Ricardo Sá Pinto: representacão, qualidade e classe.

Compreensão, transparência e um discurso que flui, em respostas ou declarações numa linguagem clara de alguém que exerce funções com naturalidade - Ricardo Sá Pinto também foi assim como jogador.
Podemos gabar-lhe a raça e a determinação mas compreendendo não serem essas as suas principais virtudes. Amo muito Sá Pinto pelo que representa e pelo que é, mas como para o Sporting não é isso o que verdadeiramente vale, há a muito boa hipótese de se tratar da pessoa certa para o lugar certo, quando a posição de relevo agora ocupada e a responsabilidade inerente ao cargo são, também, sinto, antídoto para ocasionais questões temperamentais associadas à sua pessoa: tendo o poder não precisará de bater em tudo o que mexe e assumirá uma postura mais tranquila, harmoniosa, amorosa.

1994, 1995, 1996, Dinamarca, o mano mais novo do clã Laudrup de um lado, tu Sá Pinto do outro, numa tarde de sol onde celebraste 1 ponto e 1 golo; treinos cinzentos em San Sebastián d'onde à distância um leão rugia lágrimas de chuva: «sinto saudades do Sporting porque preciso de lutar por títulos»; 1995 quando com o Professor Carlos Queirós e Oceano, a par de outros, ofereceste / ofereceram no Barnabéu ao Real Madrid de Valdano e Laudrup uma perfeita demonstração de classe; a forma como te revoltaste em Viena quando o Rapid fez os 2º e 3º golos, ou as 3 bolas que em Madrid bateram no ferro; a forma como há poucos anos festejaste e silenciaste um estádio rival em 2003, mas também em 2005, com Paulo Bento que privou o Sporting da tua companhia e da companhia de Carlos Martins, na mesma época, contornos de futebolistas essenciais a uma equipa que se queira de qualidade. Falaremos um dia sobre tudo isto, sinto, e falaremos também de Liedson porque pessoas boas que gostem do Sporting devem estar de bem.

E sim somos os melhores do mundo: somos o Sporting.

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