Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais, este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas bem como um depósito para comentários que vou deixando um pouco por toda a parte.
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Autor: Miguel Pinho

Agradeço a oportunidade concedida pelo meu amigo Manuel Humberto para participar neste espaço, algo que muito me honra e orgulha mas não surpreende, sabendo do modo de agir e estima que ele tem por mim - e que, de resto, como ele bem sabe, é recíproca. Não poderei, como ele sabe, dar a atenção e utilização que mereceria da minha parte mas tive uma reflexão que consegui arranjar tempo e disponibilidade para mastigar e transformar num texto, dentro dos padrões pelos quais costumo orientar-me. Não pretendo utilizar o espaço e dele me aproveitar para tecer considerações sobre o dia-a-dia do futebol português, hoje em dia, como nos últimos 30 anos marcado profundamente pela superioridade competitiva inegável do FC Porto. Faço esta frase introdutória porque sou portista, e acho que se mune de uma dinâmica curiosa e diferente a relação entre FC Porto e Sporting, por um lado, e entre portistas e sportinguistas, por outro (que acaba, contudo, por ser mais ou menos a mesma). Os nossos clubes não são inimigos, são apenas rivais. Temos um inimigo em comum.

Temos neste momento uma autêntica guerra entre FC Porto e Benfica pela supremacia no futebol português. De que lado vai estar o Sporting, se é que vai estar mais próximo de alguma destas forças? A ideia generalizada é a de uma aproximação ao FC Porto, fruto sobretudo do ódio ao Benfica. É uma questão de lógica: querendo afastar-se o máximo possível de um pólo aproxima-se automaticamente ao outro. Nada de surpreendente, incompreensível ou misterioso, aqui. Mas o que me traz até este momento é uma reflexão que estava a ter enquanto descia pelos caminhos antigos da aldeia onde moro, e que não posso deixar de partilhar pelo menos com o meu caro amigo e companheiro de longa data de discussões de um teor mais analista e muitas vezes técnico do que aquilo que vou escrever de seguida.

O meu caro amigo Manuel no meio de uma acalorada e despropositadamente agressiva discussão mantida há alguns anos, tentando cada um de nós engrandecer cada um dos seus clubes e apequenar o outro, socorreu-se (legitimamente) do número de títulos que o Sporting ostenta no cômputo de todas as modalidades desportivas e que, como os mais bem informados sabem, ascende a cerca de 16 000, comparando esse número com o do FC Porto que é cerca de 100 vezes menor.

Com o máximo respeito pelo ecletismo do Sporting, pelos seus valores e pela forma como sempre encarou e continua a encarar a prática desportiva (em que, apesar de ser um clube vencedor, não compete só para vencer, mas sim porque o desporto é talvez a forma mais nobre de realização humana ou superação física e psíquica num contexto de paz), refuto que se possa utilizar este argumento para fazer passar a ideia de que o Sporting é 100 vezes maior do que o FC Porto, ou 100 vezes melhor, ou 100 vezes mais forte e poderoso. Compreendo perfeitamente que ele o defenda, como defendeu com unhas e dentes o seu clube, sobretudo quando os outros o tentam apequenar, e ainda mais quando essa tentativa vem de um adepto de um clube rival. Contudo, creio que o pensamento representa e ilustra um carácter desajustado (na comparação), que por ventura o próprio poderá já ter reconhecido: O Manchester United, o Liverpool e o Milan AC (só para dar três exemplos) são clubes quase exclusivamente praticantes de futebol (coisa que não acontece com o FC Porto, por sinal, que vence há muito tempo e marcadamente num conjunto de outras modalidades, inclusivamente a nível internacional - hóquei - num movimento de imposição que de certa forma acompanha e replica o que acontece no futebol).

Não conheço a contabilidade exacta dos títulos que estes clubes gigantes ostentam nas suas vitrinas, mas tendo em conta que o futebol é quase exclusivamente a sua actividade desportiva, não irá além dos 200, creio. Os nomes destes clubes geram respeito, admiração e temor nos adversários. Não é preciso falar sobre isso, basta dizer os nomes. Sugerir que o Sporting (e escrevo o que escrevo com o maior respeito pelo clube e pelas suas conquistas) é 30 ou 50 ou 100 vezes maior do que o FC Porto fruto da (ou com base na) contabilidade de títulos nas suas vitrinas é equivalente a afirmar que o Sporting é 50 ou 100 vezes maior e mais poderoso que Manchester United Football Club, Liverpool Football Club e Associazione Calcio Milan. O raciocínio está aí, é uma questão de lógica.

Nada nem ninguém pretende amesquinhar, apequenar ou desvalorizar os inúmeros feitos gloriosos e toda a ética e comportamentos desportivos do grande, ecléctico, histórico, honrado e vencedor clube que é o Sporting Clube de Portugal. Que isso fique bem claro. Não estou tão bem informado como talvez devesse relativamente a quais as modalidades a que o Sporting foi "buscar" (ou "conquistar") 16 000 títulos, e ainda menos relativamente a qual a qualidade e intensidade do desafio e capacidade de resistência à concorrência que representa vencer esses títulos nessas modalidades, mas tenho a ideia de que, por exemplo, no atletismo, o Sporting não foi brindado até há muito pouco tempo com a concorrência das outras duas grandes potências desportivas nacionais. No entanto, nas modalidades que se consideram de forma geral mais importantes, o Sporting está lá nos lugares de topo em todas (a nível histórico), e não preciso de gastar tempo a procurar essa informação, pois já a conheço: no andebol, por exemplo, o Sporting continua a ser o clube mais titulado, salvo erro com 18 títulos nacionais, sendo que o FC Porto acabou de ganhar o seu 17º. No hóquei masculino sénior, os números do Sporting apequenaram-se depois de duas décadas de domínio portista e benfiquista (hoje em dia marcadamente portista - são já 9 os títulos nacionais consecutivos, estando em vista o décimo seguido). Nada disto tira ou põe "grandeza" em cima dos nomes dos clubes. Uma coisa não invalida a outra.

Outra ideia:

O FC Porto teve um período de adormecimento no qual esteve sem conquistar o troféu maior nacional de futebol entre 1958 e 1977 (19 anos), tal como o Sporting o teve entre 1982 e 2000 (18 anos) e o Benfica entre 1994 e 2005 (11 anos, se bem que aqui se deveria ter prolongado a contagem até 2010 pois o título de 2005 foi obtido de uma forma que definitivamente não conferiu aos encarnados o direito de se intitularem "campeões nacionais" - pelo que o jejum benfiquista deveria ser considerado como sendo de 16 anos, ou seja, números muito próximos dos recordes negativos das outras duas grandes potências futebolísticas portuguesas). O que acontece foi ter "calhado" ser o FC Porto o primeiro dos três grandes a ter um grande jejum, e esse jejum ter acontecido numa época que muitos consideram como sendo o período áureo do futebol e do desporto (anos 60 e 70). Foi um período (longo) de 19 anos. Se retirássemos à história futebolística do FC Porto esses 19 anos (nos quais, apesar de tudo, o clube obteve diversos segundos lugares, anulando a hipótese já aventada por alguns de o clube ter sido durante algum tempo equivalente a um Setúbal, uma Académica ou um Braga), o que restava era uma luta constante pelo primeiro lugar, na condição absolutamente indiscutível de grande clube de futebol português e crónico candidato ao título.

Para os que não conhecem a história (dirigindo-me aos jovens, a internet não serve só para colocar imagens no Facebook e falar nos chats e jogar jogos, também serve para procurar nela informação de qualidade, coisa que abunda), o FC Porto é o clube mais antigo dos três grandes, estabeleceu-se desde os primórdios competitivos do futebol em Portugal como uma das potências, venceu alguns dos primeiros campeonatos nacionais e sempre foi, de forma indiscutível, e de longe, de forma absolutamente inegável, o clube mais poderoso a norte de Lisboa.

Há duas coisas que tenho atravessadas na garganta enquanto portista (e antes eram 3):

1 - A nuvem que paira (não vinda da cabeça de frustrados incapazes de vencer e superar o FC Porto, mas aquela que está nas cabeças de quem associa na sua mesma pessoa o ser portista com a vantagem de ter um mínimo de vergonha e honra) sobre os métodos utilizados por um conjunto de dirigentes para empurrar o FC Porto para a posição de primeira potência futebolística de Portugal e uma das melhores da Europa. Não que tenha sequer a mínima dúvida de que nenhum dos imensos títulos que o FC Porto venceu desde 1982 no futebol (e não só) foi obtido directamente através de favores da arbitragem, mas por muito que ame o meu clube e tenha na imagem de Pinto da Costa um exemplo de dedicação a uma causa desportiva e competência, todos sabemos que não estamos a falar de anjinhos, coisa que na cabeça de um portista se pode "desculpar" pelo facto de o Porto não beneficiar de facilitismos de que Benfica e Sporting beneficiam por serem clubes da capital e "precisar", por assim dizer, de compensar essa injustiça com outra injustiça - forçando a sua posição dentro e fora do campo com uma agressividade que pode ter por vezes ameaçado pisar o risco que separa a legalidade da ilegalidade (do género escrever direito por linhas tortas). 

2 - Precisamente o facto de o FC Porto ter percorrido os anos 60 e quase a totalidade dos anos 70 sem vitórias em campeonatos de futebol, este aspecto foi absolutamente decisivo para que se criasse na alma de milhões de adeptos portugueses, muitos deles vivos hoje em dia, de que o FC Porto é um clube pequeno, de bairro, sem a ideia de "mística" e de "grandeza" que Benfica e Sporting ostentavam. Não me preocupa esse jejum por ele significar que o FC Porto é um clube menor, mas porque essa ideia ficou profundamente enterrada na consciência de toda uma geração de adeptos de futebol em Portugal que perdurará até que essa mesma geração deixe de existir, dando lugar a uma nova que já cresceu com vitórias quase incessantes do FC Porto.

Qual é então a ideia que se tem do Sporting? Por exemplo, no estrangeiro. Ao Benfica conhecem-no pelas vitórias da década de 60 e pelas várias finais europeias que ostenta no futebol.
Pelo Eusébio, pelo ambiente que cria no seu estádio e pelo seu número de sócios, embora a noção generalizada internacional seja a de que todo esse poderio potencial já não consegue fazer frente à competência superior do FC Porto, que tem hoje, sem qualquer dúvida, mais prestígio do que o Benfica além-fronteiras. Ao FC Porto conhecem-no pelas vitórias internacionais pontuais no futebol (e talvez no hóquei), pelas presenças sistemáticas nas fases avançadas das competições europeias, em luta com os tubarões dos grandes campeonatos europeus, por vezes suplantando-os, e quiçá pelo número quase inacreditável de títulos internos que tem nos últimos 30 anos. Espero não estar a cometer nenhuma injustiça proveniente de ignorância mas estou em crer que uma minoria de pessoas bem informadas associa ao Sporting algumas ideias que o tornam um clube mais ou menos singular:

- O facto de se reger ou tentar reger por comportamentos que normalmente não estão associados ao desporto de alta competição (maior fair-play).

- O facto de apostar marcadamente em jovens nacionais formados no seu clube, ao contrário da via que pode ser considerada mais "fácil" seguida por FC Porto, Benfica e quase todos os colossos europeus - comprar grandes jogadores, com critério, arregimentá-los, fazer com que os adeptos os idolatrem fruto de valorização e rendimento desportivo, imortalizá-los e ganhar rios de dinheiro com eles.

Nada disto pretende ser uma guerra de ninguém, nem do FC Porto e muito menos minha, contra o Sporting ou contra quem quer que seja.

Sublinho e reafirmo o meu grande respeito por um clube, o Sporting Clube de Portugal, que só não é respeitado e até admirado por aqueles que não olham para o desporto como algo de nobre, em que não se trata só de vencer. O Sporting é um clube absolutamente histórico, dotado de valores que o tornam muito singular, com inúmeras vitórias em várias e variadíssimas modalidades, tem o seu nome associado, como muito bem lembra o Manuel Humberto, a feitos olímpicos, é um clube que forma desportistas e homens. Merece-me todo o respeito, e se não fosse portista seria certamente sportinguista, e não teria o menor problema em, mesmo na minha condição azul-e-branca, contribuir de alguma forma para o sucesso do clube, caso se proporcionasse a oportunidade.

O Sporting fascina-me, até certo ponto. Jamais diria tantas palavras elogiosas e positivas sobre o Sport Lisboa e Benfica. Não posso deixar de as dizer sobre o Sporting Clube de Portugal. É talvez o melhor elogio que vos posso fazer, sportinguistas, e Sporting, para fechar este texto.

Um olhar não-sportinguista sobre o Sporting (com uma olhadela não-comparativa sobre o FC Porto)

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Tuesday, 10 May 2011

6 Comments
  1. Caro Miguel Pinho,

    Parabéns pelo excelente artigo/«post» ao qual faço, apenas, um pequeno reparo.
    Qual foi a verdadeira data da fundação do Futebol Clube do Porto?
    A do Sport Lisboa e Benfica sabemos que foi em 13.09.1908, socorro-me agora do livro "Glória e Vida de Três Gigantes" distribuído em fascículos com o jornal "A Bola" a partir de 10 de Fevereiro de 1995.
    Podemos ler, escrito pela pena de Homero Serpa, no fascículo de 15 de Fevereiro de 1995: «Mas o dia 13 de Setembro de 1908, data da fusão dos dois clubes, aprovada por unanimidade e aclamação, numa Assembleia participada por gente dos dois lados, passou à história como sendo o do nascimento do Sport Lisboa e Benfica.»
    Quanto à data da fundação do FC Porto sei que foi algures em 1906 (cf. com o Portador de Alegrias, p.47) mas não sei a data correcta, embora tudo indique terá sido em Novembro de 1906, portanto...

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  2. Não concordo com o inicio do texto que refere a polaridade do futebol portugês e a necessidade do Sporting em se "colar" a um dos "lados!, nem com a questão da rivalidade versus odio ao Benfica.

    O Sporting tem que seguir o seu próprio caminho e impor a sua grandeza e os seus principios por duas razões: Primeiro porque os caminhos dos dois rivais a meu ver estão errados para não lhes chamar outra coisa e segundo porque o Sporting tem mesmo que seguir o seu proprio caminho para poder voltar a ser o lider!

    Relativamentye a rivalidades é a minha opinião que a rivalidade mais acessa do Sporting para o Benfica nada tem a ver com ódios mas sim com as caracteristicas dos proprios CLubes. Apesar das diferenças existem similaridades nos Clubes que aumentam a rivalidade: Ambos sediados na mesma cidade, rivalidade histórica desde as origens, projecçao nacional e internacional dos emblemas (algo quase unico no Mundo, mistura de adeptos no seio de familias, locais de trabalho, clubes de bairro, cafés, escolas, etc etc.
    A grande rivalidade ou ódio, entre Benfica e Porto, essa sim, tem origens pouco nobres e é alimentada directamente por dirigentes que seguem o tal caminho que eu atrás classifiquei de errado!

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  3. Muito interessante, este texto, Miguel. Voltarei amanhã para um comentário elaborado.

    Ah e... Parabéns, MM e Sporting, pela Taça em Futsal.

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  4. Talk Talk,

    Obrigado pelo seu comentário, mas não me interprete mal: Também eu sou da sua opinião relativamente às origens da animosidade entre Benfica e Sporting. Não quis aprofundar essas origens, apenas mencionei o ódio que existe entre um e outro clube, independentemente das razões para que ele exista. Chamem-lhe ódio ou outra coisa qualquer (se calhar "ódio" não era a melhor palavra).

    Também sou da opinião de que o Sporting não deve aproximar-se necessariamente nem de um nem de outro, mas sim marcar o seu próprio caminho. Opinião generalizada, aliás. Contudo, a dinâmica que o futebol português adquiriu nos últimos anos (lembro que nos anos 80 não houve um domínio claro do FC Porto, nos anos 90 houve-o mas o Benfica não estava à altura, pelo que só nesta última década, com a recuperação do Benfica, se travou uma guerra mais intensa entre os dois clubes) gerou dois pólos muito bem definidos, sendo que o Sporting se deixou ficar perigosamente para trás em termos de relevância. Esta noção é discutível, porque ao nível de resultados o Sporting só esteve realmente mal nos últimos dois anos - eu sou relativamente novo e cresci a conviver com um Sporting muitas vezes melhor do que o Benfica.

    Aliás, até podemos fazer uma pequena comparação. Sugiro que comecemos no ano que eu e muitos outros consideram como sendo o ano do início do declínio benfiquista que se arrastou durante algum tempo: 1994. Ou época 1994/95 (em que entra o Artur Jorge e o Benfica dá início a uma política absurda e incompetente de compra de jogadores).
    94/95 - SLB 3º / SCP 2º, Taça de Portugal
    95/96 - SLB 2º, Taça de Portugal / SCP 3º, Final Taça de Portugal, Supertaça
    96/97 - SLB 3º / SCP 2º
    97/98 - SLB 2º / SCP 4º
    98/99 - SLB 3º / SCP 4º
    99/00 - SLB 3º / SCP Campeão, Final Taça de Portugal
    00/01 - SLB 6º (lol) / SCP 3º, Supertaça
    01/02 - SLB 4º / SCP Campeão, Taça de Portugal
    02/03 - SLB 2º / SCP 3º, Supertaça
    03/04 - SLB 2º, Taça de Portugal / SCP 3º
    04/05 - SLB Campeão, Final Taça de Portugal, Final Supertaça / SCP 3º, Final Taça UEFA
    05/06 - SLB 3º, Supertaça / SCP 2º
    06/07 - SLB 3º / SCP 2º, Taça de Portugal
    07/08 - SLB 4º / SCP 2º, Taça de Portugal, Supertaça, Final Taça da Liga
    08/09 - SLB 3º, Taça da Liga / SCP 2º, Supertaça, Final Taça da Liga
    09/10 - SLB Campeão, Taça da Liga / SCP 4º

    Benfica - 2 títulos de campeão, 1 Taça de Portugal, 1 Supertaça, 3 Taças da Liga (7 títulos no total)
    Sporting - 2 títulos de campeão, 4 Taças de Portugal, 4 Supertaças (10 títulos) e uma final europeia

    Isto sem contar com os vários segundos lugares no campeonato e as várias semi-finais de Taças de Portugal a mais que o Sporting teve.
    Ou sem contar com o facto de o Sporting ter gasto infinitamente menos dinheiro em investimentos na equipa de futebol.

    Aproveito esta contabilidade para tentar fazer ver aos sportinguistas que começando agora um caminho de competência e trabalho o Sporting não tem de se envergonhar pelos últimos dois anos. Mas será preciso paciência e trabalho, que são armas indispensáveis para combater dois clubes que investem muito dinheiro todos os defesos para ter os melhores jogadores que os tubarões deixaram escapar. Ganhar jogos, criar elan e começar a encher o estádio. Isto é possível para o Sporting, e o Sporting faz falta ao nosso campeonato.

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  5. Perdão, o Benfica ganhou duas Taças de Portugal neste período e não uma. O total de títulos ascende portanto a 8 e não 7.
    Seja como for, mantém-se a superioridade do Sporting.
    Já para não falar que na primeira dessas Taças o Benfica inaugurou o marcador com o Mauro Airez a arrancar com a bota a bola das mãos do Costinha e um grunho dos NN matou um sportinguista, e que na segunda dessas Taças os galináceos só triunfaram porque o Porto do Mourinho estava com a cabeça na final da Liga dos Campeões a disputar dali a uns dias.

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  6. Ah, e já agora diga-se que nesse período Porto e Sporting são os únicos que fizeram dobradinhas (que é sempre uma óptima forma de demonstrar superioridade numa época, pois mesmo que houvesse dúvidas quanto à justiça da conquista de uma competição, eis que surge a conquista de outra, pelo que dificilmente não é merecido).

    Assim de memória, lembro-me das dobradinhas de:
    Porto em 87/88, Ivic
    Porto em 97/98, Oliveira (mais respectiva Supertaça em 98)
    Sporting em 01/02, Boloni (mais respectiva Supertaça em 02)
    Porto em 02/03, Mourinho (mais respectiva Supertaça em 03)
    Porto em 05/06, Adriaanse (mais respectiva Supertaça em 06)
    Porto 08/09, Jesualdo (mais respectiva Supertaça em 09)
    Talvez Porto 10/11, Villas-Boas

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