distribuição dos títulos. Mas lá está, misturas uma competição por eliminatórias que se chamava campeonato de portugal e que foi substituído pela taça de portugal, com o campeonato nacional que começou em 38/39 e que substituíu a Liga que tinha começado em 34/35, que era uma prova de regularidade e não de eliminatórias que o Porto ganhara e onde depois o Benfica conquistou 3 títulos que ignoras para servir os propósitos do teu post.

    Convinha ter rigor histórico para seres levado a sério por quem sabe da história do futebol português e para não enganares quem não sabe.

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  7. Loading, farpa onde?

    PB, nem o FCP tem um jogador como Carrillo: é de outro campeonato. No Sporting é de pormenores mas porque é difícil ser outra coisa. Jeffrén é muito bom e Carrillo sendo muito diferente é bem melhor, há ali jogadores muito valiosos e é por isso que disse ser o Sporting dirigido por adeptos: não existe grande qualidade naquilo para que se olha, quem afasta Pereirinha e - neste contexto - Daniel Carriço está num nível muito rasteiro de entendimento e quem toma estas decisões não é diferente de quem diz recentemente 'Carriço não deveria ter saído mas nem era um grande central'. É um clube onde falta juízo por todos os lados: dentro e fora.

    Carrillo é jogador de futebol para os melhores emblemas da Europa e é melhor do que Nani.
    André Martins é excelente.
    Jeffrén é excelente.
    Adrien idem.
    Rinaudo idem.
    Rui Patrício é o melhor dos 3 grandes, embora Artur seja muito muito bom.
    Wolfswinkel nunca será dos melhores da Europa mas chega e sobra para ganhar muitos títulos no Sporting.
    Pereirinha já deveria ser titular indiscutível na defesa do Sporting aos anos e andar pela selecção.
    Daniel Carriço sem ter o mesmo impacto de - o exemplo adequa-se - Beto era o nosso melhor central. Era factualmente o melhor dos 5.

    Aí trocaria Romagnoli por Carlos Martins - tal como Moutinho afastado pelo próprio Sporting, a juntar-se a Hugo Viana e Custódio.
    Um clube como o Sporting tem sempre enormes vantagens: bem ou mal, por norma, 70% dos elementos que compõem os plantéis são bons e com muito talento. É isso que torna indesculpável que a coisa falhe pelo lado orgânico (treinadores) do jogo. Mas para que não falhasse era necessário que alguém como tu lá estivesse dentro, não é mesmo? É.

    Treinadores e jogadores, em simultâneo. Para que estas parcelas funcionem são necessários bons dirigentes, e o Sporting não os tem. Nem se adivinha que tê-los-á nos próximos 4 ou 5 anos.

    Lionheart, a capacidade do Sporting cair e levantar-se está directamente dependente da sua massa humana - adeptos. Clubes com milhões de adeptos correm o risco de a qualquer momento renascer das cinzas. Nós temos esses milhões de adeptos? Este argumento é por nós (incluo-me) usado há mais de 20 anos. Ora 20 anos é muito tempo e em 20 anos muita coisa muda ...

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  8. BCool, inverdades, enganos, misturas, rigor. O rigor é para mim indispensável.
    E para ti?
    Em razão de um e um só motivo - ser a verdade. Existe aqui - por vezes - rigor em excesso. Tens-no aí, bem como a verdade, agora se preferires outra coisa o problema não é meu.

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  9. "Relembro que nas duas décadas entre 1921/22 e 1939/40 o domínio no futebol Português pertenceu à formação do Porto (6 campeonatos Nacionais).
    Sporting CP (4), CF os Belenenses (3) e SL Benfica (3) apareciam por esta ordem nos lugares seguintes. Todavia, ao longo destes 6 anos, [1935 - 1941], Sporting CP e FC Porto repartiram os títulos de campeão em disputa com 3 para cada lado."

    Isto não é ser rigoroso.
    Campeonato Nacional é uma competição de regularidade, uma prova por jornadas e não uma prova a eliminar como o campeonato de portugal.

    A liga foi criada e foi a competição antecessora do campeonato nacional, porque apenas os campeonatos regionais e o campeonato de portugal não asseguravam uma continuidade competitiva derivada do modelo competitivo do campeonato de portugal.

    Não podes chamar campeonato nacional a uma competição que era a eliminar, por muitas voltas que lhe dês. O Campeonato nacional é uma prova de regularidade em que todos jogam contra todos e para a qual os clubes eram apurados segundo a classificação dos campeonatos regionais, à semelhança do que já acontecia na liga.

    O campeonato de portugal era uma prova a eliminar e não assegurava regularidade competitiva e por isso perdeu importância para a Liga. Por isso se criou o Campeonato Nacional que seguia o modelo da Liga e a Taça de Portugal que seguia o modelo do Campeonato de Portugal.

    Querer misturar títulos do campeonato de Portugal com os do campeonato nacional é o mesmo que somares laranjas com morangos porque é tudo fruta.

    Modelos competitivos diferentes, contabilizações diferentes e não chames campeonatos nacionais, ao que eram campeonato de portugal, a versão anterior da taça de Portugal.

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  10. BCool, tens as respostas todas na mensagem.

    O campeonato de Portugal era uma prova a eliminar e não assegurava regularidade competitiva e por isso perdeu importância para a Liga

    A partir do momento em que o período experimental de 4 anos do Campenato da Liga (34-38) termina, o campeonato de Portugal (21-38) termina também e dá lugar ao campeonato da I Divisão (38-dias de hoje). Os nomes e os modelos competitivos são irrelevantes para o propósito das competições: achar o campeão Nacional de Portugal. Se amanhã jogarmos a nossa liga em regime de «play-off», como muita gente em Portugal defende, não dirás que até 2012 não existiram campeões Nacionais. Ou dirás?

    Lê o «post» e não escrevas disparates. Existiam campeonatos regionais que davam acesso ao campeonato de Portugal. Consegues imaginar porquê? Simplifica: a prova regional dava acesso à prova Nacional e não existia outra. A federação Portuguesa de futebol criou o campeonato de Portugal em 1921 para acharmos um campeão Nacional.

    O argumento da regularidade é estúpido porque novamente: não havia outra prova. Não estamos a dizer se a que existia era pouco perfeita ou muito imperfeita. A discussão não é essa. Campeonato do mundo ou campeonato da Europa também se jogam por «play-off» e tratem-se de competições bem ou mal engendradas não dirás sobre um mundial que não é realmente um campeonato do mundo por ser a eliminar e não medir regularidade.

    Amanhã se aparecer um torneio mundial de selecções melhor imaginado, em formato de Liga, mais justo, mais perfeito, não irás afirmar que até 2013 os campeonatos do mundo existentes até então foram outra coisa qualquer que não a prova que apurava a selecção campeã do mundo, independentemente do seu modelo e qualidade (da prova). Interessa aquilo que as competições fazem durante o tempo que existem. Interessa aquilo que os organismos pretendiam alcançar com as competições no momento em que as criaram.

    Se não és capaz de entender isto, lamento.

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  11. B Cool, portanto se a partir da próxima época o campeonato nacional passar a ter play-off, os contadores das vitórias de cada clube regressam ao 0?

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  12. "...e foi também quem fez de Fernando Peyroteo o mais alcançado nome na história do futebol Português, não obstante Figo ou Cristiano Ronaldo..."

    O maior de todos os nomes não foi mencionado, só isso...

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  13. A FIFA não mantém 2 provas ao mesmo tempo, O que a FPF fez foi criar uma prova se equiparasse ao que internacionalmente era conhecido como campeonatos e por isso designaram de liga.

    E sim, o modelo competitivo interessa, porque a FPF percebeu que estava desfasada do resto da europa e que o campeão nacional tinha que ser apurado por regularidade e não por eliminatórias, onde pelo sortilégio, equipas fvoritas podiam ser afastadas logo de início e equipas não tão fortes poderiam ganhar.

    Em muitos países o vencedor da taça também é denominado o campeão da copa e não é por isso que se intitulam de campeões nacionais.

    Não é aceitável que juntes campeonatos nacionais com campeonatos de portugal, tu sabes isso, se por conveniência os queres misturar é contigo, mas depois não te intitules de rigoroso.

    Chamares de provisória a uma competição oficial, não é oficiosa, mas oficial, diz tudo sobre a tentativa da desvalorização que tentas fazer.

    Se com esses pseudo-campeonatos nacionais ficas mais contente, força aí, agora ignorares os outros vencedores só porque o teu clube não mostrava capacidade competitiva para ser vencedor em provas de regularidade, sim, porque não te limitas a intitular de vencedores os que ganharam o campeonato de portugal, ainda vais ao cúmulo de ignorar quem ganhava a Liga, aí é mesmo desonestidade.

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  14. Continuas a misturar tudo e a falar do que não sabes, embora com 2 pedras na mão escrevas coisas como, convinha ter rigor histórico para seres levado a sério, gostas de dizer inverdades ou refiras desonestidade. Não te quero dar lições de História mas não as recebo de ti e quando mostras tanta desinformação ou incapacidade para interpretar estes dados acrescentando (sobre ti próprio) quem sabe da história do futebol português nesse tom arrogante e ignorante, fica difícil avaliar a tua boa fé.

    Já te dei os dados. Dei-te também a interpretação correcta dos dados e escreves coisas como campeonato de portugal, a versão anterior da taça de Portugal, carregando na ignorância que a mensagem original sobre o tema pretende descrever. Ao mesmo tempo que oferece a verdade.

    Vou fazer um último esforço e se tu quiseres entenderás:

    Quando a Federação criou em 1921 o campeonato de Portugal, não o fez imaginando que ao longo de 20 anos esse campeonato estaria a preceder algo. Pensa nisto por 2 segundos. Para chamares uma (1921) de versão anterior a outra (1938), tens de demonstrar que a primeira foi criada precavendo uma evolução no tempo. E tu não podes demonstrá-lo, são os tais 'achismos' típicos no teu país: limitas-te a dizer que por ser jogado em «play-off» era igual à taça de Portugal. Isto tem só um problema BCool: a taça de Portugal foi criada 20 anos depois e as competições não estão por isso relacionadas. O «play-off» é meramente um modelo, nada diz sobre o propósito da prova: achar o campeão Nacional. Tal como o campeonato da Europa acha o Europeu e o mundial idem. Podes discutir se era um modelo bom, mau ou assim-assim mas essa discussão não tem a ver com a problemática.

    Carregas também na ignorância quando falas em duas provas simultâneas.

    Já te disse que não existiam provas em simultâneo. De 1921 a 1934 só existiram 2 provas para efeitos de campeonato: regionais e de Portugal. Os regionais punham os clubes das regiões a competir entre-si e consoante as classificações apurara-se-iam para a prova Nacional. Campeonato Nacional = Campeonato de Portugal. Presta atenção aos termos.

    Efeitos de campeonato: não existia mais nada. No universo de outras competições, extra-campeonatos, tinhas também as taças de honra, provas menos importantes em que qualquer clube podia participar. No nosso caso, Sporting e Benfica, era a taça de honra de Lisboa, prova da Associação de Futebol de Lisboa onde o Sporting - posso informar-te - é o clube que acumula mais troféus: 29 contra 19 do Benfica e salvo erro 12 d'os Belenenses.

    E isto diz-te em boa verdade que na altura já havia distinção entre campeonatos e taças, na mera análise dos termos.

    Só sobre campeonatos. Deste modo, BCool:

    1921-1938: Campeonato de Portugal.
    1934-1938: Campeonato da Liga.
    1938-1999: Campeonato da I Divisão.
    1999-2013: Liga.

    São estas provas e nenhumas outras que dão-nos os campeões de Portugal.

    Por último, carregas na ignorância quando afirmas que omito uma delas. Não existe omissão: o campeonato da Liga foi factualmente um ensaio, prova experimental ao longo de 4 anos (34-38) sobre o novo modelo que apuraria o campeão. Passado o período - diz-te a Federação - experimental entrou em vigor, só em 1938, o novo modelo. Nesse momento, como é lógico, o campeonato de Portugal desaparece e a nova prova continua a somar os títulos de campeão.
    BCool, quando a Taça dos Campeões em 1992/93 evoluiu para um modelo de grupos, chamada a partir daí Liga dos Campeões, a alteração não apagou os campeões Europeus achados até 1991/92.

    Qualquer dúvida, dispõe.

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  15. Loading, não foi farpa. Meramente o que pensava na altura em que escrevia. Falei em Figo e Ronaldo por serem produtos dos tempos 'modernos', onde fruto da era que habitamos atingiram uma dimensão muito superior aos nomes de Peyroteo, Eusébio ou Matateu, e sugeri que não obstante fama ou feitos, media, e tudo somado, no relvado, Fernando Peyroteo é de longe o mais alcançado entre todos os futebolistas Portugueses: na comparação com Figo, Eusébio, Ronaldo e todo e qualquer um.

    Não sei quem era melhor, não vi nenhum jogar (mas há quem garanta que por exemplo Matateu era superior a Eusébio).

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  16. "Só sobre campeonatos. Deste modo, BCool:

    1921-1938: Campeonato de Portugal.
    1934-1938: Campeonato da Liga.
    1938-1999: Campeonato da I Divisão.
    1999-2013: Liga.

    São estas provas e nenhumas outras que dão-nos os campeões de Portugal."

    isto é muito diferente disto:

    "Relembro que nas duas décadas entre 1921/22 e 1939/40 o domínio no futebol Português pertenceu à formação do Porto (6 campeonatos Nacionais).
    Sporting CP (4), CF os Belenenses (3) e SL Benfica (3) apareciam por esta ordem nos lugares seguintes. Todavia, ao longo destes 6 anos, [1935 - 1941], Sporting CP e FC Porto repartiram os títulos de campeão em disputa com 3 para cada lado"

    Ainda bem que no teu comentário reconheces a imprecisão/falta de rigor, conforme lhe queiras chamar, do teu texto inicial.

    Era só isso que eu queria ver reposto

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  17. BCool, presumo que estejas esclarecido e não me importo que passes a imagem de que reconheci / emendei coisa alguma.

    Campeões de Portugal por serem os campeões da prova Nacional. É muito simples. Os títulos da Liga que jogamos desde 1999, momento em que surge a última distinção, são iguais aos que foram jogados entre 1921 e 1938. O erro histórico é esse e adianto-te que Portugal é dos poucos que o comete. A Turquia corrigiu salvo erro nos anos 90, empurrada pelo Besiktas que bateu-se pela questão. Títulos iguais: campeões Nacionais não obstante as provas e modelos serem muito diferentes. Amanhã ou daqui a 20 anos virá aí talvez um «play-off» e será criada uma nova competição mas os títulos que todas produzem sobrevivem: campeões Nacionais. A taça de Portugal não tem nada a ver com o assunto.

    Cumprimentos e parabéns enquanto adepto pela boa luta que o Benfica deu no «derby» anteontem. O jogo foi bastante desnivelado mas o resultado nem por isso: mérito do Benfica.

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