No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

O que terão em comum Emílio Peixe, Rui Jorge, Paulo Futre, Rui Águas, Paulo Sousa, Yuran, Kulkov, Augusto Inácio, João Vieira Pinto, Fernando Gomes, Jaime Pacheco, António Sousa, António Oliveira ou Rui Jordão? Este último que se enquadra numa lista anexa que contempla Simão, Ricardo Quaresma, Carlos Martins e Hugo Viana. Têm todos algo em comum: foram / são grandes jogadores cujo valor desportivo, por diferentes motivos, não encontrava / encontra reflexo no valor de custo / aquisição dos seus passes. Uns porque se encontravam profissionalmente desenquadrados, desvalorizados, em sub-rendimento, sub-aproveitamento e nalguns casos em conflito com os clubes que serviam e outros, porque são simplesmente dum tempo onde os jogadores de futebol não custavam milhões de euros. Todavia, comum a todos, tanto os muito bons como os de custo relativamente barato, jogadores que naturalmente despertaram a cobiça de emblemas mais ou menos normalizados que prevêem os contributos desportivos resultantes em títulos que têm para um clube 'grande' um valor incalculável. Simultaneamente, noutros casos, prevendo que nunca é mau negócio pagar hoje dois para amanhã vender por dois vezes dois.

Com simplismo podemos imaginar tratarem-se todos de indivíduos mal-formados, ingratos, mimados ou maus profissionais, como recentemente o PMAG do Sporting, Eduardo Barroso, descreveu. Tratar-se-ia no entanto de um exercício parvo, próprio de parvos, e um exercício que invariavelmente pinta os nossos (que vão para eles) como desleais mas já os retrata  (eles, que vêm para nós) como sensatos. Deixemos então de lado a patetice: são bons e baratos mais-a-mais vindos de um rival que se verá enfraquecido, quando um 'negócio' / movimentação não acontece porque uma das partes demonstra interesse em 'comprar'.

Concretiza-se unicamente porque a outra também quer 'vender'.

Quando um não quer, dois não brincam. Isto para os clubes - partes mais importantes no 'negócio'. Já os jogadores, nunca rejeitarão ambientes onde pressintam que podem colar as suas qualidades à expectativa de uma carreira que lhes faça jus. É simples, Sergey Yuran:

«O FC Porto era uma família. O Benfica era uma brincadeira»

Custa ler, pois custa. Mas a culpa não é deles. Nem dos jogadores.
É só nossa. O que têm em comum Deco, Maniche, João Moutinho e Izmailov? Foram muito bons e oferecidos.

«Quero ódio do outro lado. Quero inveja, mau-olhado, bocas foleiras, macumba e outros quejandos. Quero faísca. Pura e Simples. Mas o Sporting não ganha. O Sporting não joga sequer».

Sobra o fraco consolo na afirmação de Jesualdo Ferreira de que o negócio já estava encaminhado, na sugestão de não ter sido da sua autoria. Verdadeira, ou não, é o treinador do Sporting uma das poucas âncoras do futebol do clube.

Jogadores muito bons e baratos interessam sempre

Posted on

Wednesday, 9 January 2013

3 Comments
  1. O que terão em comum Sokota, Pedro Henriques, Panduru, Jankauskas e Cristian Rodriguez. Grandes jogadores que o Porto veio roubar ao Benfica, pagando grandes ordenados e comissões a empresários, com o sucesso que se conhece.A teoria que o Porto só faz grandes negócios tem muito que se lhe diga, basta ver os casos recentes de Fucile, Kleber, Walter,Alvaro Pereira...

    ReplyDelete
  2. O Izmailov é a mesma pessoa que há uns anos abdicou das férias para estar a 100% no início da época seguinte. O Izmailov foi espremido até ao tutano no tempo do Paulo Bento, porque era ele que carregava com a equipa às costas. Jogou várias vezes aleijado, tendo agravado a lesão. Começou aí a sua relação problemática com o Sporting. Disto ninguém fala.

    No porco não há apenas um jogador a levar uma equipa às costas. O porco tem sempre equipas estruturadas e consistentes que potenciam as capacidades dos jogadores, elevando o nível de todos. Qualquer profissional quer jogar em equipas que funcionem assim. Não é por ser o porco, é porque funciona assim. No dia em que se desestruturar, também deixa de ser atractivo.

    Nós no Sporting temos é de fazer com que o Sporting deixe de ter equipas "coxas" com um ou dois "carregadores de piano" e depois com montes de "palha" à volta. Quando isso acontecer seremos muito mais competitivos, poderemos voltar a ganhar títulos e nessa altura se calhar serão os jogadores dos rivais a querer vir para Alvalade.

    ReplyDelete
  3. Todas somadas serão um grande esforço mas uma a uma não são, quando falamos ainda por cima de jogadores que fazem a diferença: lembrei-me principalmente desses. O meu ponto é: são nalguns casos jogadores do melhor que há e transferem-se / mudam de clube sem grande custo para quem os recebe. A responsabilidade é, obviamente, dos clubes de onde partem. Ninguém mais.

    A lista é muito longa mesmo e incluirá muitos «flops». A perspectiva de rendimento desportivo só para alguns (poucos) é uma certeza - Moutinho é exemplo. A maioria carece confirmação - Deco é exemplo, já que mesmo no seu caso não era garantido (vendo passagens pelas equipas do Benfica e Salgueiros, jogos feitos) que se desdobrasse no jogador que conhecemos.

    Não carrego na tecla de que o FCP SÓ faz bons negócios - nem me interessa muito ver isso. Carrego na tecla de que faz os MELHORES negócios. Inegavelmente. São coisas diferentes.

    E nem me refiro a compras e vendas, só. Pura escolha desportiva: não conhecemos bem o Miguel Lopes, maioria de nós pelo menos, sportinguistas, nem o guarda-redes que se falou envolvido na negociação. Mas conhecemos o Izmailov. Não é complicado imaginar que este 'negócio' é disparatado.

    O meu ponto é: foi barato. São sempre baratos. Se o FCP tivesse de pagar 6 milhões de euros já não discutiria, sequer, ainda que o Sporting quisesse engendrar um 'negócio' do tipo. Não se percebe.

    E aquilo que ainda é relevante: é fácil insultar agora o Russo e pintá-lo como se pintou João Moutinho, ou um bocadinho melhor ou um bocadinho pior. É de gente estúpida e Eduardo Barroso usou por exemplo o termo 'indigno'. Pergunto-me se esta gente tem noção do que diz. A lista dos jogadores que trocam de clube entre os 3 'grandes' é muito vasta, e 90% deles não o faz por dinheiro mas por aquilo que Lionheart descreve. Lembro também que Izmailov foi cobiçado pelo M. City quando tinha (o Russo) menos 3 ou 4 anos de idade, jogava regularmente, e que se saiba não fez força para sair do Sporting para um contrato melhor. Quando se lesionou, diz-se, não recebeu durante uns meses salário. Quando Moutinho visitou Alvalade com a camisola do FCP, aplaudiu-se muito o nosso jogador quando não cumprimentou o seu antigo capitão.

    Lá fora M. Laudrup fez o mesmo, L. Enrique também. Trocam de clubes para rivais.

    São todos mal-formados e indignos?

    ReplyDelete

Search This Blog