“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Pode o Sporting depender da sua escola de formação para cumprir um dos elementares requisitos da sua existência ...vencer Títulos? E vencendo-os, viver com saúde? Depende. Se formar bons futebolistas, pode.

Se não, não pode.
Desconheço a capacidade formativa / formadora do Sporting. Sei que da escola do Sporting para a sua principal equipa já saíram excelentes futebolistas. A par de excelentes futebolistas saíram alguns (outros) do outro mundo. Muito bons e caros, não enquanto jogavam pelo Sporting mas que se tornaram com o tempo caros. Quais são os futebolistas do outro mundo? Os tão bons que despertam a cobiça de Manchester United FC ou FC Barcelona. Dois para o primeiro, Cristiano Ronaldo e Nani. Três para o segundo, Luís Figo, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma.

Pode o Sporting Clube de Portugal deles depender? Não pode (no relvado).

A diferença entre grandeza(s) e riqueza(s) é tão grande ou pornográfica que não é razoável pedir / esperar do Sporting capacidade para segurar futebolistas do outro mundo. Muito felizmente. Sobre estes qual é o único pedido que faço?

Não transferir Luís Figo por 2.200.000 £.
Não transferir Cristiano Ronaldo por 15.400.000 £.
Nem Ricardo Quaresma por 5.588.000 £.

Mantê-los vigiados, sempre. Sob contrato, isto é. Não esperar pelo último ano de vínculo para renovar. Tratá-los bem, confiar neles, proceder de modo a que se sintam valorizados, queridos, importantes. Tratam-se de exigências razoáveis mas no relvado sabe (Sporting) que não contará com eles, porque quando Manchester ou Barcelona tocarem na campainha, irão (jogadores) para o quarto fazer a mala. Nem o Sporting ou nós podemos / pode levar a mal. Temos um dilema, dizemos, «no melhor das hipóteses são muito bons, fazem meia dúzia de jogos ou uma época na primeira equipa do Sporting e saem, pelo que não é possível contar com estes jogadores para formar plantéis que nos ajudem a conquistar títulos». Ou dizemos, «no melhor dos cenários, precisamos de euros e as receitas provenientes da transferência destes jogadores são indispensáveis para a sobrevivência do clube». Certo? Não muito.

Em boa verdade não existe dilema, na medida em que não existem (a)pesares.

O truque é perceber que após transferir as pérolas que forma, o Sporting continuará no plantel a ter à sua disposição os melhores futebolistas que forma. Porque os futebolistas são como os automóveis. Existem os caros e existem os bons. Os bons são melhores do que os caros e também são mais baratos. Sem que a ordem sobressaia, Rui Patrício, Daniel Carriço, Adrien Silva, Bruno Pereirinha, Hugo Viana, João Moutinho, Carlos Martins, Custódio, Miguel Veloso, Ricardo Fernandes, Miguel Garcia, André Santos e André Martins. Sem mais nada, o Sporting precisando de um plantel com 22 futebolistas para competir poderia ter hoje à sua disposição 13 (em 22) que reforçados deixá-lo-iam a lutar pelo título, candidato aos quartos-de-final da Liga dos Campeões ou candidato a vencer a Liga Europa. Dos 13, sem que Manchester United FC ou FC Barcelona os colocassem numa lista de prioridades, 3 são melhores do que Cristiano Ronaldo. Sim, melhores.

Não «apesar de», «melhores, mas» ou «melhores só se».
Pura e simplesmente melhores.

Que (lhes) fez o Sporting? Meteu um no alfa directo para o Porto, outro numa camionete indirecta para Braga e outro na rua a pé onde uns anos mais tarde apareceu no Benfica porque Rui Costa percebeu-lhe o valor, Carlos Martins. Se da formação do Sporting para a equipa principal saírem nos próximos 10 anos os mesmos futebolistas que saíram nos últimos 10, pode ter o Sporting a certeza que o futuro é, à falta de disparates, garantidamente risonho.

Há três tipos de automóveis: os maus, os caros, e os bons.

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Wednesday, 29 August 2012

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