“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Recordar Bobby Robson é, como habitualmente, recordar uma fase importante dos últimos 30 anos do Sporting. Colecção de factos, memórias, admiração, saudade e anseio por perfis que nos  ajudam a ser melhores.
Em Dezembro de 1993, num voo entre Salzburg e Lisboa, Manuel Fernandes sussurrou a Sir Bobby que os seus destinos estavam traçados. O Sporting vencera por 2 golos no José Alvalade mas perdeu na pretensa cidade de Mozart por 3-0, após prolongamento. O Sporting deixou Bobby Robson ir embora substituindo-o então por outro soberbo treinador: professor Carlos Queirós. 2 anos passados testemunharíamos uma eliminação em tons semelhantes. Foi diante do Rapid de Viena do fenomenal Trifon Ivanov e do importante Carsten Jancker. 2-0 em Lisboa, derrota por 0-4 em Viena de Áustria, também após prolongamento [jogo de má memória para Dani]. Em ambas as rondas os opositores do Sporting chegariam às finais das respectivas competições, o primeiro da Taça UEFA em 1993/94 (derrota para o Inter de Milão) e o segundo na Taça dos Vencedores das Taças em 1995/96 (derrota para o Paris Saint-Germain do majestoso Raí).

Importante será no entanto mencionar a eliminatória de 1992/93, onde tal como para a de 1993/94 frente ao Áustria (mais tarde Casino) de Salzburg, Bobby Robson participou como treinador do Sporting. Outra eliminação inglória, desta feita em casa: o Sporting venceu 1-2 em Zürich mas perderia em Lisboa por 1-3. Foi frente ao histórico Grasshopper e recordo ter muito novo escutado na rádio, o Grasshopper rematou 3 vezes e fez 3 golos. Os Suiços venceram e seriam na ronda seguinte eliminados pela AS Roma. Mencionarei de igual modo o Vitória SC (de Guimarães), Vitória que nesta edição da Taça UEFA ultrapassou os Bascos da Real Sociedad: 1ª eliminatória, comandado no D. Afonso Henriques por Pedro Barbosa, autor de um golo em triunfo por 3-0. Na 2ª mão, derrota por 2-0 em San Sebastián.



Também o Vitória do capitão do Sporting se veria eliminado na 2ª ronda pelo Ajax de Dennis Bergkamp. Por que razão é importante (para mim) escrever sobre o jogo com o Grasshopper? O encontro de amanhã com os também Suiços do Basel é somente um pretexto. Fundamental será lembrar além de Robson um dos jogadores que habitou (e por consequência habita) o meu 'imaginário' de recordações: o Grasshopper tinha um internacional Brasileiro de 20 anos que alcançaria dali a uns anos fama mundial: Giovane Élber. Porém, a equipa que eliminou o Sporting de Robson tinha um outro futebolista de alguma classe, um que com Stéphane Chapuisat formou uma das melhores duplas ao longo do melhor campeonato do mundo de todos os tempos, em 1994: Alain Sutter.

O Sporting em Grasshopper, Salzburg e Viena de Áustria, com Alain Sutter

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Wednesday, 19 September 2012

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