“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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DM - elemento ´todo-o-terreno´. Normalmente encostado a uma das alas, procura com as suas arrancadas dar profundidade à equipa. Não se coíbe de ajudar os companheiros em momentos defensivos, momentos para os quais demonstra especial apetência. É importante na manutenção do equilíbrio da equipa, compensando os seus companheiros mais avançados, bem como na marcação. Posição: Ala.

Não vejo o Duarte há demasiado tempo (Dezembro último), nem o vejo jogar vai para muito pouco tempo (mais de 15 anos), mas possuo propriedade para falar sobre ele - somos melhores amigos, desde sensivelmente os 6 anos e 1/2 de idade (entrou a meio da 2ª classe), amizade consubstanciada não obstante o seu benfiquismo, prova para o entendimento de que nem todos os benfiquistas são maus. Alguns são bons. Muito bons são poucos. O Duarte é excelente.
Deverei em consciência afirmar que a descrição futebolística ao início, não sabendo quem a redigiu, é muito fraca e anda bastante longe da verdade. O Duarte nunca foi ala nem tem apetência para sê-lo. Antes, um box-to-box capaz de varrer uma superfície de campo assim ... mais ou menos o dobro do que fazia Jozsef Bozsik (Húngria), mas com uma diferença: melhor, muito melhor, e foi por isso que em 1994 prestou provas em Dortmund junto do BVB local, a convite do Borussia.
Recordar o futebol do Duarte será mencionar um momento épico (eu era muito melhor que o Duarte, refiro-o): segunda parte, 1-1 no marcador, a equipa adversária é mais velha do que nós, algo que naquele universo fazia muita diferença, mas estamos inspirados e o jogo mantém-se dividido. Nesta altura o Duarte numa das suas operações de chapa, surpreende ao parar, não está especialmente enquadrado com a baliza mas está enquadrado com a bola e remata. O momento é importante porque os postes das balizas não eram esféricos, tinham arestas género as de andebol e escrevo 'género', não pelas balizas mas pelo pavilhão que era enorme e o campo de jogo também, quando a bola batendo no poste dificilmente resultaria em golo (por causa dos ângulos rectos das balizas). Não foi golo, bateu no poste de madeira mas o teu pontapé foi um sinal. Descobrimos nesse momento que além da luta podíamos vencer o adversário. E vencemos, 1-3 foi o resultado final, a nossa vitória obtida frente à equipa, que me lembre, mais forte.

Os restantes jogos, acho que perdemos.
Um dos jogos não fizemos, por falta de acordo sobre quem o jogaria.
Não éramos muito organizados.

A vida é como é, mas aquela vitória ninguém nos tirará.

Elemento ´consistente´, Bill Conti.

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Thursday, 9 August 2012

2 Comments
  1. Quem é o Duarte Mendes? Jogou onde?

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    1. Na cona da mãe dele, jogou aí.

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