“A substância fundamental do progresso desportivo do Sporting é um fogo clubista que incessantemente se acende. É o suporte de vida do espírito leonino; é uma matéria viva ...”


No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas, bem como um depósito para comentários sobre diversos tópicos que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Here is a tribute to the world's greatest football club; its heroes and legends, darkest hours and greatest days.
This is the Manchester United you have never seen before.

Diz o verso deste livro.
A Photographic History of Manchester United - Unseen Archives

Leitura muito fácil, palavras muito poucas, 338 páginas que trazem, entre mais, todos os resultados, jogo a jogo, e tabelas, de todas as classificações de todas as competições disputadas pelo clube de Manchester em Inglaterra e na Europa. Comprado há um par de meses por 99p. O que fazia esta preciosidade numa loja de 99p? Não sei. É um livro fenomenal porque nele exibidas 700 (leu bem, 700) fotografias fenomenais. As referências ao mais laureado e honrado (Sporting) clube de Portugal são três. A primeira logo na página 67, ao lado direito de uma esplêndida fotografia descrita pela legenda:

By Royal Command
Noel Cantwell accepts the FA Cup from The Queen in 1963,
and United are back on track
Esta referência, claro, respeita a 1963/64. A foto e FA Cup são de 1962/63.
... a desolação de Munique fora substituída por grandes esperanças. Os planos de Busby para uma nova equipa pareciam fruir. Law (Dennis) maravilhou os fãs com 46 golos e Best (George) teve a sua estreia frente ao West Brom. O irlândes de cabelo escuro marcou o seu primeiro golo para o United durante a demolição do Burnley por 5-1, a 28 de Dezembro.
 Apesar do fracasso na Taça dos Vencedores das Taças, batendo o Sporting por 4-1 e perdendo por 5-0, a época foi positiva. Terminou em 2º na Liga e atingiu as meias-finais da Taça de Inglaterra.
 Viramos para a página 68 e ...
 ... entramos em 1964/65, na descrição, logo após a exibição das tabelas da época anterior. Fevereiro, 26, e Março, 18, respectivamente, 4-1 (W) e 0-5 (L). Página 69, à direita, Bobby Charlton, exhausted as ever, Sir Bobby Charlton que alinhou no encontro de Lisboa juntamente com Law, Best, Sir Matt Busby (no banco) e outros. Importantes nomes que fizeram parte da mítica formação. A secção do livro dedicada às épocas de 60 dispõe-se sob o título «In pursuit of Glory, the Sixties». Nessa época, porém, a glória não foi do M. United. Foi do Sporting Clube de Portugal que esmagando-o por 5-0 (recorde Europeu), venceu a competição Europeia que nenhum outro clube Português tem, ou terá jamais.

De Atalanta a Antuérpia (Duerne), com passagens por Barcelona, Lisboa, Manchester, Lyon, Madrid e Bruxelas (Heysel). 3 jogos de desempate necessários (um deles, o da final), e um cantinho que ficou para a história do Sporting e do futebol português, assinado por Morais. São honras só nossas, ainda que dispostas nos livros de outros, já que não existe glória sem «horas negras», como diz a capa. São assim os clubes honrados, passado e presente, extraordinários somatórios colectivos e individuais, montanhas como a escalada em Lisboa que o Sporting escala todos os dias.

Um livro, duas páginas, um canto. Honras tuas nos livros de outros.

Posted on

Wednesday, 23 November 2011

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