No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
O melhor do clube são as pessoas, mas não são quaisquer pessoas. Foram os nossos fundadores, atletas e treinadores. É a nossa história. O clube não és tu, não sou eu, nem «somos nós». São eles. As mensagens que publicarmos evidenciarão esse intuito, versando sobre a instituição, a sua notável história, acumulado de feitos presentes e passados, proeminentes homens que a serviram e ergueram, cumprimentando as suas memórias mas mais importante, preservando a sua autoridade, ainda que não vivam entre nós.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

Carlos Manuel, então capitão do Sporting, falava às rádios no acesso ao túnel do estádio José Alvalade sobre o empate sem golos frente ao Nápoles, em 1989, a contar para a Taça UEFA, quando Maradona se lhe dirige, «Carlos, dás-me a tua camisola?», perguntou Diego, segurando a sua camisola 16 na mão. «É a única camisola que tenho», recordou Carlos Manuel. Os adeptos renderam-se à simplicidade de Maradona quando, já durante o jogo (não entrara como titular), realizava o aquecimento com um ... apanha-bolas. Na segunda volta haveria mais Maradona para deslumbrar a comitiva portuguesa. Depois do toque no ombro, o toque na porta: «Em Nápoles, estávamos na cabina quando me chamaram lá fora. Era o Maradona a perguntar se precisávamos de alguma coisa, se estava tudo bem. Ele, como capitão do Nápoles, não tinha necessidade de ir ter connosco», lembrou Carlos Manuel.

Em 1989/90 foi assim (foto, portal Sporting Memória)
... Lisboa e Nápoles, não perdendo qualquer dos jogos, o Sporting viu-se eliminado pelos pontapés da marca de grande penalidade. Ganhou muito, porém: admiração, respeito e uma eliminatória que para os adeptos do Sporting, Nápoles, Maradona, Carlos Manuel, o guarda-redes Tomislav Ivković e muitos outros permanecerá memorável.
Mais tarde, 2001/02,
conquista do triplete e mais um «Bota de Ouro» para o nosso historial.
 ... temporada na qual Marius Niculae, com um fantástico pontapé tentou igualar uma eliminatória que começara com uma derrota em San Siro por 2-0. Não chegou. O Milão empatou e o Sporting nunca marcaria o 2º golo.
 Na época seguinte, 2002/03, novo duelo com uma equipa de San Siro.
Desta feita a equipar de azul e negro.
... novo empate sem golos, um que Pedro Barbosa não quis desfazer na segunda parte. A vitória esteve ao nosso perfeito alcance.

2006/07 e Luís Figo regressa a Alvalade. Discursa para os sócios e adeptos do Sporting sentados nas bancadas e o Sporting apresenta-se no relvado: jogo de carácter amigável e mais um que termina empatado.
 
Em jogos oficiais, viria no entanto a desforra.
 ... quando Marco Caneira com um pontapé a 280 metros da baliza afundou a armada de Milão, em jogo a contar para a Liga dos Campeões. Não foi um jogo especial. Antes, uma vitória saborosa na qual ficaram marcados os jeitos de um jovem jogador que Paulo Bento lançara para o meio campo do Sporting: Miguel Veloso, com uma exibição a transpirar classe em cada toque na bola.

De lá para cá, mais 2 jogos frente a Italianos e mais 2 empates: o primeiro em Lisboa com um golo de raiva de Simon Vukcevic. O segundo em Florença.

Talvez hoje consigamos desfazer esta série longa de empates. Talvez um golo seja suficiente, tal qual em 2007. Preferiria no entanto uma como esta:
Ou esta ...
... na noite em que o leão fez sucumbir Roterdão, e a Europa tremeu. 

Ou esta ...
 
... quando os Indomáveis destruíram uma equipa de Tyne, jogo memorável mas mais do que isso, um jogo à Sporting.

Carlos, dás-me a tua camisola?

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Thursday, 29 September 2011

3 Comments
  1. Boas MM,

    Parabéns pelo texto, qualquer referência a Maradona deve sempre ser louvada!

    Agora outra coisa que pouco tem a ver com o que escreveste, e peço desculpa por isso. Carlos Manuel já teve uma oportunidade como treinador no SCP, na altura, não deslumbrou! Hoje em dia, é a pessoa que acho que mais merece o cargo. Evoluiu muito como treinador, talvez esteja nessa agora área perto daquilo que foi o seu nível enquanto jogador, ou seja, um dos melhores Portugueses nessa função. Pode parecer estranho, mas sei do que estou a falar. Não estou aqui a encorajar um lobby contra Domingos, nada disso, mas antes de se falar deste para o SCP era já o que pensava!



    Abraço, Jorge D.

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  2. Jorge, não tenho a intimidade com o Carlos para saber o que sabes. Mas sei que é um técnico, hoje (não antes) competente. Se chega para treinar o Sporting, são contas de outro rosário. Mas dou-te crédito pela opinião, até porque te reconheço mais legitimidade para abordar as questões técnicas do que dou a mim próprio.

    MM, boa memória, essa, do Maradona. Do Sporting-Nápoles e do Nápoles-Sporting. Lembro-me de que o meu avô me tinha prometido uma viagem com ele à final se o Sporting passasse. Vi o jogo com ele, cheio de vontade que vocês passassem, pela viagem e pela felicidade do meu querido Chico - aquela bondade que só existe, em estado líquido e puro, nas crianças. Na noite em Nápoles ele chorou, muito. Talvez ainda lembrando o Morais, 21 anos antes.

    Do que fica, merece louvar esse DEUS que, no meio da loucura, mostrou ser sempre um "Sir". Como Charlton, Eusébio ou Yashine. Aquela casta que, olhando ao passado ou ao futuro, mantém-se no centro do tempo.

    Quanto ao Carlos, é normal: foi um jogador fabuloso. Pouco reconhecido, é certo. Tal como Paneira, Barbosa, Litos ou João Pinto. Nunca ninguém compreendeu os génios que ali estavam.

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  3. Tive o prazer de ver o Carlos Manuel com a camisola do Sporting. Grande jogador, se jogasse à bola hoje seria dos melhores portugueses por esses relvados.

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