No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Há exemplos para os quais podemos olhar. Visionava há dias Jorge Jesus enquanto se dirigia ao seu plantel, Sporting Clube de Braga, em ambiente informal, explicando à mesa, ao seu grupo, aquilo que no seu entender é um adepto. Porque há adeptos, mas há também adeptos, concordando eu com o sportinguista treinador rival.

«O verdadeiro adepto é aquele que gosta do clube,
esse é que é o verdadeiro adepto»

Vem tal a propósito do Benfica, Jorge Jesus, mas também do Sporting, estado da nação, lamentando falta de ânimo (minha) para quem mais não faz do que alegrar-se com vitórias ou angustiar-se com derrotas. Claro está, compreendo o fenómeno, será normal, mas custa-me quando o exercício dessa já de si ligeira condição se resume a uma visão centrada no «eu», resvalando para a falta de educação, ordinarice, ou autoritárias e inconsequentes birrinhas.
Cresçam, apetece pedir, nas sensações que o Sporting faculta, a revolta que me provoca, aquilo que me faz sentir, esgotando-se tudo em mim como se fosse isso o que ao Sporting mais interessa. O Sporting provocará sempre mágoa já que não se pode satisfazer todos durante todo o tempo, e como disse um amigo, um extraordinário sportinguista, juntamente com o trecho de vídeo, nada podemos contra a vontade do homem. A contestação far-se-á sempre presente.



Mas existem formas acertadas de contextualizá-la - vontades e a sua não-satisfação - e acima ou além do trato que damos à tristeza, importaria perceber o que a motiva. Posso estar enganado, não creio estar, mas julgo que em grande parte do tempo as motivações não são as melhores. Desejaria que mais gente se relacionasse com o clube de uma forma um bocadinho mais abrangente, ou produtiva, porque o Sporting não se deve esgotar nas pessoais angústias de quem somente o respeita quando vence.


Servindo o mesmo todos quanto no Benfica, para Jorge Jesus, anteontem, ontem, hoje e amanhã, continuarão a mais não fazer do que berrar aflições.

Sir Alex vencendo ontem no complicado terreno dos Spurs, referindo-se no fim do jogo a André Villas-Boas como «seu colega», afirmou à BBC que o treinador Português foi vítima de pressão. Recordaram-me as palavras um falso mito que há uns anos habitava as mentes de muita gente, uma pseudo má relação entre José Mourinho e o Escocês. Pelo contrário, foram e são amigos. Ontem, ainda, no rescaldo dum importante derby do futebol Inglês, o Irlandês Martin O' Neill bem como o treinador do Newcastle Alan Pardew expressaram solidariedade para com Villas-Boas.

Afirmou o último, «este país perdeu um treinador muito talentoso».

Villas-Boas tem responsabilidades, teria a prudência aconselhado tacto na forma como geriu a armada veterana do Chelsea. Deveria ter sido, quem sabe, mais calculista, cínico, como foi e é como exemplo José Mourinho que nos clubes por onde passa trata todos os seus jogadores como os melhores do mundo. «Costinha vou para o Chelsea, queres vir comigo?», em 2004 no fim do empate a zero entre FCP e RC Deportivo de La Coruña. A bem de ver quando uns meses mais tarde chegou a Stamford Bridge não levou Costinha, mas Paulo Ferreira, ou Ricardo Carvalho. Naturalmente, da mesma forma que pretendeu levar Deco. Poder-se-á ver nisto uma espécie de instrumentalização por parte de José Mourinho. Não julgo. Falhou Villas-Boas neste particular e a partir de determinada altura tornou-se mais ou menos óbvio que o barco ia afundar. Rumo ao fundo, ter iniciado o jogo em Nápoles deixando de fora Lampard ou Cole foi o sinal definitivo de que ou sairia ele, ou sairiam 7 ou 8 no fim da época, falhando de igual modo na excessiva e pouco justificável «aportuguesização» do clube: Raul Meireles e David Luiz, jogadores sem qualidade para a equipa que representam. Regardless, importa relevar o desportivismo e solidariedade que outros treinadores manifestaram por André Villas-Boas.

Tal como para os clubes, e para o Sporting, há quem goste de futebol, mas há também quem realmente goste de futebol - o post imediatamente abaixo evidencia-o. Quando se gosta faz-se, ou é-se, de forma natural: preceitos que importa recuperar no Sporting e no futebol Português, copiando os exemplos disponíveis a quem por eles se interessar. A André Villas-Boas desejo que não retorne a Portugal. Quando no fim da época Harry Redknapp tomar conta da Selecção dos 3 Leões ficará o Tottenham necessitado de um novo treinador, e considerando o talento por lá existente ao nível de jogadores não seria um mau recomeço. Arsenal FC, quem sabe, poderá ser de igual modo um dos destinos.

Tal como para Domingos há semanas, que tenha a melhor sorte do mundo.

Maneirismos, coisas que caem bem (Jorge Jesus).

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Monday, 5 March 2012

1 Comment
  1. Fantástica análise. É como digo lá no tasco no link para este blog, "ponham os olhinhos".

    Parabéns!

    PS: sou capaz de te roubar o vídeo do jazuz, mas ainda quero ver primeiro, apesar de me teres convencido da importância.

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