No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
O melhor do clube são as pessoas, mas não são quaisquer pessoas. Foram os nossos fundadores, atletas e treinadores. É a nossa história. O clube não és tu, não sou eu, nem «somos nós». São eles. As mensagens que publicarmos evidenciarão esse intuito, versando sobre a instituição, a sua notável história, acumulado de feitos presentes e passados, proeminentes homens que a serviram e ergueram, cumprimentando as suas memórias mas mais importante, preservando a sua autoridade, ainda que não vivam entre nós.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.



Há algum tempo falava com MM sobre imagens, sobre imagens que são tesouros.
Gosto muito de imagens e gosto de partilhar algumas.
As imagens, os olhares e os sentimentos que nos provocam são sensações únicas e irrepetíveis.
Todas estas imagens foram obtidas hoje entre as 11H00 e as 13H15, mais ou menos.
Como muitos Sportinguistas, acordei triste, incrédulo, sem perceber muito bem o que acontecera ontem à noite.
Nestes dias gosto de sair de casa cedo, apanhar o ar fresco da manhã, esfriar-me, sentir, gosto de passear, de questionar, gosto muito de visitar museus quando estou assim ou então sentar-me a ver futebol verdadeiro, ao vivo, claro.
O jogo, o pretexto para a minha desneurização (acho que a palavra não existe, mas enfim) foi o Sporting vs. Alta de Lisboa*.
Apreciem as imagens, pensem em futebol (ficou 9-1, salvo erro) daquele a sério, com sorrisos, com correrias, com árbitros, dois árbitros (que apitam, explicam e são, pedagogicamente, eficientes) como no futsal, por exemplo, uma boa ideia, penso, futebol mesmo, com excelentes defesas, gestos técnicos fabulosos, há um golo (o sétimo, acho) que é uma obra de arte do nosso capitão, um menino negro, com o número nove, que vai a sorrir e de braços no ar abraçar um adulto que estava no banco.
Grande jogo, grandes miúdos e uma questão que já me preocupava antes (vi quase todos os jogos de iniciados A nesta época) e que confirmei hoje, porque será que as equipas que jogam com/contra o Sporting não têm (quase) meninos negros?

*Qual o escalão? (perguntarão)
Não sei. (no nosso último jornal dizia, p.18: Infantis A - Campeonato Distrital de Iniciados)

Gostando de futebol, amando o Sporting, desportivando

Posted on

Sunday, 4 March 2012

4 Comments
  1. Ah, o título do «post» tem a ver com uma utilização do gerúndio, típica do Alentejo, o verbo no sentido de continuidade.
    Estou a gostar, estou gostando, estou a amar, estou amando, pratico «surf», estou «surfando» (surfing, em inglês); pratico desporto, sou um desportista, Sou Sporting... desportivando.

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  2. Pedro, parece de propósito. Enquanto escrevias este depoimento, escrevia (eu) algo relacionado com o tema: o que realmente interessa, quando se gosta. Do Sporting e de futebol. Ficou em rascunho, nada que não possa ficar para amanhã, e perdoa tê-lo por alguns segundos publicado (não sabia que que este estava aqui).

    Fantástico. SCP diz a bola. A verdadeira, não a de papel.
    É isto o Sporting.

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  3. Pedro, respondendo à questão do quase não terem negros.

    Hoje em dia, ao contrário de há uns bons anos atrás, a maior parte dos clubes cobra uma mensalidade aos atletas para poderem ser atletas. Portanto, em muitos casos está adulterada a lógica do jogarem / participarem no plantel os melhores.

    Suponho que a explicação passe um pouco por ai. Quanto às imagens... o Estádio Universitário de Lisboa é um local fantástico. Respira-se saúde!

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  4. PB,

    A pergunta dos meninos negros era, de algum modo, retórica.
    A razão é aquela que apontas, por exemplo,um clube como o Belenenses cobra cerca de 250 € pela inscrição nos infantis mais uma mensalidade de 35 €, acrescem a isto, três treinos por semana e um jogo ao sábado/domingo com os paizinhos a terem de levar e ir buscar os miúdos; incomportável para a maioria das bolsas.
    Colocando as coisas de maneira algo simplista não tem nada a ver com a cor, tem a ver com a capacidade económica, futuramente, apenas os filhos dos «doutores» poderão ser futebolistas.
    Quanto ao que dizes sobre o estádio universitário, o jogo das imagens foi disputado no campo três, no campo ao lado jogava-se futebol americano (sim, é mesmo verdade) tudo isto com o nosso magnífico estádio a servir de enquadramento a tanto desporto, a tanta saúde (como referes), a tanta vida.

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