Palmarés

Internacional, equipas

Goalball (D. Adaptado)

1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
Hóquei em Patins
:
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
3 Taças dos Vencedores das Taças
2 Taças CERS
Futebol:
1 Taça dos Vencedores das Taças
Atletismo:
Pista feminino
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
Cross masculino
14 Taças dos Clubes Campeões Europeus
Pista masculino
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
Andebol:
2 Taças EHF Challenge

Nacional, equipas

Futebol:
22 Campeonatos Nacionais
16 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira
Andebol
:
18 Campeonatos Nacionais
15 Taças de Portugal
3 Supertaças
Hóquei em Patins:
7 Campeonatos Nacionais
4 Taças de Portugal
2 Supertaças António Livramento
Atletismo:
Pista feminino
46 Campeonatos Nacionais
Pista Coberta feminino
22 Campeonatos Nacionais
Cross feminino

5 Campeonatos Nacionais
Pista masculino

48 Campeonatos Nacionais
Pista Coberta masculino
17 Campeonatos Nacionais
Cross masculino
46 Campeonatos Nacionais
Futsal:
13 Campeonatos Nacionais
5 Taças de Portugal
6 Supertaças
2 Taças da Liga
Natação
:
6 Campeonatos Nacionais feminina
6 Campeonatos Nacionais masculina
2 Taças de Portugal masculina
Basquetebol:
8 Campeonatos Nacionais
5 Taças de Portugal
Voleibol:
2 Taças de Portugal feminino
1 Supertaça feminino
5 Campeonatos Nacionais masculino
3 Taças de Portugal masculino
3 Supertaças masculino

 

 
Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.

O melhor do clube são as pessoas, mas não são quaisquer pessoas. Foram os nossos fundadores, atletas e treinadores. É a nossa história. O clube não és tu, não sou eu, nem «somos nós». São eles. As mensagens que publicarmos evidenciarão esse intuito, versando sobre a instituição, a sua notável história, acumulado de feitos presentes e passados, proeminentes homens que a serviram e ergueram, cumprimentando as suas memórias mas mais importante, preservando a sua autoridade, ainda que não vivam entre nós.

Relevantes são contudo os Alemães, o Sporting e os Portugueses.

Saturday, 9 June 2012

E por isso este «post» substituirá o anterior que cedo se desviou do fundamental. O jogo será em Lviv, notória cidade na teia que une o Sporting Clube de Portugal ao combate antifascista que brilhantemente pratica há mais de cem anos. Com sucesso: o 25 de Abril permanece, queira ou não Marcelo Caetano, uma dívida que deverá ser paga ao Sporting CP.

Gosto muito da história de Portugal e quem não recordar as famosas caravelas / cascos que transportaram os sonhos de descoberta das expedições de Pedro Álvares Cabral, Bartolomeu Dias ou Diogo Cão, não está preparado para compreender a importância de Lviv. Quando em Janeiro demonstrámos o carácter independente do Sporting em relação a D. Pedro I, resumido pela afirmação os sportinguistas são muito antigos, e uma demonstração, claro, fechada por Rui Tovar lembrando Hector Yazalde e a independência do Sporting, estávamos longe de imaginar o papel de Chirola no encontro desta noite. Portugal tem uma história vastíssima, quase tão rica como a do Sporting. Mas a Alemanha também a tem. Daí, lembraremos que parte do 25 de Abril foi jogado pelo Sporting numa Alemanha diferente mas massacrada pelas memórias duma Lviv maioritariamente ocupada noutros tempos por Judeus-Polacos. Para todos os efeitos, o Sporting não se limitou a libertar Portugal das garras fascistas que o mantiveram sufocado: foi hoje, a 09 de Junho de há 38 anos que no Jamor de 1974 o Sporting derrotando o símbolo desportivo dos derradeiros vestígios da ditadura - o Benfica - ergueu a Taça de Portugal e conquistou a dobradinha na temporada em que fora campeão Nacional de futebol. Falamos, claro está, dos famosos campeões de Abril, eternizados com recurso às memórias de Fernando Peyroteo, o senhor Manuel Moura Costa, e o senhor Augusto Estudante.

09 de Junho de 1974,
Taça de Portugal no dia do ano em que também foi campeão Nacional de Abril.

Perguntar-se-ão: que tem Lviv ou a Alemanha a ver com o assunto? É simples e aquilo de que ninguém fala, poucos porventura conhecem: em 1974 o Sporting Clube de Portugal saiu do país deixando para trás as lágrimas de muitas famílias, mulheres, mães e crianças para em solo germânico combater na então RDA a poderosa (nesses tempos) formação do Magdeburgo. Qual a relevância deste jogo? O Sporting CP em 24 de Abril despediu-se à saída do Estado Novo de Marcelo Caetano e quando regressou da República Democrática Alemã foi acolhido por uma nação livre. Afirme alguém o Rei vai nu, perguntarei (?) por que motivo nas escolas portuguesas ninguém fala nisto.

É o despido país que temos.

23 comentários:

Anonymous said...

Meia-final da Taça das Taças, e os Alemães também venceram a final.

Seria uma homenagem bonita ao 25 de Abril a selecção recordar esse jogo na Alemanha na noite da revolução, já que estamos a 9 de Junho. Podiam por exemplo trocar galhardetes do Sporting antes do jogo.

artnis said...

MM

"...derrotando o símbolo desportivo dos derradeiros vestígios da Ditadura - Benfica ..."

Meu caro, acho que em tempos já dei mais que o suficiente para este vosso 'peditório'.
Não entendo como o clube que mais ligações teve à Ditadura, a todos os níveis, continua a propalar à 'Goebbells' a mentira oficial da
da cartilha da máfia andrade.
Continuo sem entender essa vossa cegueira, esse ódio visceral e doentio ao Benfica.
Continuo a não entender como vós adeptos não conseguem alcançar quem são os vossos inimigos.
O Porto há muito que vos passou a perna. A equipa B, de Braga, e da CosaNorte, vai já no 3º ano consecutivo!

MM said...

Artnis,

Nao existem odios. O SC Braga venceu a taca de Portugal em 1965/66 mas foi uma vitoria esporadica. Em termos de sucesso nao era o 7'o clube Portugues da epoca, sequer. O texto versa sobre o dia em que o Sporting arrumou definitivamente com a ditadura, derrotando no Jamor, comemora-se hoje a efemeride, o representante desportivo tanto do Portugal Salazarista quanto do Portugal do Estado Novo - o Benfica. O FCP, entao, era o 3' clube, tambem nao e perdido nem achado no tema.

Repare nisto: se o SLB nao era o filho predilecto do Ditador, por que motivo dentro de uma viatura do Estado quis Eusebio, cito "comprar a Avenida da Liberdade", ou por que razao Mario Coluna disse a Eusebio "Cala-te que a PIDE anda ai" e Eusebio respondeu, "O Padrinho (Salazar) nao faz mal". De onde vinha tanto a-vontade e esta cumplicidade estranha entre o povo do SLB e o regime? Repare ainda: por que razao a generalidade do povo Portugues nao podia usufruir de liberdade enquanto era permitido as centenas de milhar dos adeptos do Benfica inundarem o aeroporto estatal para receber as comitivas encarnadas em festa e delirio? Num Portugal cinzento somente 2 fenomenos faziam a Ditadura relaxar: Amalia no Olimpia de Paris, e o SLB no continente Portugues que gozava de liberdade para o que bem entendia. Ja Fatima tambem existia mas eram rituais tambem eles beatos e cinzentos, onde a PIDE nao precisava de intervir: o chicote da Igreja tomava conta dos acontecimentos.

Ditadura.
Benfica.
Opressao Dominical.

O Sporting derrotou-os a todos, 1 mes depois de ter-se deslocado a RDA, e ter regressado com o pais ja em liberdade.

MM said...

Anonimo,

Troca de galhardetes, uma mencao na comunicacao social. Qualquer coisa enfim. Ainda hoje sobram as famosas imagens de Mario Soares em Santa Apolonia saudando os Portugueses, no regresso do exilio em (salvo erro) Marselha. E o Sporting que nao se exilou: combateu a Ditadura dentro do pais, combateu o muro de Berlim na RDA, e ainda teve tempo de conquistar a dobradinha sagrando-se o primeiro campeao do Portugal livre. Tudo isto, enquanto foi - como diz - ate as meias-finais da prova Europeia nessa temporada disputada.

38 anos depois esta tudo esquecido, como convem. Triste.

pedro oliveira said...

Caro MM,

Eles não esqueceram querem é que nós esqueçamos.
Por exemplo dos 13 portugueses que ontem jogaram, 9 já vestiram a linda camisola verde e branca (exceptuam-se: Bruno Alves,Fábio Coentrão,Raul Meireles e um tal Nélson Oliveira).
Convem apagar o nome do Sporting dos livros da História de Portugal para o Porto (ver final de basquetebol deste ano) e o Benfica (ver jogo de hóquei de ontem)poderem usar de todo o anti-desportivismo e animalidade que os caracteriza.
Um clube de «gentlemen» não é bem visto no desporto português,obviamente.

artnis said...

MM

Sinceramente, não sei se deva perder tempo a responder a tanta, como hei-de dizer, parvoíce.

Julgava-os quer a si quer ao Pedro mais conhecedores da História de Portugal em geral e da do vosso clube em particular.

E também donos de um pouco mais de inteligência e bom senso.

É anedótico da sua parte, contar como verídica, uma anedota, a referir 2 grandes jogadores e que era contada sobre a soberba do endinheirado turista 'camone'.

Este tipo de texto e sobretudo a tontaria da resposta, só o tornam risível.

Mas talvez seja mais um episódio de, 'o futebol a preto e branco' ...!

MM said...

Artnis,

O mesmo tempo que dispensei enquanto representante da cartilha da mafia andrade e adepto do clube que mais ligações teve à Ditadura a todos os níveis, propalando assim (como meu dever, à 'Goebbells') a mentira oficial.

Mas pronto ficaremos desta forma, se concordar:

Em todos os regimes existem papeis. Uns sao distribuidos, outros acontecem naturalmente. O Benfica, na ditadura, teve o seu.

MM said...

Pedro, na maioria do tempo e pela sua vontade se "deles" dependesse o Sporting CP seria arrumado da historia de Portugal. Nao existe regime ou terrorismo sem comunicacao, ou propaganda. A nos cabe lembrar que o Sporting nao dorme, ainda que tenhamos de pisar algumas feridas. Mas com uma diferenca, sem mentira: o Sporting foi / e (com acento) o campeao da liberdade, passou o 25 de Abril representando o seu pais frente aos Alemaes do Madgeburgo, perdeu a meia-final de forma ingloria mas com muita gloria, e ergueu ha 2 dias no Jamor a taca de Portugal frente ao clube cuja representacao desportiva serviu propositos da ditadura e do seu povo.

"Do seu povo", Portugues, devera ler-se um pouco como: nao foi (povo Alemao) obviamente mostruoso, mas numa Alemanha durante alguns anos Nazi parte consideravel dela, anonima, no dia-a-dia, civil, nas mais variadas coisas praticou a ideologia. E normal. Da mesma forma que nos EUA durante a decada de 50 ou 60 o persecutorio anti-comunismo foi praticado por muitas anonimas e simpaticas donas-de-casa que escutavam os senhores nao do ditador mas do senador na radio e na TV.

Que os vestigios de 40 anos de ditadura nao chegassem a 2012, seria surpreendente. Ate para os clubes de futebol: sera porventura um dos ultimos redutos.

Talvez.

artnis said...

MM

Apresento a seguir um texto verídico, de que desconheço o autor.
Por manifesta falta de tempo, não consigo dar-lhe um cunho pessoal e referir alguns outros factos de que tenho conhecimento.


Benfica e Salazar

Um dos mais famosos provérbios portugueses diz: “uma mentira dita muitas vezes passa a ser verdade.” A mentira de que o Benfica era um clube protegido por Salazar tem sido dita muitas vezes com o objectivo duplo de menorizar as vitórias passadas do clube e modificar a história do futebol Português e, mesmo, de Portugal. Veremos de seguida os factos que desmentem por completo esta calúnia.

Portugal

Em 2008, data de publicação deste artigo, o Campeonato Português de Futebol conta com 73 edições, 31 ganhas pelo Benfica. António de Oliveira Salazar liderou Portugal entre 1933 e 1968. Desde da época 1933/34 a 1968/69 passaram 35 temporadas. Nesse tempo o Benfica venceu 14 campeonatos, o Sporting venceu 12 e o Porto 8. Assim sendo, de 31 títulos, o Benfica conquistou 14 enquanto Salazar esteve no poder e 17 sem Salazar. Tem-se de assinalar que o Sporting venceu apenas 6 vezes sem Salazar. Ou seja, em termos percentuais, cerca de 64% dos títulos do Sporting foram conquistados com Salazar no poder, ao contrário do Benfica, com cerca de 45%.
A época dourada (em termos internos) do Benfica coincide com o período mais esquerdista de Portugal, 1970-1980. Em 10 edições do campeonato, na década de 70, o Benfica conquistou 6 e conseguiu fazer dois campeonatos sem perder um único jogo. De realçar, que nos 20 anos seguintes à revolução de Abril, o Benfica venceu 10 campeonatos e 7 Taças de Portugal, contra 8 campeonatos e 5 taças ganhas pelo Porto e 2 campeonatos e 2 taças conquistadas pelo Sporting. Elucidativo…
Também nas 84 edições da taça de Portugal o Benfica venceu 27, 14 sem Salazar e 13 com Salazar. Mais uma vez, com ou sem Salazar, o Benfica mantém a senda vitoriosa.

Europa

Em termos Europeus, o Benfica conta com 8 finais europeias (7 na taça dos campeões europeus e uma na taça uefa) e duas meias-finais (taça das taças). Venceu ainda a taça latina e uma edição da taça ibérica (em 83/84). Estes dados mostram o poderio do Benfica quer em Portugal, quer na Europa, na era Salazar e no pós-Salazar. Relembro que a final da Taça Uefa foi em 1982/83 e a última presença na final na Taça dos Campeões Europeus foi em 1990/1991 Estas duas finais estão bem longe do período de influência de Salazar…

(continua)

artnis said...

(continuação)

Curiosidades

Quem não conhece a história do Benfica pode pensar que o seu hino de sempre é a música de Luís Piçarra, mas isso não corresponde à verdade. O hino oficial do Benfica, composto por Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi censurado por Salazar por ser entendido como uma afronta ao seu poder.
Miguel Sousa Tavares, adepto portista reconhecidíssimo, no seu best seller Rio das Flores, apresenta um excelente trabalho acerca da evolução das ditaduras de direita na primeira metade do século XX. Miguel Sousa Tavares não podia ser mais explícito, e dada altura, refere: “Sporting era o clube do regime”. Contudo, Salazar aproveitou-se das vitórias do Benfica para se promover e credibilizar como faria qualquer ditador.
Na história do Benfica contam-se imensos dirigentes que lutaram contra o fascismo de Salazar. Manuel Conceição Afonso, Félix Bermudes (o autor do hino censurado), Tamagnini Barbosa e Júlio Ribeiro são alguns desses exemplos. Mais, este último declarou publicamente que não se recandidataria à presidência do clube porque, precisamente, sabia estar a prejudica-lo junto do poder central. Para finalizar: José Magalhães Godinho, conhecido opositor do regime, foi o primeiro director do jornal do Benfica.
O estádio das Antas(FC Porto) foi inaugurado dia 28 de Maio (dia comemorativo da revolução que deu origem ao estado novo). Quando o Benfica foi ocupar o campo 28 de Maio (onde jogava o Sporting) muda o seu nome para estádio do Campo Grande.
O Benfica foi obrigado a jogar a final da taça de Portugal em 1961/62 em casa do adversário (Vitória de Setúbal) um dia depois de o Benfica ter vencido o Barcelona na final da Taça dos Campeões Europeus. Os 15 jogadores que estiveram nesse jogo estavam em viagem no dia do jogo em Setúbal em que o Benfica perdeu 1-0, e impedido assim de ir à Final da Taça no Jamor.
Em 1954/55 O Benfica apesar de campeão não foi indicado para a Taça dos Campeões Europeus porque naquela altura os clubes eram sugeridos pelas entidades nacionais responsáveis e o Benfica, mesmo sendo campeão, foi preterido em favor do Sporting.


E isto é História!

São factos provados e comprovados - e o Sport Lisboa e Benfica, foi tri-campeão da Liberdade - não meros desvarios ocasionais.

pedro oliveira said...

Caro Artnis,

Factos são factos, não vale a pena atirar-nos com poeira para os olhos.
O Estado Novo começa em 28 de Maio de 1926 e termina a 24 de Abril de 1974; logo serão essas as duas datas a serem consideradas e não outras.
Quem venceu o Campeonato da Liberdade o primeiro que terminou após o 25 de Abril?
E a Taça de Portugal desse ano?
Vês?
Já agora um pequeno aparte a Guerra Colonial começa em 1962 e depois disso o Estado Novo canaliza muitas energias para aí, nomeadamente, a nível de política externa, o Benfica não mais vencerá nenhuma competição europeia ao contrário do Sporting que nesse peíode de afrouxamento político em relação ao desporto (leia-se futebol) conquistou a única Taça das Taças do futebol português e foi o clube com mais jogadores entre todos os que viajaram para Inglaterra em 1966; factos, meu amigo.

pedro oliveira said...

Ah, a tua fonte é o Sousa Tavares, filho... então está tudo explicado, esse gajo é um historiador do catano.

sloct said...

Quando começa a guerra colonial e o slb ganha o que ganha graças ao génio dum (ou de dois) africano(s), é absolutamente óbvio que esse passa a ser o clube do regime. Tal como o Sporting o foi na década de 50, é indesmentível.

O mais engraçado de certos comentários é constatar que o revisionismo está muito longe de ser um fenómeno apenas político.

E dar importância ao Sousa Tavares filho.... sinceramente.... um tipo que diz que o incomoda mais o choro duma criança num restaurante que o fumo do tabaco, para mim está mais que definido.

sloct said...

Quando começa a guerra colonial e o slb ganha o que ganha graças ao génio dum (ou de dois) africano(s), é absolutamente óbvio que esse passa a ser o clube do regime. Tal como o Sporting o foi na década de 50, é indesmentível.

O mais engraçado de certos comentários é constatar que o revisionismo está muito longe de ser um fenómeno apenas político.

E dar importância ao Sousa Tavares filho.... sinceramente.... um tipo que diz que o incomoda mais o choro duma criança num restaurante que o fumo do tabaco, para mim está mais que definido.

MM said...

Artnis,

Não faço como é óbvio ideia se o Benfica foi um clube pouco ou muito próximo do regime - aquilo do Eusébio ou do Olympia de Paris enfim, conversa de treta minha.

Agora não custa imaginar que tendo sido o clube mais vencedor durante a ditadura, foi usado pelo Estado Novo como representação de qualquer coisa. Mas imagino mais: o próprio povo Português - grande parte do Benfica - provavelmente veria o seu clube como uma expressão do patriotismo exarcebado da época. E daí os chavões: todo o pai de família é do Benfica, Benfica é mais do que o mundo, Portugal é o Benfica e coisas desse tipo.

É trocar "SLB" por "Portugal" e está aí alguma da forma como Salazar percebia a nação que governou.

Miguel Sousa Tavares tem tanto crédito quanto o Olympia a partir do momento que diz «O Sporting era o clube do regime»: zero. Mas eu ao menos estava a brincar, ele é simplesmente mais um invejoso qualquer incomodado pela superioridade do Sporting relativamente ao seu clube. Não é o único, porque algo é indesmentível: o Sporting é o mais importante clube Português, o mais verdadeiro, o mais transparente, e o que melhor promove valores como o da liberdade.

Os dirigentes do clube do Miguel Sousa Tavares, promovem casas de alterne no grande Porto, sovas em parques de estacionamento e aliciamento de árbitros. Artnis sem qualquer provocação: os seus dirigentes promovem a mesma coisa, daí o seu clube evidenciar os mesmos comportamentos primitivos do de Sousa Tavares - são os valores que os exemplos máximos de um e outro promovem.

O Sporting não - mantém-se na mesma linha livre e pura que viu-o nascer, e por isso é penalizado por um país com muito pouca cultura desportiva.

artnis said...

pedro oliveira

O que é que não compreendeste quando refiro que nem o autor do texto conheço ?

As minhas fontes são muitas e as mais variadas.
E de todos os quadrantes, como a que passo a citar:

«Nos tempos da outra senhora, o Sport Lisboa e Benfica chegou a ser considerado como uma referência democrática, um oásis onde coexistiam vozes de todas as origens políticas e em que algumas figuras notórias da oposição ao Estado Novo chegaram a ser membros dos órgãos sociais do clube.

Digo isto com tanto mais admiração e à vontade, quanto é certo que sempre fui adepto do Sporting Clube de Portugal, o qual, pelo contrário, era conhecido pelas suas notórias ligações ao Estado Novo e foi quase sempre dirigido por figuras mais ou menos proeminentes da extrema-direita do regime salazarista.

Para grande desespero de alguns adeptos como eu que, por carolice ou amor à camisola, nunca viraram a casaca, apesar dos dichotes e bicadas (mais que justas) de muitos adeptos do Benfica»


por Alfredo Barroso, (conheces, pelo menos o apelido?!) sobre o Benfica a Democracia e o Estado Novo, no verdasco pasquim 'Record' em Maio/2000.

Deve ter sido da euforia de voltar a ser campeão da Liberdade, ao fim de 18 anos !!!

Andas muito mal informado ou a precisar de rever esses conhecimentos.
Vou recordar-te e com pormenores, não um, mas dois factos graves e históricos.

A Guerra Colonial, começou no dia 4 de Fevereiro de 1961,(actualmente, considerado o Dia Nacional de Angola) com o ataque a uma esquadra de Polícia, em Luanda.
Os auto-intitulados nacionalistas do MPLA, mataram ou 7 ou 9 polícias, não posso precisar.

A 15 de Março de 1961, a UPA, (mais tarde FNLA) com bases no Congo, avançou num ataque tribal,
ao norte de Angola.
Os chamados 'terroristas' pela propaganda colonial-salazarista, massacraram as populações brancas e trabalhadores negros naturais de outras regiões de Angola.

Posto isto, o que terá a Guerra do Ultramar a ver com a conquista da Taça das Taças pelo Sporting - de que me lembro, e tu nem nascido eras - ou as derrotas do Benfica em 3-TRÊS-3 Finais Europeias após ter vencido duas ?

Para quem se afirma um quarentão, que andou pelos bancos da Universidade, são tão patéticas estas tuas tão paupérrimas argumentações...!

MM said...

Artnis,

«Nos tempos da outra senhora, o Sport Lisboa e Benfica chegou a ser considerado como uma referência democrática», tal como Portugal do Estado Novo.

Humberto Delgado era a ameaça, Salazar o garante dos valores democráticos. Tal como na década de 60 enquanto o mundo se dividia entre pró-URSS ou pró-EUA, Salazar tranquilizou esse mesmo mundo de que as colónias não cairiam numa ou outra metade. E Portugal vivia desse modo, acima de qualquer suspeita, sossegado mas subjugado pelo ditador, em guerra mas tranquilo perante as garantias que Salazar adiantava ao exterior, motivo também pelo qual (a par de outros) o mundo nunca se interessou muito com a ditadura ou a guerra em Angola ou nas outras ex-colónias.

Portugal era uma maravilha, Portugal e as instituições proeminentes de então. Uma delas o SLB. Mau era o Sporting que enviava atletas para o Brasil e para os Jogos Olímpicos para prestar provas.

GreenMan said...

"o Sporting é o mais importante clube Português, o mais verdadeiro, o mais transparente, e o que melhor promove valores como o da liberdade."

Acho que isto já seria suficiente para qualquer adepto de outro clube perceber que, por muito que berrem que são os maiores, nunca na vida irão chegar à grandeza do Sporting. Infelizmente, perderam qualquer ligação à realidade, o que é facilmente constatável pelo seu apoio incondicional a clubes que bem podiam jogar na américa do sul.

artnis said...

MM

Sim, eu sei.
Vós sois um clube diferente e de diferentes. Na génese.
É histórico. Todos o sabemos, mas só nisso.
Na emulação do rival nortenho nem assinam contratos paralelos, nem fugas ao Fisco.
Nem existe a consecução de um 'vergonhoso' (como foi apelidado o do rival, do outro lado da rua) Fundo numa 'off-shore' das ilhas britânicas.
Para não falar na falta de jeito nas 'pressões' sobre os árbitros, em que são logo investigados pela Polícia.

artnis said...

MM

É uma citação do socialista e adepto sportinguista Alfredo Barroso...!

Sabes quem é?! O apelido não te diz nada?

Amanhã voltamos a falar.

pedro oliveira said...

Artnis,

Poupa-nos a citações do filho do Sousa Tavares e dos sobrinhos (por afinidade) do Mário Soares; podes levá-los todos para o teu clube: o Miguel, o Alfredo e, especialmente, o Eduardo que num sábado à noite em que o Sporting jogava em Alvalade com o Nacional foi excursionar para Madrid com um barrete do clube de Franco na cabeça [para assistir ao Real Madrid vs. Barcelona, deu azar, coitado] (apesar do cargo que ocupa no grande Sporting Clube de Portugal, obviamente, as pessoas passam e o clube fica).

MM said...

Artnis,

Via-o sentado com o Nuno Rogeiro - não durou muito tempo o programa, desconheço porquê, mas não achava interessante porque o NR monopolizava em demasia, e vi-o também uns meses mais tarde num programa que esse sim gostava muito, não por ele, Alfredo Barroso, mas pelo Francisco José Viegas. Programa na RTP2 que passava muito tarde. Além das aparições regulares - fora do modelo frente-a-frente - na edição da Noite da SICN. Era pelos vistos um SCP - SLB porque desconhecia ser adepto do Sporting. Não tem muita relevância claro a sua simpatia clubística, e nunca o vi falar sobre o Sporting exceptuando nas palavras que o Artnis mostrou e (eu) desconhecia. O Nuno Rogeiro sim, fala por vezes sobre o seu Benfica. Assiduíssimo benfiquista. São primos afastados (julgo), Alfredo e Eduardo, e tal como diz o Pedro também não simpatizo especialmente com o último na sua condição de interveniente nos assuntos do Sporting. Acho que trata, Eduardo Barroso, o Sporting como uma distração, um passatempo, e não só não leva aquilo muito a sério quando tem sempre intervenções intelectualmente muito muito fracas, quando aparece a dizer algo sobre o clube. Não deveria estar dentro do clube, deveria limitar-se à importante condição de adepto porque de Sporting sabe o Eduardo Barroso muito pouco.

Artnis gostava do Luís Fazenda, esse sim dava prazer ouvir. Bastantes furos acima de todos os outros que por norma apareciam na TV. Curiosamente, uma das figuras mais limitadas e dona de um discurso muito irritante nesse meio está hoje (salvo erro) junta ou casada com o Miguel Sousa Tavares, a Teresa Caeiro.

artnis said...

MM e pedro oliveira

Estamos muito longe do cerne da questão que me levou a publicar o texto, - e reforço - de que desconheço a autoria, ou como me veio parar às mãos.
Vou parar por aqui.Nunca pretendi 'catequizar' ninguém ...!
Não vale a pena.
Acho que é uma pura perda de tempo quando nas contra-argumentações se começa a trocar 'a beira da estrada, pela Estrada da Beira'.
Conheço a técnica.
Os Judeus usam uma outra.
É normal o uso de uma pergunta, em resposta à pergunta que lhes foi feita.
E eu até tenho uma costela judia e
beirã, de Belmonte.Todas as outras são transmontanas.

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