No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Em vésperas duma partida em visita a Portugal, não me foi possível ver o jogo com o Olympiacos. 15 minutos da primeira parte, se tanto, tempo suficiente para escutar a melhor notícia da noite. Referiu o comentador de serviço para a televisão, ontem Luís Duque garantiu que Adrien vai renovar, palavras que aliadas à presença do jogador em campo, permitem-me partir com um sorriso.

O melhor golo da noite, Adrien

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Monday, 13 August 2012

9 Comments
  1. não foi assim, garantir e "estar confiante que" são duas coisas diferentes, mas, como tu, espero que se concretize.

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  2. É provável porque escutei de raspão, mas são palavras fortes porque atribuídas a Luís Duque. Fosse outro dirigente a sentir confiança ou a garantir e passar-me-iam ao lado. Se eu fosse o Adrien gostaria muito de ter ouvido (ou lido): é um voto claro de confiança, soa a qualquer coisa como, "precisamos de ti e queremos-te cá", algo que dito pelo Luís Duque valerá nesta fase mais do que qualquer proposta formal de renovação enviada ao seu advogado.

    Ou talvez não e foi meramente a forma como as ouvi (senti), por querer que o jogador fique, e gostar do Luís Duque.

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  3. não sei o que para o Adrien valerá mais, sinceramente não faço ideia, mas as declarações do Duque dão obviamente esperança de que a situação se resolva pelo melhor.

    pena não teres visto o jogo, o Boula fez um jogaço, a continuar assim põe em risco o lugar do Carriço ;)

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  4. O desempenho do Adrien em campo só veio confirmar o quão boa será essa notícia. Fez um jogo tremendo, digno do futebolista de alto nível que é.

    Não lhe vi uma única acção errada no jogo, uma única bola que tenha perdido ou a que tenha dado um seguimento errático. Não significaria este facto nada por aí além não fosse:
    - o número elevado de minutos que o jogador jogou;
    - o facto de ter estado quase sempre "dentro do jogo";
    - ter jogado numa zona tão povoada do terreno (sendo que me parece que pode jogar ainda melhor pegando na bola mais atrás: gostei muito de o ver jogar aí contra o Getafe - penso).

    E gostei bastante do jogo da equipa (principalmente, face ao que vinha fazendo). Não percebo a maior parte das críticas que li ao jogo - não sei se por ter tido uma percepção diferente no estádio, se por ser, no que toca a esta equipa, um crente/optimista.

    A verdade é que o Sporting, desde o início, quis pegar e mandar no jogo. A equipa trabalhou bem sem a bola, os jogadores estiveram quase todos sempre "ligados". Nem sempre os passes saíram bem, nem sempre deu para chegar ao último terço, mas impediu-se o Olympiakos de criar perigo, e levou-se a bola para perto da área dos gregos, com vários jogadores do Sporting lá presentes, vezes suficientes para ter ganho com mais tranquilidade.

    Não gostei particularmente dos jogadores que o Sá Pinto escolheu, mas deu para ter uma ideia melhor daquilo que se está a trabalhar e preparar para a equipa (como era previsível que fosse o único jogo da pré-temporada em que desse para o perceber).

    Surpresas da noite:
    - Boulahrouz, que teve um lance menos bom defensivamente mas que, no momento do ataque, esteve bem melhor: falhou um passe que podia trazer complicações, mas o Cédric também e isso nada diz da qualidade de passe do jogador: nunca jogou directo na frente, foi calmo mas teve qualidade a sair a jogar; do Rojo confirmei que é o que esperava (um jovem com bastante qualidade para ser trabalhada, mas ainda longe, em alguns aspectos, do valor a que poderá ascender)
    - Gelson, não tanto pela positiva: não pelo jogador em si (que já demonstrou que é um médio-defensivo com qualidade, mas que peca um pouco quando lhe pedem que apareça com mais frequência na frente), mas pela opção de Sá Pinto no jogador tendo Rinaudo, Schaars e A. Martins no banco
    - Carrillo, que me parece que pode continuar a crescer: já o vi como um miúdo que gosta de dar uns toques bonitos na bola, mas já alia isso a um altruísmo e a uma maior presença (mais em jogo, defensiva e ofensivamente, a aparecer cada vez mais e a deixar o rótulo de "jogador de pormenores")

    E pouco mais: os outros corresponderam ao que pelo menos esperava deles. Sendo que o Adrien esteve (ainda) melhor do que já esperava que estivesse: um bom futebolista joga sempre, ou quase sempre, bem, mas o Adrien jogou muito bem: fica a questão do quanto poderia render a médio-centro, sendo aposta forte do treinador nesse lugar.

    A festa também foi muito bonita e, portanto, muito sportinguista: palmas ao Olympiakos, pedido de palmas à equipa de arbitragem (não atendidas), honra aos cinco violinos, o protagonismo dado a Hilário na festa. Gostei muito.

    Fiquei confiante que o sucesso do Sporting, no próximo ano, dependerá em grande parte dos primeiros 3 jogos para o Campeonato, mais os 2 jogos com o AC Horsens para a LE. Porque, com o tempo, a equipa parece-me poder ascender a um nível tão ou mais forte que o dos principais rivais. Se começarmos bem (teremos 5 jogos em 14 dias), e acreditando que atingiremos o pico de forma em Setembro/Outubro, tem tudo para ser o nosso ano.

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  5. Uma pequena adenda:

    Houve apenas uma coisa que não gostei muito da equipa: momentos em que o lateral tinha a bola, a levava para a linha e fazia um passe mais directo na frente (o extremo ia para o meio, vindo o Wolfswinkel à ala procurar receber a bola).

    A maioria das vezes, o passe saiu da bota esquerda do Insúa.

    Não que seja um má solução, por si (até porque me parece que o holandês sabe mexer-se bem, receber e segurar a bola); foi-o apenas pela quantidade de vezes em que foi empregue.

    Um abraço

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  6. Com Adrien ou sem ele não jogam um caralho.

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  7. Gonçalo, só vi entre 10 a 15 minutos do jogo, entre os 25 e o fim da 1ª parte. Nesse período o Sporting não jogou muito, exceptuando quando Adrien ou Elias tiveram espaço e quando a bola passava por Cédric. Carrillo melhor que Capel (embora o Espanhol esteja a tentar e isso é importante), e Cédric excelente no lado direito. Insúa acho que esteve igual a si próprio - não é mau mas o melhor Insúa não julgo que possa ser visto como um grande jogador, ou um grande defesa lateral.
    Neste período do jogo que vi um lance muito mau de Boulahrouz onde abandona o centro da defesa para ir quase até à linha de meio campo provocando uma flagrante ocasião para o Olympiacos (meteram 2 ou 3 jogadores na área sem oposição) num lance conduzido pelo seu (Gregos) lado esquerdo), e um lance (vistoso) muito bom do mesmo Boulahrouz em que desarma um jogador Grego. Bom lance, mas sobretudo vistoso ...

    A segunda parte não vi.
    Um abraço.

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  8. MM,

    Não acho que o Sporting tenha jogado muito bem, também. Acho que jogou bem, do início ao fim do jogo, ainda que com momentos melhores que outros. O suficiente para mim: nesta fase, e face ao que vinha sendo feito. Mudar (bem) não é fácil, ainda que o seja menos mudar mal.

    A equipa soltou-se mais na segunda parte: mas por vezes também o fez em demasia (não sei como explicar melhor). Ainda assim, esteve sempre bem - nem sempre igual, mas sempre bem -, e quando se encontrar totalmente promete estar a muito bom nível, porque há coisas que não enganam.

    Quanto a Cédric: sem dúvida. E o mesmo (melhor fica algo de muito parecido) teria acontecido se fosse Pereirinha a estar ali. Como se pode ouvir dizer que é dos lugares mais mal preenchidos no Sporting, quando é um dos melhores (talvez até o mais bem preenchido).

    Concordo quanto a Insúa, como penso que sabes. Surpreendeu-me a ausência de Pranjic no onze (como a de um outro), ainda que o não conheça bem.

    Sobre esse lance do Boulahrouz, foi o único em que não gostei de o ver. E não é um erro com pouca gravidade. Mas penso que esteve bem nos restantes momentos, esteve bem noutros aspectos (em que esperava bem pior) e pode corrigir.

    Esse outro lance que mencionas foi um corte bonito (já não me recordo se a bola ficou na nossa posse ou não; se sim foi excelente, se não foi bonito - dadas as circunstâncias do lance, que parecia poder trazer algum perigo).

    Mas foi a forma como leu o jogo - à excepção desse lance -, com classe e autoridade; e sobretudo a forma como se mostrou quando a equipa tinha a bola de que gostei. A rever, mas a mostrar que é melhor do que pensava que fosse (veremos se o suficiente).

    Pormenor importante no Rojo: várias vezes, indicava aos colegas o que devian fazer; sobretudo ao Insúa (mas não só, comunicando muito também com o central holandês e penso que o Gelson), pedindo-lhe para chegar um pouco mais à frente, tirando daquelas zonas um jogador do Olympiakos e forçando a que se jogasse na frente. Nem sempre esteve bem de seguida (exagerou nos passes longos, sendo que um foi muito bem pensado), mas parece-me algo que facilmente se trabalhará, tal como a forma como ainda sai à bola.

    Sinto-me crente.

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  9. E se tivesse outro perfil (se fosse um jogador habituado a por exemplo jogar directo, como disseste no 1º comentário que ele nunca ou quase nunca fez), é certo que não jogaria pela selecção Holandesa.

    Também me sinto confiante, 5 dias, e uma das jornadas mais exigentes será completada.
    Feito, Guimarães ficará arrumada.

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