“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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O actual treinador da Fiorentina
Importante bastião da prolífica geração campeã mundial de 1989, em Riade, Paulo Sousa arrancou pelas mãos de Sven-Göran Eriksson para uma carreira sénior recheada de glórias, títulos, louvores e respeito, sustentados numa forte personalidade que aliada à categoria como futebolista seria a fonte de muitas virtudes. Infelizmente, seria também fonte de alguns momentos problemáticos vividos como atleta. Assinar pelo Sporting em 1993 foi sem dúvida um deles.

Bicampeão Europeu com a Juventus de Turim - 1995/96 - e Ballspiel-Verein Borussia Dortmund em 1996/97, Paulo Sousa permanece dos poucos senão mesmo único futebolista campeão da Europa em anos consecutivos ao serviço de emblemas diferentes. Com uma carreira estagnada no clube da Luz e, disse-o o Português, sem receber ordenado há muitos meses pese embora o SLB não falhasse o pagamento a alguns atletas estrangeiros do seu plantel, Paulo Sousa viu-se recrutado pelo então presidente do Sporting. Ingressando no Sporting em 1993 juntamente com Pacheco, Sousa fez parte do fabuloso plantel do Sporting comandado por Sir Bobby Robson. João Vieira Pinto também esteve perto de assinar mas teria, por culpa própria, de esperar 7 anos até cumprir o sonho de representar o emblema verde-e-branco. Podemos, a posteriori, perceber todo esse tempo como perdido. Foram sensivelmente 6 longos anos com início em 1995 de sofrimento em equipas medíocres no Benfica até que finalmente, no Sporting, João Pinto conquistou os títulos que a sua qualidade futebolística justificava. O futebol português jamais esquecerá o triplete do Sporting de 2001/2002, para qualquer efeito a mais feliz e produtiva época na carreira do polivalente avançado. Usufruiria, ainda, JVP, da alegria em jogar ao lado de nomes como Peter Schmeichel, Pedro Barbosa, Beto Acosta, Ricardo Sá Pinto, André Cruz, Beto, Hugo Viana, Rui Jorge ou Mário Jardel. Paulo Sousa não jogou no Sporting ao lado de Ricardo Sá Pinto já que saiu no final de 1993/94. Todavia, quando partiu à conquista de Itália, Alemanha, Europa e mundo, levou no íntimo a lembrança dos aplausos de 60 mil adeptos nas bancadas do estádio José Alvalade.

Uma das melhores equipas na história do futebol Português, orquestra não-composta por Violinos mas que reuniu no mesmo relvado nomes como Luís Figo, Stan Valckx, Krasimir Balakov, Serhiy Cherbakov, Emilio Peixe, Capucho e um dos melhores jogadores a ter equipado de verde-e-branco: Paulo Sousa.
Futebolisticamente um médio parte de qualquer 11 à Sporting.

Uma das melhores equipas na história do futebol português. Sob o olhar atento de 60 mil espectadores ...

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Wednesday, 26 September 2012

11 Comments
  1. Aquele Balakov jogava milhões...

    Foda-se... um gajo não pode ver isto muitas vezes senão a realidade actual ainda se torna mais deprimente...

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  2. um pulha sem quaisquer valores morais, a quem a partir dos 13 anos, vindo de uma aldeola de Viseu, o Glorioso Sport Lisboa e ...

    BENFICA!

    limpou o ranho e matou a fome

    fez crescer o bom jogador e falhou redondamente na formação humana

    o que nunca se afigurou fácil de alterar, como o próprio teve ocasião de demonstrar ao longo da vida e por onde tem passado

    incluíndo no sp0rt1ng e ao célebre presidente careca do "é pénalte, porra"

    por muito bom que seja o artesão, ser-lhe-á impossível, transformar um pedaço de barro, numa estatueta de fino mármore

    a ti agradeço, a recordação da humilhação sofrida pelo excremento, que vestia o nº 6 do clube dos arrabaldes de Telheiras, a 14 de maio de 1994

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  3. Não agora a sério: foi um norme jogador sim senhor, nome fundamental da história do meu Benfica e do grande Sporting Clube de Portugal. Trocou-nos pelo Sporting é verdade, mas como ele tantos outros. E vice-versa, entre tantos outros clubes.

    Já lá vai, felizmente, somos hoje um clube estável e à excepção do Málaga nenhum clube Europeu ousa recrutar-nos jogadores importantes a custo-zero.

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  4. gostava de saber o gozo que um qualquer emplastro, seja qual for o seu clube, terá a comentar fazendo-se passar por quem não é, utilizando a sua alcunha

    tenho muito pouca paciência para aturar catraios e gente burra

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  5. Dava gozo vê-los jogar à bola.

    Abraço.

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  6. Caro Manuel Marques, aos 03m:15s, lindas imagens das bancadas, '21 minutos em Alvalade, 60 mil espectadores em delírio', e aos 04m:00s, possivelmente o mais bonito golo de Juskowiak em toda a carreira.
    Repare-se já agora nas camisolas: é aquele o tom do verde do Sporting. De referir que o treinador naquela fase da época era já o professor Carlos Queirós. Bons tempos, e o plantel do ano seguinte seria ainda melhor que o anterior.

    Um abraço.

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  7. Cumprimentos a todos os comentadores, excepto ao Tobias falso,o Tobias verdadeiro tem razão... acho que é a primeira vez que concordamos.
    Paulo Sousa, grande jogador e grande homem (não é o meu tipo de "6" mas isso levar-nos-ia a uma discussão mais longa).
    Apetece-me comentar Pacheco,o marafado do Pacheco, homem que me deu muitas alegrias mas a maior de todas nem sequer foi vestido de verde e branco.
    Foi num jogo com o PSV, o Pacheco escorregava, caia e ia mudando de botas e de peúgas, o Veloso (pai) falhava o penalty e um clubezito holandês sagrou-se campeão europeu... grande alegria que o então furriel Pedro Oliveira teve nesse dia abraçado ao Correia (portista) e ao Ferreira (sportinguista) no bar de sargentos do então Regimento de Infantaria de Abrantes (enfim era novo,19 anos,às vezes não pensamos...)

    Quanto a Balakov,era poesia e prosa ao mesmo tempo, beleza e eficácia... grandes saudades do búlgaro.

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  8. Pedro, recordo o penalty de Veloso. O lance de Pacheco escorregar nao lembro (escorregou na marcacao de um dos penalties?). Foi uma final (imagino) memoravel para o clube de Eindhoven, corolario de uma campanha imaculada onde eliminaram na meia-final o todo-poderoso Real Madrid. Ja o Benfica a unica poderosa equipa que apanhou pelo caminho foi o Steaua, nas meias-finais (Romenos que eram muito bons, campeoes Europeus em 1986 com Laszo Boloni a actuar no meio campo, meias-finais em 1987 e nova final em 1988).

    Um ano depois, o emblema de Eindhoven esmagou o FCP por estrondosos 5-0 - edicao 1988/89, ainda na Taca dos Campeoes.

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  9. Depois de quase me virem as lágrimas aos olhos, recordando este jogo, onde fui um dos 60.000 presentes e não estava cheios :). Tento perceber quem relamente era o treinador, já que no texto fala no saudoso Sir Bobby Robson e nos comentários já fala no prof. Carlos Queiroz, mas no video fala no Manuel José. Quem era o treinador?

    Saudações leoninas

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  10. ER, quando Paulo Sousa assinou o treinador era Bobby Robson (início de 93/94).
    Em Abril (jogo com o Boavista), o treinador já era Carlos Queirós.

    Manuel José era treinador do Boavista.

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  11. Certo, Erro meu de não ver, falta de oportunidade, o video todo, a resposta está lá. Agora que finalmente consegui ver, percebi o meu erro.

    Obrigado MM.

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